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vgBR.com – Videogames Brasil | 11 de dezembro de 2017

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Um Comentário

Jogamos Zelda: Breath of the Wild na E3 2016

Jogamos Zelda: Breath of the Wild na E3 2016

Com uma fila de quase 4 horas, digna daquela de Call of Duty na BGS, The Legend of Zelda: Breath of the Wild era com certeza a mais longa e aterradora da E3 2016.

Como um exemplar cidadão brasileiro, meu propósito e vontade não eram de ficar 4 horas numa fila para testar 30 minutos de um dos jogos mais disputados da feira.

Resolvi pegar a fila de 15 minutos, uma que dizia ser “só para assistir“ mas que por sorte e insistência me rendeu quase 2 horas de testes nas maravilhosas demonstrações da lenda.

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O game

Breath of the Wild é ao mesmo tempo um retorno as origens e uma grande evolução na série. The Legend of Zelda original com certeza inspirou o time de Breath of the Wild, mas o mais incrível é que dessa vez o time também se inspirou em jogos completemente diferentes, saindo da linha criada em Ocarina of Time e abraçando jogos como Minecraft, Dark Souls, The Witcher III e vários outros jogos que também foram influenciados pela lenda de alguma maneira.

A Nintendo buscou referências nesses diversos jogos modernos para dar ainda mais vida a uma de sua principais franquias, mas logicamente utilizou seu dedo mágico no game trazendo diversas novas mecânicas.

No estande da E3 2016 haviam duas demonstrações, uma mostrava as algumas mecânicas de exploração e a outra focava mais no combate e sobrevivência. Abaixo vou descrever alguns pontos chave que pude experimentar nas duas demos de Breath of the Wild.

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Equipamentos

Dessa vez os itens que você encontra terão um significado e um uso maior, trazendo um dinâmica completamente diferente ao gameplay e principalmente como você se comporta perante ao combate e outros elementos como recuperar vida ou conseguir dinheiro. O mato não dá mais rupees e nem corações (S/2), os inimigos dropam armas, escudos e outros itens e tudo será utilizado pelo jogador para sobreviver no mundo desolado de Breath of the Wild.

Agora suas armas(que vão além da espada) e escudos quebram com facilidade, então você terá que utilizar o arsenal deixado pelo inimigo para vencer os combates. Eu cheguei a encontrar uma arma mágica, clássica principalmente dos games 2D da série, dentro de um báu, foi bem divertido até que do nada ela explodiu. Outros itens importantes são o arco e flechas, que tem munições especiais e elementais e causam danos especiais dependendo do inimigo e de onde você acertar a flecha.

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Exploração

Uma das principais novidades na série é que agora existem um botão exclusivamente de pulo, justificado pela exploração verticalizada colocada no game. Link pode subir em qualquer parede, montanha ou arvore que sua barra de stamina permitir. O sprint colocado em Skyward Sword também está de volta, mas foi a inserção de outra mecânica nova que me chamou a atenção.

Agora Link pode agachar e entra no modo Stealth, onde pode atacar sorrateiramente os inimigos para um dano critico. Essa mecânica também pode ser utilizada para caçar animais que vão prover ao jogador comida e outros recursos. Além disso você pode utilizar elementos do mundo para se locomover pelos diversos ambientes do jogo. Um exemplo claro disso são as arvores, que agora pode ser cortadas para servirem de ponte ou até de lenha para uma nova fogueira e tudo é realizado de maneira orgânica, sem a necessidade de menus complexos.

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Bonfire?

Falando em fogueiras, elas são bastante importantes no mundo de Breath of the Wild, elas servem para 2 coisas essenciais. A primeira é passar o tempo, entre o ciclo de noite e dia, já que a noite no game é bem punitiva.

Outro coisa importante das fogueira é que agora Link precisa comer para recuperar sua vida, portanto carne de animais, cogumelos e frutas podem ser unidos e preparado para criar um tipo de alimento mais efetivo, que pode aumentar sua vida ou a capacidade de stamina e até aumentar suas resistências.

Uma coisa que percebi e que pode estar no jogo final é que a fogueira também sirva como forma de salvar seu progresso no game, mas isso é apenas uma impressão e não houve confirmação por ninguém por parte da Nintendo sobre essa minha questão.

