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vgBR.com – Videogames Brasil | 11 de dezembro de 2017

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4 Comentários

Análise – Ori and the Blind Forest

Review

Simplesmente perfeito

Enredo emocionante, jogabilidade impecável, trilha sonora cativante e gráficos espetaculares, fazem de Ori and the Blind Forest a maior surpresa e um dos melhores jogos da geração até agora.

Novo jogo da desenvolvedora indie Moon Studios, Ori and the Blind Forest é um exclusivo de Xbox One e Windows, publicado pela Microsoft Studios.

História

O jogador controla Ori, um espírito guardião branco que caiu na floresta há muito tempo e foi adotado por uma criatura que trata Ori como seu filho. Juntos eles vivem como podem, explorando os arredores da floresta para recolher recursos e sobreviver. É realmente complicado falar mais sobre o enredo sem entregar um imenso e importante spoiler, porém basta dizer que com essa premissa simples o jogo tem provavelmente os 5 minutos iniciais mais emocionantes que já existiram nos videogames.

Difícil lembrar de outro título que tenha conseguido falar tanto, com tão pouco e em um intervalo de tempo tão curto. No geral o enredo vai se desenvolvendo aos poucos, e seu objetivo é evitar o confronto com a entidade maléfica Kuro, uma grande ave que é a vilã do jogo e responsável pelo mal que assola a floresta.

Conforme se fortalece, Ori vai aos poucos banindo a influência e poder de Kuro e revivendo a floresta.

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ori and the blind forest (24)

Jogabilidade

Pense no melhor plataformer 2D, com os melhores controles que você jogou nos 16 bits ou até mesmo atualmente. Aquele jogo que você sempre conseguia fazer o que queria com maestria, sem nenhuma dificuldade, tendo como única desculpa para os erros a sua própria falta de habilidade naquele momento. Basicamente, um jogo em que você considere a jogabilidade perfeita.

Seja o seu jogo escolhido um Mario antigo ou Rayman atual, Ori and the Blind Forest é muito provavelmente melhor que esse jogo. Sem nenhum exagero, é impressionante como os controles desse Metroidvania respondem com absoluta precisão, sendo intuitivos e inovadores, evoluindo perfeitamente com o ritmo do jogo, sem nunca frustrar, e sempre entregando alguma novidade em tempo de não cansar o jogador.

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Inicialmente, Ori é muito fraco e só pode saltar. Durante o jogo, Ori encontra Sein, uma espécie de fada, que vai orientar Ori em sua aventura e será responsável por atacar os inimigos. Conforme o jogador ganha experiência, Ori e Sein podem evoluir e escolher novas habilidades, permitindo que Ori consiga acessar mais localidades no mundo do jogo e encontre novos itens e habilidades nesses locais também.

Uma das inovações da jogabilidade em Ori é que o jogador pode salvar em qualquer local do mapa, em qualquer situação, criando um “link da alma” para servir de checkpoint. No entanto o recurso é limitado e os checkpoints só podem ser criados algumas vezes, recarregando com um limite de tempo ou através de itens. Ao mesmo tempo, o recurso é usado para alguns ataques e habilidades especiais de Ori, então essa mecânica inteligente deixa a responsabilidade do save nas mãos do jogador, forçando-o a criar os checkpoints somente quando necessário.

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O design dos mapas de Ori também é muito inteligente e um dos melhores já vistos em jogos do gênero. Tudo é montado de maneira que você consiga acessar o local certo com suas habilidades iniciais, mas veja o potencial que existe para explorar novamente ao voltar ali com alguma habilidade que te permita pular mais alto ou escalar as paredes.

Talvez o que faça falta para alguns jogadores sejam os chefes, que no caso de Ori não aparecem em grande quantidade. Porém é impressionante ver como um jogo estreante, de uma desenvolvedora independente, entregue map design, controles, desafio e progressão de jogo irretocáveis, superando os clássicos consagrados nos quais se inspirou e que dão nome ao estilo Metroidvania.

Esse é um daqueles jogos que vai lembrá-lo constantemente dos motivos de você gostar de videogames.

Música

Escute a trilha sonora abaixo.

[tube]https://www.youtube.com/watch?v=vjvpQFF8YCA[/tube]

Ori and the Blind Forest conta com uma trilha sonora totalmente orquestrada, de qualidade ímpar. Dando o tom certo a cada momento do jogo, seja na ação, tensão ou tristeza, a trilha sonora é absolutamente impecável e digna de comprar o CD ou MP3 pra ouvir no carro.

Gráficos

Muitos gamers encaram jogos indie com algum preconceito. É que no geral, esses títulos são de desenvolvedoras menores e por isso obviamente contam com recursos limitados. E um menor orçamento muitas vezes reflete em sacrifícios na produção com limitações no que hoje em dia é considerado por muitos jogadores algo essencial: gráficos.

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Se gráficos de ponta são ou não essenciais, é um debate para outro dia já que felizmente, Ori and the Blind Forest não fica devendo nesse departamento e é um indie que entrega beleza absoluta. Rodando em Full HD (1080p) na fluidez dos 60 FPS constantes sem loadings ou qualquer tipo de queda, mesmo com diversos elementos na tela ao mesmo tempo, Ori é uma obra de arte jogável e em muitos momentos lembra uma das antigas animações 2D da Disney.

Da água poligonal aos efeitos de luz refletindo no cenário 2D, a riqueza de detalhes impressiona. Com um design artístico bem definido, milhares de quadros de animação para Ori, Sein, inimigos variados e cenários gigantescos, você irá notar que está diante de um dos jogos 2D mais bonitos de todos os tempos a partir do momento em que ver a imagem de Ori correndo na tela no primeiro loading.

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O melhor indie da nova geração

Um jogo é uma soma de diversos aspectos, e Ori and the Blind Forest entrega nada menos que excelência em todos eles estabelecendo um novo padrão para o gênero Metroidvania de plataforma/aventura.

Com um enredo emocionante, jogabilidade impecável, trilha sonora cativante e gráficos espetaculares, Ori and the Blind Forest é possivelmente a maior surpresa e um dos melhores jogos da geração até agora.

Átila Graef

Átila Graef é fanático por conquistas do Xbox 360, General aposentado em Halo Wars, colecionador de placas de Arcades, e apaixonado por F-Zero GX.