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vgBR.com | 20 de outubro de 2018

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Análise – Trials of the Blood Dragon

Análise – Trials of the Blood Dragon
Pedro Kakaz

Review

Crossover maluco

Trials of the Blood Dragon é a renovada que a série precisava com um novo visual, um tom cômico, referências pop da década de 80, muito tiro, morte e explosões.

Trials of the Blood Dragon é o cross-overs entre dois games improváveis, Trials, a franquia de jogo de moto de plataforma e a o game spin-off de guerra dos anos 80 Far Cry 3: Blood Dragon.

O game funciona segundo a mecânica dos outros Trials e como sempre a chave é se equilibrar na moto em cenários peculiares, rampas, montanhas, galpões, cavernas. Todo tipo de cenário ingrime, alto e esquisito, juntando com o visual cyber-punk psicodélico de Blood Dragon. O game é cheio de referências de filmes galhofas dos anos 80.

Começando pelo enredo, controlamos Roxxane e Slayter, filhos do cyber-comando Rex Power Colt de Far Cry 3: Blood Dragon. Assim como o pai, Slayter é badass, insano e corajoso, e sua irmã Rox é a “cabeça” do time.

Os visuais de ambos em si são chacotas. Rox e Slayter vestem roupas coloridas e rasgadas, com cintos exagerados e símbolos americanos, e dando continuação ao legado do pai, uma referência a Rambo e Coronel John Matrix sempre em luta contra o Vietnam.

A história nos leva para um universo paralelo dessa luta dos EUA contra o Vietnam, onde o Vietnam é um lugar místico infestado com tumores gigantes, dragões e diversas criaturas sobrenaturais, com helicópteros e super-computadores. Essa mistura louca é o que da o fundo para esse game divertido.

O gameplay é o mesmo dos Trials anteriores e o equilíbrio é a chave. Ao morrermos retornamos ao último checkpoint rapidamente para refazer os trechos, porém neste game temos alguns trechos de tiro em plataforma lembrando games clássicos como Contra, mas sem ser tão difícil.

trials of the blood dragon (3)

Eu pessoalmente não achei a adição relevante o suficiente, sempre esperando pra voltar pra moto e minha metralhadora, que é outra adição mais interessante.

Os gráficos não são tão polidos quanto poderiam ser, mas a arte do game é exagerada na medida certa e isso da um tom magnífico. O visual com certeza deu um tom diferenciado pra série que já vinha capengando de dois títulos pra cá.

Trials of the Blood Dragon é a renovada que a série precisava com um novo visual, um tom cômico, referências pop da década de 80, muito tiro, morte e explosões. Um título simples que me deu vontade de voltar a jogar enquanto escrevia essa análise. Compra certa pra quem já curtia os games anteriores.

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.