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Combate

Umas das principais mudanças na série, agora Link tem uma variedade maior de armas, que funcionam de forma parecida com um RPG. Você tem machados, espadas, martelos, arcos, varinhas mágicas e várias outras formas de combater os inimigos, que estão mais fortes e também mais resistentes aos golpes. Além disso outros elementos comuns em hack’n’slashs foram colocados no game oferecendo uma forma de contra ataque ao se esquivar ou rebater um ataque inimigo.

O mundo oferece possibilidades de abordagem diferentes, graças ao stealth e também aos elementos naturais do game como pedras ou colmeias de abelhas que vão atrapalhar e até eliminar seus algozes.

O swordplay ainda precisa de polimento, mas o combate no game está bem gostoso e parece ter evoluido para algo mais desafiador e importante dentro do core do gameplay.

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Clima

O game agora tem um marcador de temperatura que na demo estava em Farenheit, medida padrão nos EUA. Isso é muito interessante pois resgata um elemento que foi importante em Ocarina of Time e evolui ele para um novo horizonte.

Link precisa se proteger do frio e do calor através de poções, comidas ou as roupas que você encontra pelo game e isso traz uma dinâmica muito interessante aos jogos de videogame, principalmente porque eu não me lembro de ter jogado nenhum game que pedia para você trocar de roupas mesmo sobre ambientes climaticamente hostis.

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Dungeons

Nessa demo eu encontrei algumas pequenas dungeons que traziam itens especiais e outras coisas interessantes quando exploradas. Pelos relatos parece que em Breath of the Wild teremos dezenas dessas mini dungeons que trazem desafios parecidos como uma grande sala de uma dungeon principal. Além disso foi dito que teremos dungeons tradicionais para os jogadores passarem algumas horas maravilhosas resolvendo puzzles excelentes e orgânicos.

Locais e Bosses

O demo oferece uma pequena área do mapa total, mas ela é gigantesca e recheada de conteúdo. Essa área tem muitos segredos e vários locais para serem explorados e segundo a própria Nintendo, essa é apenas uma pequena parte do mapa final do jogo o que pode ser bom ou ruim dependendo de como será e do tipo de jogador que vai encarar esse enorme mundo aberto.

Eu encontrei 2 bosses nas demos, um deles era um gigante de pedra bem resistente e o outro era um daquele polvos gigantes com laser nos olhos. Ambos exigiam itens e táticas especiais para serem vencidos. Eram parecidos com os bosses que vemos na série normalmente, mas com combates bem mais desafiadores e em campo aberto, e essa foi a principal diferença que encontrei: eles não não estavam dentro de uma Dungeon cheia de puzzles e sim no overworld, o que mostra bem qual será a nova proposta e o que a Nintendo quer trazer aos fãs da série.

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O que melhorar?

Infelizmente nem tudo são flores. O game não estava rodando muito bem nessa build de Wii U com claras quedas de frame rate. Além disso as armas estavam muito descartáveis e isso pode ser prejudicial em uma jogatina mais constante. Quando questionei se haveriam formas de reparar as armas recebi um resposta que não me trazia muita clareza.

Outra coisa que provavelmente não é tão agradável é que a barra de stamina dura muito pouco, talvez faça parte do core do game evoluir essa barra através de evolução do personagem ou comendo alimentos específicos. Espero que sim, já que uma corridinha de nada já leva Link a exaustão.

Sintetizando

Embora tenha pequenos problemas a experiência com certeza foi marcante. Pra mim o mais marcante que experimentei nesta E3 e sinceramente meu hype explodiu após encarar as demonstrações. Com certeza não foi a toa que uma fila de 4 horas se formou numa feira de games fechada.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild é o respiro que a série precisava e essa nova direção foi uma bela forma de se reinventar. Se você anseia por um novo capitulo da lenda ou será um novato dentro da série, pode ficar tranquilo que “Tá com o Zelda, tá com Deus.”

Danilo Morim

É Rhazo como um Pires ou A Voz da Rhazão? Trabalha como gamer e dorme com o controle na mão.

  • Itamar Diniz

    Bela matéria, gostei das mudanças, esse jogo está de encher os olhos de esperança que a Nintendo se reinvente.