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vgBR.com – Videogames Brasil | 19 de novembro de 2017

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Análise – Infamous: Second Son

Análise – Infamous: Second Son
Lucas Pitchinin

Review

O melhor jogo do PS4 até agora

inFamous: Second Son demonstra o que o PS4 é capaz de fazer. O gameplay é ótimo, o som é quase impecável e o desenvolvimento e progressão dos poderes estão em um ritmo quase perfeito. Desconsiderando os furos da história, é um dos melhores jogos do PS4.

Infamous: Second Son é a primeira investida na franquia open world exclusiva da Sony no PlayStation 4. Second Son não é uma continuação direta da história de Infamous 2 e de Cole MacGrath, sendo mais um spinoff e apresentando outro protagonista, Delsin.

História

O jogo se passa 7 anos após o final “bom” de inFamous 2. Second Son, mostra que os condutores ainda existem e que o governo criou um grupo chamado Departamento de Proteção Unificada, para controlar e prender todos condutores (os chamam de bioterroristas). A DUP, é ironicamente controlada por Augustine, uma ex-militar que também é uma condutora (e principal vilã do jogo).
O personagem principal Delsin, à primeira vista pode não cativar todo o tipo de jogadores (eu demorei um pouco pra começar a gostar dele). Ele é metido, rebelde sem causa e chato. Mas com o tempo ele mostra ser inteligente, fazendo boas piadas, mostrando atitude e mesmo aparentando ser meio despreocupado ele consegue cativar e mostrar que está tentando ajudar, mesmo que de seu jeito estranho.
A trama começa quando um acidente, próximo a vila de Delsin, liberta 3 condutores que estavam sendo transferidos para a prisão da DUP. Delsin, ainda sem nenhum poder, tenta ajudar um dos prisioneiros e acaba absorvendo o poder ao entrar em contato com ele. Nesse momento Delsin descobre que é um condutor, e que sua habilidade é absorver o super-poder de outros condutores. Em seguida o reforço da DUP aparece e junto Augustine, a vilã do jogo. Ela utiliza seus poderes de concreto para punir Delsin e seus amigos da vila que se recusaram a ajudar respondendo perguntas. Delsin entra em coma, depois de um tempo acorda e descobre que para salvar as pessoas de sua vila ele precisa absorver o poder de Augustine para curá-los e para isso, ele precisa ir pra Seattle atrás dela.
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Durante toda historia Delsin busca encontrar o poder pra curar seus amigos e tentar acabar com a perseguição aos condutores. O problema é que ele mata muitas pessoas durante a história e mesmo durante minha playthrough de karma bom, eu devo ter matado mais de 500 inimigos, sendo que em nenhum momento ele demonstra remorso e no final ele é considerado herói. Outro problema são os furos na história, por exemplo, mais perto do final do jogo, Delsin é preso pelo poder de concreto de Augustine e adivinha se ele precisa ser curado? Não! Ele só precisa que seu irmão quebre o concreto batendo com a ponta de uma bazuca! Sim, ele poderia ter quebrado todo concreto que ficou em seus amigos para curá-los!
Por outro lado o sistema de karma funciona bem, mas não altera em nada a trama principal, apenas as motivações de Delsin para derrotar Augustine. As duas histórias são bem convincentes e você sente, junto com Delsin, o que te perturba mais e o que você priorizaria durante as situações. Eu me vi pensando na maioria das escolhas como se as duas fossem as corretas. Em geral a história agrada. As escolhas de karma tem resultados esperados e convincentes e o ritmo em que a história é contada não é cansativo.
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Jogabilidade

