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vgBR.com – Videogames Brasil | 17 de agosto de 2017

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Análise – Dear Esther: Landmark Edition

Análise – Dear Esther: Landmark Edition

Review

Experiência interativa esquisita

Dear Esther: Landmark Edition não é exatamente um jogo, mas uma experiência interativa. Não há gameplay além de andar pelo cenário e escutar a história.

Dear Esther é um jogo de PC de 2012, que agora é relançado para consoles na sua Landmark Edition. Criado pela The Chinese Room, é uma experiência um tanto quanto singular.

Eu conheci a versão original de Dear Esther em 2013 na Exposição FILE na cidade de São Paulo (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) e na experiência curta que tive não consegui entender toda a complexidade deste jogo que estava exposto como uma obra de arte interativa.

Dear Esther não é necessariamente um jogo, ou talvez devemos começar a pensar se a palavra jogo serve para tudo que envolve interatividade eletrônica. Não existe desafio, não existem inimigos, não se pula, não se corre. Sua única alternativa é dar zoom para observar algo, e mesmo assim temos 3 horas de curiosidade desbravando uma ilha deserta escutando um narrador melancólico e passional.

O jogo é em primeira pessoa e a historia se passa através de mensagens de voz que são acionadas ao chegar em certos pontos da ilha. As mensagens variam cada vez que você joga, as vezes se contradizendo, as vezes se complementando. É necessários jogar algumas vezes para entender completamente a historia, ou achar que entendeu. Como o jogo é focado nessa narrativa é imprescindível entender inglês para ter algum aproveitamento do título.

Dear Esther não é necessariamente um jogo bonito, mas existe um cuidado na ambientação para dar um clima através de detalhes. A trilha sonora é muito bonita e as vezes some para dar espaço ao sons dos ambientes e te trazerem ainda mais a sensação de melancolia e isolamento. A imersão é o ponto forte aqui.

Mesmo em sua formula pouco peculiar e sem desafios Dear Esther me prendeu com o mistério. Quem é na verdade o Narrador?

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Ele cita alguns nomes, se contradiz. Um cara melancólico cheio de duvidas, cheio de remorsos. As vezes as citações são no presente outras vezes no passado. Como ele foi parar na ilha?

O jogo através do mistério te faz jogar repetidas vezes para escutar mais diálogos e achar cada vez mais peças para montar a historia.

O problema é que Dear Esther é um jogo de 2012 e sua proposta não é mais inovadora. É cansativo apenas andar e escutar diálogos procurando montar uma historia com isso e já temos outros jogos focados em narrativa como Gone Home e Her Story que usam da mesma premissa de montar uma historia, mas fazem isso de maneiras mais dinâmicas e envolventes.

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Talvez Dear Esther tenha inspirado desenvolvedores a procurarem novas maneiras de explorar uma narrativa e talvez por isso tenha seu mérito.

Mas lembre-se não é uma experiência para qualquer um. Espere ficar confuso e melancólico, tentando entender um homem atormentado andando em uma ilha. Não é uma compra recomendada, a não ser para aqueles que buscam uma experiência muito diferente.

Prós

  • Experiência diferente e narrativa única.

Contras

  • Não tem nenhum objetivo além de andar pelo mapa e ouvir os diálogos.
  • Não é exatamente um jogo, mas uma experiência interativa.

Johnny Lapís

Criado nas sombras dos fliperamas de São Paulo fui salvo por um D20 e agora vivo dando opinião sobre games,cinema,HQs e tudo mais.