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vgBR.com | 16 de agosto de 2018

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[Ninguém Jogou] – Megaman Maverick Hunter X

Átila Graef

Megaman dispensa apresentações. Se você não conhece o famoso personagem da Capcom, não conhece videogames. Famosos por sua dificuldade, os jogos da série sempre tiveram um apelo infantil na caracterização do personagem e até história, mas jogabilidade de gente grande. Já a série X foi uma tentativa de tornar o personagem mais adulto e entregar um enredo mais completo. Maverick Hunter X é o remake do primeiro jogo da série X, que saiu nos 16 bits, no Super Nintendo.


Vamos começar falando sobre os gráficos. Não gosto de começar análises por esse quesito, já que ele sozinho não determina nada, mas no caso desse jogo não há como não ressaltar isso primeiro, uma vez que trata-se de uma lembrança dos antigos tempos do Super Nintendo a todo momento.

Desde as fases, passando pelos inimigos e itens, o jogo retrata com fidelidade o design de Megaman X original do SNES. É até interessante ver que conseguiram retratar muito bem alguns detalhes que pareciam só funcionar em 2D. A Capcom criou texturas fantásticas para alguns objetos do jogo.

Alguns estágios impressionam pela qualidade das texturas e pela semelhança com os detalhes dos sprites do jogo original. A de Flame Mammoth, onde caiam objetos para serem esmagados nas esteiras, está perfeita e muito melhorada em termos de detalhes, tarefa dificil quando se fala de um jogo 2D passando para um 3D.

A apresentação do jogo é em anime com alta resolução na tela do PSP. Todos os chefes estão maiores que suas versões originais em sprites, porém bem retratados e possuem introdução com diálogos e outras imagens também em alta resolução. Enfim, tudo no jogo salta os olhos. Realmente é impressionante o trabalho que fizeram pra retratar fielmente os cenários “vivos” e o o ambiente com todas as cores do primeiro jogo.

Se há algo a reclamar, fica por conta do modelo do X, que ficou um pouco menos detalhado que os modelos dos chefes e outros personagens. De qualquer forma fotos não fazem jus a beleza que é o jogo rodando.

Na jogabilidade o PSP continua brilhando. Muitos jogos ao passarem de 2D p/ 3D falham nesse aspecto, mas felizmente isso não acontece aqui. Apesar do handling do PSP não ser dos melhores, o jogo responde muito bem aos comandos e o dinamismo do 2D foi mantido.

Obviamente a Capcom manteve o layout dos botões originais e logo controlar X torna-se tão facil e intuitivo quanto no original.

Os atalhos de armas com os botões L & R também estão lá, incluindo um pequeno menu ao lado da barra de energia que mostra um simbolo referente a arma selecionada, facilitando assim a escolha.

No geral, o jogo ficou mais difícil depois de passar para o Widescreen. Mais tela significa mais espaço para inimigos e mais inimigos na tela. Em alguns momentos o cenário enche com diversos inimigos, que ao melhor estilo 16 bits, retornam se você recuar, tirando-os do seu campo de visão e avançando novamente.

O layout da maioria dos estágios mudou bastante, tendo alguns dos caminhos originais, porém incluindo novos percursos no meio da fase. Ao final da fase, o chefe ainda esta lá, mas estes também ganharam novas habilidades, mudando a maneira de enfrentá-los.

Algumas das capsulas de armaduras de X foram modificadas e não se encontram nos mesmos locais do original do SNES. O mesmo acontece com Heart Tanks e Sub-Tanks trazendo novo sentido de exploração ao jogo. No geral o jogo está mais dificil, mas a capsula secreta do Hadouken está lá para facilitar as coisas.

No departamento de som, os efeitos sonoros foram retratados da maneira exata como no original. E alguns novos foram adicionados, como o bater de asas dos robos morcegos, os passos do X (com o cuidado de ter sons diferentes para cada tipo de superficie, tendo sons diferentes quando você anda na neve por exemplo), entre outros.

Todas as músicas foram refeitas, baseando-se nas originais e mantendo o mesmo clima acelerado. Porém algumas foram infelizes nessas “adaptações”. Mesmo com o chipzinho de som do SNES, o original ainda é superior nesse aspecto.

O jogo também trás muitos diálogos falados, para as cenas em anime e também para introduções de fases ou chefes.

Extras:

O jogo permite jogar com Vile depois de acabar a aventura com X. Vile tem seus Heart e Sub-Tanks em locais completamente diferentes. Há ainda uma nova cápsula secreta para X, com a Zero Buster.

O jogo também trás um demo de Megaman Powered Up.

Finalizando, Megaman Maverick Hunter X conseguiu retratar o original em praticamente todos os aspectos. Não diria que superou, pois nos detalhes são jogos diferentes e o Megaman X original trouxe todo o fator de novidade a série. Ainda assim trata-se de um ótimo remake de um ótimo jogo e é uma pena que a série não tenha continuado por conta das baixas vendas. Mas olhando pro cenário atual, seria um título perfeito pra Xbox Live e PSN. Então Capcom, mãos a obra que eu compro novamente ok?

Átila Graef

Átila Graef

Átila Graef é fanático por conquistas do Xbox 360, General aposentado em Halo Wars, colecionador de placas de Arcades, e apaixonado por F-Zero GX.