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vgBR.com – Videogames Brasil | 23 de junho de 2017

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Killing Floor 2 – Análise

Killing Floor 2 – Análise

Review Overview

Clone de Left 4 Dead competente

Killing Floor 2 traz carnificina de zumbis com um sistema de classes complexo e armas bem variadas. Recomendado para quem gosta de multiplayer coop.

Produzido e distribuído pela Tripwire Interactive, Killing Floor 2 chega para suceder Killing Floor , um FPS pouco conhecido do público de console por ter sido lançado apenas para os PCs.

Inicialmente projetado como um mod de Unreal Tournament 2004, o game virou um título próprio e foi o jogo mais vendido no Steam em 2009, tendo mais de um milhão de cópias vendidas.

Killing Floor 2 chega com a mesma premissa do primeiro: desmembrar zumbis de forma cooperativa.

História (não que importe)

O enredo original se passa em Londres, onde uma empresa chamada Horzine Biotech é contratada para criar armas com experimentos que envolvem clonagem, manipulação genética e armas químicas. É obvio que tudo sai do controle e acaba por infestar a cidade.

Os jogadores chegam ao continente europeu onde os esforços para conter a infestação foram ineficazes e um grupo de civis e mercenários se juntam para combater o surto e estabelecer bases pela Europa.

A historia mesmo só é transmitida através de material promocional e nas descrições que aparece ao escolher os personagens. Apesar de tudo parecer meio caricato seria interessante que alguma história fosse transmitida durante o jogo. Destaque para o curta metragem produzido para o lançamento  que é bem interessante e mostra o inicio do surto.

Cooperação é a chave para a vitória

Killing Floor 2 é um FPS pode ser jogado sozinho, mas é preferencial jogá-lo de forma cooperativa em grupos de até 6 jogadores que devem resistir a ondas de Zeds (zumbis!).

Cada onda tem um contador de inimigos que é ajustado pelo número de jogadores no grupo. Matar zeds concede dinheiro para assim no final de cada onda os jogadores fazerem as compras e upgrades de armas e equipamentos.

O jogador pode escolher jogar um jogo curto com 4 ondas, médio com 7 ondas ou longo com 10 ondas. Ao final das ondas um dos dois chefes aparece para um combate bastante punitivo.

Existe uma variedade boa de inimigos, Zumbis fracos, zumbis gordos que vomitam ácido, outros possuem camuflagem que os tornam parcialmente invisíveis e por ai vai. As ondas vem com combinações diferentes e forçam sempre o grupo a mudar a dinâmica e se adaptar.

Os jogadores são equipados com armas que dependem da classe escolhida. Todas as classes tem uma pistola, uma faca, um soldador usado para lacrar portas e uma seringa de cura. Se você escolhe a classe Comando você começa com uma AR-15, já a classe Incendiária começa com um lança chamas simples e por aí vai. As granadas também são diferentes para cada classe, o médico por exemplo tem uma granada que cura os companheiros, já o Pistoleiro tem uma granada com pregos que ricocheteiam nas paredes.

Cada classe ainda possui habilidades passivas. A classe Apoio consegue arrumar portas quebradas e distribuir munição, já o comando tem visão noturna. Além disso a medida que você ganha níveis consegue bônus que reforçam as habilidades de classe. O Berserker ganha resistência a dano, o Atirador consegue bônus de dano por acertar a cabeça, entre outras diferenças. A cada 5 níveis você pode selecionar entre duas novas habilidades de classe. No 5 nível o Berserker pode escolher entre se movimentar 20% mais rápido ou ganhar 75% a mais na vida. Essas escolhas mudam bastante as classes entre si e favorecem vários estilos de jogadores.

Esse sistema de classes é bem interessantes e complexo, mas tem um problema. A progressão é bem lenta e no inicio apenas as armas são diferentes. Você vai levar um bom tempo até chegar ao nível 5 e ganhar uma habilidade que o deixe realmente destacado em sua função.

A experiência é ligada ao tipo de arma que você usa. Você é livre para comprar e usar livremente armas de outras classes mas ao usá-las você evolui a classe a qual a arma pertence. Um exemplo: O Berserker usa armas corpo a corpo, mas comprando um fuzil AR-15 da classe Comando para complementar e conseguir atacar a distancia, mas toda vez que usar essa arma você estará evoluindo a classe Comando mesmo que não a tenha selecionado.

O jogo também faz bem o serviço de nunca te deixar seguro. A munição não é escassa mas não se pode desperdiçar. É comum ficar sem munição na arma principal antes do final da onda e ser obrigado a usar apenas uma pistola, e se vacilar acaba a munição da pistola tendo que resolver o negocio na ponta da faca. A cura demora um tempo para se recarregar e recupera apenas uma pequena parte da sua vida que não se regenera ao final das ondas.

