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vgBR | 23 de março de 2019

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Um Comentário

Análise – Contrast

Análise – Contrast
Ercides Filho

Review

GRÁFICOS
7
7

Plataforma 2D/3D Original

Contrast é um jogo bem construído, com boas idéias e boa história, porém falha em diversos aspectos técnicos e deixa a sensação de que poderia ser melhor trabalhado

Contrast é um jogo indie no estilo plataforma/puzzle que como o próprio nome diz contrasta luz e sombra. O jogo alterna entre a jogabilidade 3D em terceira pessoa e o 2D no qual é jogado com a sombra de seu personagem. Essa alternância ocorre de modo natural tanto para enfrentar obstáculos, como para resolver puzzles. A Compulsion Games partiu de uma idéia original para alternar entre as plataformas do mundo físico e aquelas criadas pelas sombras.

História

Ambientado nos anos 20, Contrast tem como protagonista Didi, uma menininha, esperta e decidida que mora com a mãe, uma dançarina de cabaré, e que toda noite sai escondida juntamente com sua amiga imaginária, Dawn, a personagem que você utilizará durante toda aventura.

A história é contada de modo simples e tocante, com roteiro bem construído, mostrando uma visão inocente de criança que tenta de todas as maneiras unir sua família novamente. Os diálogos são consistentes, envolto em clima de mistério, com uma narração competente e esta totalmente legendado para o nosso português.

Contrast_Cinema_1080

Clima Noir

Os gráficos são bem elaborados e apresentam um clima de nostalgia, principalmente nos tons pastéis no qual o jogo é executado quando colocado no modo das sombras. Texturas e iluminação tem boa qualidade, inclusive nas cenas de animação que são rápidas e servem para interligar a história. Porém a movimentação da personagem deixa a desejar, sendo em alguns momentos travadas e apresentando dificuldade de realizar alguns movimentos.

A trilha sonora fica a cargo do tradicional jazz dos anos 20, que juntamente com a ambientação dão clima noir ao jogo.

Alternando entre mundos

Contrast_GapJump_1080

Durante todo jogo haverá necessidade de alternar entre os modos 3D e 2D, para isso basta encostar em um superfície que receba luz e gere uma sombra e você pode se transportar para a dimensão das sombras. Em muitos momentos será necessário manipular a luz no mundo 3D para que as sombras sejam geradas e vc possa então se alternar para o mundo 2D. Nesses momentos Contrast ganha pontos mostrando sua originalidade. Porém, em certos momentos o jogo usa idéias recicladas como pendurar em muros, carregar caixas e colocá-las em botões para resolver alguns puzzles.

Entretanto se muitas idéias são boas e originais a execução delas ficam muitas vezes a desejar. Por algumas vezes fiquei preso entre paredes e tive de reiniciar do último ponto salvo, caixas flutuam sobre abismos e objetos somem, o que acaba tornando a experiência decepcionante algumas vezes.

De modo geral a  jogabilidade e os puzzles são simples (alguns quebra cabeças exigem um maior raciocínio) e não apresentam grandes dificuldades para chegar ao fim da história após os três atos no qual Contrast é dividido.

Já terminou?

Contrast_DidiandDawn_1080

Provavelmente o jogador alcançará o desfecho da história de Didi e sua amiga imaginária em torno de 3 a 4 horas, sendo um jogo relativamente curto e com fator replay praticamente zero, já que quase todas as conquistas são possíveis de serem realizadas na primeira vez que chegar ao final do game.

Se por um lado é ruim, pagar por um jogo curto (o jogo é free para aqueles que assinam PSN Plus) mesmo que seja barato, por outro lado o jogo não se torna repetitivo e cansativo e dá sensação de que teve o tamanho exato.

Conclusão

Contrast é um jogo bem construído, com uma boa história, porém falha em diversos aspectos técnicos e deixa a sensação de que poderia ser melhor trabalhado. Vale a pena conferir pelo simples fato de ser uma experiência diferente e que com certeza agradará fãs do gênero.