“Second Son” tem de longe, o melhor gameplay de todos inFamous. Os controles são fáceis de aprender e divertidos de usar respondendo rápido e com precisão incrível. Tive momentos que fiz saltos super precisos junto com combos de “headshot” que mal pude acreditar. O jogo passa a ótima sensação de ter total controle de um super-herói. Como o controle responde perfeitamente, recomento jogar no modo mais difícil. O DualShock 4 é bem explorado, utilizando o touchpad para destruir turrets, libertar condutores de gaiolas e absorver poderes pelo cenário. Também é usado a sensibilidade do controle para ajudar no talento artístico de Delsin, que grafita muros com as mais belas artes.
Como joguei bastante fazendo 100% comecei a enjoar no começo e com apenas um poder, o jogo estava ficando repetitivo. Resolvi prosseguir com a historia e adquirir um poder novo. Peguei o poder de Neon e… BUM! Mudou completamente o gameplay! Desde a maneira de escalar prédios e correr, até a maneira de onde atirar nos inimigos. Tive a sensação de estar jogando um  outro jogo. O mesmo acontece com os outros 2 poderes mas, assim como a Sucker Punch, eu não vou revelar aqui.
As batalhas contra bosses são muito bem feitas! Principalmente contra o último boss! Você pode até morrer no começo de algumas lutas, mas depois você se sente muito bem quando entende o padrão de ataque de cada inimigo e qual poder é melhor em cada situação.
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Som

Os efeitos sonoros do jogo foram muito bem trabalhados. A variedade de sons presentes no jogo é surreal. Segundo a Sucker Punch, levou dois anos para fazer todos os sons do jogo. Todos esses sons têm de ser modulados e ajustados, dependendo de como o jogador interage com o mundo. Os efeitos dos poderes também tiveram um grande trabalho durante o desenvolvimento. Você raramente vai escutar o mesmo som ao usar o mesmo poder!
As musicas são muito boas em geral. A Sucker Punch até disponibilizou gratuitamente na PSN a trilha sonora do jogo. Eu baixei fora do jogo porque durante o gameplay é bem difícil. Isso acontece porque é um jogo de ação com constantes mudanças de estado (transições entre estados e batalha e não mudam praticamente cada 10 segundos) e as musicas tem que se adaptar para não ter um corte brusco durante o gameplay. Recomendo baixar e escutar inteiras e com calma, pois são muito boas!
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Design

A progressão do jogo é baseada em shards que o jogador coleta durante o jogo e as utilizam para realizar upgrades em seus poderes. A distribuição das shards pelo mapa e o tempo que demora para que novos poderes apareçam durante a história são perfeitamente encaixados. Mesmo que o jogador consiga fazer 100% antes de seguir a história, o jogo induz a seguir a história enquanto faz as missões secundárias e coleta tudo no caminho. No final, minha progressão foi perfeita, terminei o jogo e faltava apenas 10% pra coletar e completar todos upgrades. Isso fez com que eu não enjoasse, como acontece comigo normalmente em jogos como Assassin’s Creed.
As missões e objetivos secundários também são bem divertidos. O jogador tem que completar 70% dos objetivos secundários de uma área para liberar uma missão em que Delsin enfrenta um grupo da DUP para assim limpar uma área do controle deles. As missões e objetivos secundários variam entre destruir câmeras, achar um espião em um local e até pichar muros.
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Gráficos

Como minha primeira experiência com um jogo grande de PS4 devo dizer que fiquei muito impressionado. Todas as as cenas do jogo são em tempo real e em algumas você percebe que o Delsin chega utilizando o poder que você estava usando. A iluminação e partículas também estão muito reais, fiquei impressionado a cada mudança de clima e tempo. Em vários momentos fiquei admirando a paisagem de Seattle e passei algumas horas brincando de bater foto! Alias, o “photo mode” que foi adicionado nas atualizações recentes me deve ter ocupado mais de 20% do tempo que joguei. É muito divertido procurar bons momentos pra bater a foto e achar um ângulo, filtro e zoom bons!
Finalizando, inFamous: Second Son é uma compra certa para aqueles que tem um PS4. O jogo é divertido e bonito e demonstra perfeitamente o que o PS4 é capaz de fazer. O gameplay se encaixa perfeito com o jogo, o som é quase impecável e o desenvolvimento e progressão dos poderes estão em um ritmo quase perfeito. Desconsiderando os furos da história, o jogo é um dos melhores jogos (se não, o melhor) disponíveis atualmente para o PS4.

Lucas Pitchinin

Lucas Pitchinin

Mais conhecido como Pitcher, trabalha como game designer e está sempre ajudando amigos a pegar level nos jogos.