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vgBR.com – Videogames Brasil | 19 de novembro de 2017

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5 Comentários

Análise – Watch Dogs

Análise – Watch Dogs

Review

GRÁFICOS
8
8

Hackear nunca foi tão divertido

Watch Dogs inova com mecânicas próprias e recicla algumas já conhecidas, criando um novo mundo e entregando um título sólido com boa jogabilidade, história e conteúdo.

Anunciado durante a E3 de 2012, como uma nova franquia da Ubisoft, Watch Dogs causou um grande barulho, mostrando gráficos nunca vistos antes, bem como gameplay e física diferenciada.

Depois de alguns adiamentos o jogo foi lançado essa semana para os consoles da geração atual e da próxima, bem como PC. Será que Watch Dogs atendeu as altas expectativas? É o que vamos descobrir nesse review.

História

Watch Dogs se passa na cidade de Chicago num futuro próximo e conta a história de Aiden Pearce, um hacker que usa seus talentos para cometer crimes contra instituições financeiras. Durante uma dessas incursões, após desobedecer seu parceiro e mentor Damien Brenks, algo de errado acontece e a missão deles falha. Aiden acaba exposto e sofre retaliação do grupo para o qual trabalhava, o que acarreta na morte de sua sobrinha Lena Pearce. Com isso, Aiden se transforma em um vigilante, e sozinho desencadeia uma luta contra aqueles que causaram a morte de Lena.

Embora a história em seus primeiros momentos fale sobre vingança (o que muitos irão dizer que é clichê e que já é um tema batido), ela vai se desenvolvendo e tocando em outros temas, e com reviravoltas que vão deixando o jogador mais e mais curioso sobre o que acontece na cidade de Chicago. Temas como tráfico de pessoas, chantagens e outras contravenções se escondem nos bastidores dessa moderna cidade.

Watch Dogs tem além da narrativa complexa, um dos mais interessantes grupos de personagens coadjuvantes dos jogos recentes. Jordi Chin, T-Bone e Clara Lille acabam roubando a cena em muitos momentos, e são de maneira geral até mais interessantes que o protagonista.

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Jogabilidade

A primeira vista muitos irão dizer que o novo título da Ubisoft é um Assassins Creed com carros, ou ainda que é uma mistura de Gran Theft Auto com Assassins Creed, mas essa impressão é apenas como acabei de dizer uma primeira impressão. Apesar de usar elementos consagrados de outras franquias, Watch Dogs tem uma identidade própria.

A grande diferença aqui é a possibilidade de usar todo e qualquer sistema eletrônico da cidade a seu favor. Nessa Chicago dos tempos modernos tudo e todos estão conectados a internet o tempo todo, graças a CtOS uma empresa que providenciou a automatização completa da cidade. Dessa forma Aiden usando seu Profiler (um celular especial) é capaz de mudar o funcionamento de cada máquina da cidade, e isso abre um leque de opções muito maior e mais interessante do que os jogos aos quais Watch Dogs é comparado.

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Tudo está ao alcance de um botão e a cidade pode ser usada ao seu favor. Precisa de dinheiro para comprar um item? Hackeie o celular de um pedestre e transfira dinheiro da conta dele para a sua, vá ao caixa eletrônico mais próximo e saque o dinheiro. Está sendo perseguido pela polícia? Mude os sinais de trânsito e cause acidentes fazendo com que os policias fiquem presos num engarrafamento. Precisa entrar num prédio para extrair informações de um computador, mas o prédio está fortemente protegido? Entre no sistema de câmeras do edifício e acesse o que precisa remotamente sem precisar efetuar um único disparo! Mas se você não quiser fazer as coisas de longe, sempre pode recorrer a provocar um mini blackout no edifício, e entrar enquanto todos estão no escuro.

Uma das características mais interessantes do jogo é essa variedade de maneiras de alcançar seu objetivo. Todas as missões podem ser completadas de diversas formas e isso vai agradar diferentes tipos de jogadores. Você pode bancar o Rambo se quiser sair resolvendo tudo na bala, mas também vai conseguir cumprir os objetivos usando técnicas de invasão a distância e ter a mesma sensação de sucesso por isso.

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E essa variedade é complementada com Chicado como pano de fundo, uma cidade viva, quase real, com inúmeros lugares e coisas diferentes para se fazer. Saindo da missão principal do jogo você tem tudo a disposição: corrida de carros, jogos de poker, parkour, investigação de crimes, caça a bandidos, missões de coleta, xadrez, concurso de quem bebe mais vodka, etc…

A lista de atividades “extra jogo” é imensa, e por muitas vezes você vai esquecer do objetivo principal porque viu uma velhinha sendo assaltada e vai largar tudo e sair correndo atrás do individuo que roubou a bolsa dela. Ou vai dar de cara com um casal discutindo e vai acabar entrando no meio da briga para impedir um crime passional. Tudo isso em tempo real, sendo que muitos desses eventos são aleatórios, embora existam missões opcionais que consistem em fazer algumas das coisas citadas.