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O sistema de armas é bem sólido e as armas são diferentes mesmo dentro de suas categorias. Cada fuzil tem um coice e velocidade de recargas diferentes. Pistolas, escopetas, submetralhadoras e espadas mostram que o sistema de armas vai muito além de colocar uma Skin nova e aliar isso ao sistema de desmembramento do jogo proporciona uma combinação realmente prazerosa. Um tiro de pistola 9mm na cabeça apenas derruba um Zed, enquanto um tiro de Desert Eagle arranca a cabeça.

Existe um total de 12 mapas sendo que alguns inclusos nessa versão de PS4 não foram produzidos pela Tripware e sim pela comunidade de modders. Isso é algo bem positivo já que a empresa dá suporte e reconhece esses criadores, dando uma longa vida ao jogo com a comunidade criando conteúdo, principalmente para jogadores de PC.

Os mapas são bem diferentes e com um tamanho razoável. Temos um laboratório, uma prisão ou o próprio inferno por exemplo, e cada mapa obriga o grupo a se comportar de um jeito diferente.

Uma das coisas mais interessantes do jogo é arma de solda. Com ela você pode lacrar portas durante um tempo para impedir que Zeds invadam por aquela entrada e isso ajuda muito a superar ondas e criar estratégias. O grupo pode entrar em um celeiro lacrar as laterais afunilando a horda de zeds pela frente, e isso é apenas um exemplo de estratégia.

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Um dos pontos fracos é que ao final de cada onda há apenas dois chefes. Isso seria até um ponto forte já que a luta com os chefes é bem tática e variada e cada um deles tem um comportamento diferente. O problema é que são apenas dois chefes que aparecem de forma aleatória. Jogou duas vezes e viu os dois chefes? Multiplique isso por 15 vezes e ao final das ondas ver um dos dois chefes novamente vai te irritar profundamente.

Seria bem mais interessante ter uma variedade maior ou apenas não existir já que isso ficou mal encaixado e na hora dos chefes muitos jogadores apenas saem da partida. Mesmo que o chefe renda bastante xp a situação repetitiva acaba afastando os jogadores.

Existem apenas dois modos de jogo: Sobrevivência e Sobrevivência X, onde o primeiro é o modo padrão, e o segundo duas equipes de até seis jogadores se revezam jogando de humanos contra Zeds, ao melhor estilo versus de Left 4 Dead da Valve.

O modo normal encontra partidas de maneira bem fácil, e os grupos depois de formados costumam jogar diversas partidas. Já o Sobrevivência X não conseguimos jogar nenhuma partida simplesmente por não encontrar jogadores.

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Gráficos

O jogo tem bons efeitos de partículas como explosões, fumaça e fogo e conta com um sistema de iluminação bem competente que cria momentos bem iconográficos como enfrentar uma horda de zeds sendo iluminado pelos faróis de carros abandonados. As animações do uso de cada arma são detalhadas e a direção de arte é bem concisa.

Um efeito realmente notável é o fato do cenário ficar sujo de sangue em tempo real dependendo da brutalidade das armas usadas. É bem gratificante ver o cenário ficar encharcado de sangue, principalmente se você usa armas brancas. O game roda a 1080p e a 30 quadros por segundo no Playstation 4 que é a versão utilizada para esse review. Algumas vezes rolam algumas quedas de quadros principalmente ao enfrentar hordas muito grandes, mas em geral a experiência não é comprometida.

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Som e Música

Os sons do jogo são bem trabalhados com boa variedade. Você consegue ter percepção espacial de onde as hordas estão vindo graças ao bom trabalho na mixagem de áudio.

Os personagens tem algumas falas aleatórias, com uma dublagem meio tosca. O destaque fica mesmo com a trilha sonora que é composta de variações de Heavy metal, mas no geral os sons conseguem gerar a tensão necessária e a música embala bem a carnificina.

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Left 4 Dead diferenciado

Killing Floor 2 tem apenas dois modos de jogo, sendo que um deles fica inutilizado devido a falta de interesse dos jogadores. Tem um sistema de classes bem complexo com um bom trabalho na diferenciação das armas. Existem alguns problemas como a progressão lenta e os chefes repetitivos, mas consegue entregar uma experiência cooperativa e gratificante por um valor justo ao que se propõe. Recomendado para quem gosta de uma experiência multiplayer cooperativa.

Prós

  • O sistema de armas é complexo e com boa variedade
  • Sistema de classes com muitas opções

Contras

  • Poucos modos de jogo
  • Chefes repetitivos (apenas dois)
  • Progressão lenta

Johnny Lapís

Criado nas sombras dos fliperamas de São Paulo fui salvo por um D20 e agora vivo dando opinião sobre games,cinema,HQs e tudo mais.


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