Mas com tanta coisa para se fazer como são os controles? Como funciona mecânica do jogo?

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Watch Dogs pega emprestado alguns conceitos já estabelecidos como sistema de tiro e cover de jogos em terceira pessoa famosos e por isso tudo funciona bem. Você consegue se esconder atrás de praticamente qualquer estrutura ou veículo e os comandos respondem bem, sem deixar você frustrado tentando executar alguma ação.

A parte de direção no entanto é apenas razoável. Embora você tenha muitos tipos de carros, motos, barcos e outros veículos a sua disposição, todos parecem se movimentar da mesma maneira. Não é exatamente ruim, mas poderiam ter caprichado um pouco mais.

Existem seções do jogo que vão exigir uma aproximação mais cuidadosa, o que faz com você tenha que jogar em modo stealth. É um modo que funciona bem, embora as vezes a AI ignore você por completo e em outras consigam te ver de longe, mas no geral é uma mecânica bem implementada.

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Som

No departamento sonoro Watch Dogs entrega  efeitos sonoros competentes e uma dublagem de qualidade, completa com vozes e textos em português. Peca um pouco no setlist de músicas que apresenta temas fracos e sem muita inspiração.

Gráficos

Como foi dito no inicio desse review, o jogo foi apresentado em 2012 com um proposta visual única com gráficos, física e iluminação muito a frente do que já havia sido visto na época.

2 anos mais tarde, embora a cidade de Chicago seja impressionante com sua população, Watch Dogs deixa todo mundo com um gosto amargo na boca, já que o produto final ficou aquém do que foi mostrado nesse departamento. Boa parte daquela beleza vista nos trailers se perdeu sendo que os itens mais notáveis são a iluminação e modelagens, que sofreram um downgrade considerável.

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Isso não significa de maneira alguma que Watch Dogs seja um jogo ruim, ou muito menos feio, mas está muito diferente do que foi mostrado inicialmente e nos pede que tenhamos mais cuidado na empolgação com trailers.

Downgrades a parte, a cidade de Chicago da Ubisoft é um lugar interessante com muitos acontecimentos variados. Acidentes de trânsito, assaltos, ambulâncias passando em meio a um engarrafamento, casais brigando, pessoas cantando, namorando. É um ambiente vivo, amplo e convidativo a exploração.

Resumindo

Embora ainda esteja longe do que foi mostrado em 2012, Watch Dogs inova com algumas mecânicas próprias e ao mesmo tempo recicla algumas já conhecidas, criando um novo mundo e entregando um jogo sólido com boa jogabilidade, história e conteúdo. A campanha principal dura cerca de 25-30 horas mas pode consumir o dobro do tempo para aqueles que buscam finalizar 100%.

Prós

Mecânica de hackear inovadora e divertida

Boa historia, variedade de missões e sidequests

Controles com boa resposta

Contras

Gráficos um pouco distantes da apresentação de 2012

Ausência de uma física mais realista aos elementos do cenário

Na versão de PC o jogo apresenta problema de desempenho mesmo em máquinas mais robustas

Cleber Avelar

Oldgamer, jogou pong com jesus, famoso também pelo seu selo de qualidade OMFG e pelo bordãos e for old é velho.

  • Pedro Puto Nervoso

    Eu acho que o negócio de hackear foi meio “gimmick”… hackear não é necessário a não ser quando é claramente scriptado em missões e “Press X to Hack” é uma vergonha. Um orçamento de 68 milhões de dólares e um jogo coberto de bugs. Decepcionante. O jogo utiliza animações do Assassin’s Creed (só pra reforçar: 68 milhões de dólares) e não dá pra bater em pedestres.

    Acho que vou cagar e comer minha própria bosta. Jogo de filho da puta. DARIA 7 ESTOURANDO! MAS É MAIS FACIL EU ESTOURAR O CU DOS DEVELOPERS QUE FIZERAM ESSA PORRA SE EU TROMBASSE COM ELES NA RUA

  • ZéBedeu

    huhauhauahauhauhauahuahauh! Lindo comentário! Vovô raider pegou leve demais no review!

  • Daniel Galvani

    Nem acho tão Gimmick. Se tivesse jogado mesmo, veria que usar os hacks para invadir as torres da ctOS é bem util. Da pra fazer tudo sem dar um tiro, na base da estratégia.

  • Boi Caprixozo

    Parece piada.

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