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vgBR.com – Videogames Brasil | 30 de abril de 2017

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Yakuza 0 – Análise

Yakuza 0 – Análise
  • Em 19 de janeiro de 2017
  • http://www.vgbr.com/

Review Overview

Ação com a Yakuza no Japão

Yakuza 0 é muito recomendado pra quem busca um jogo de ação com boa história, muita pancadaria, temática adulta e elementos de RPG.

Depois do lançamento morno que foi Yakuza 5 (que não teve versão física), a SEGA finalmente trouxe o prequel da série que se passa nos anos 80 para o PlayStation 4.

Para aqueles que não conhecem a série, Yakuza é basicamente um Streets of Rage 3D com elementos de RPG, uma história profunda sobre crime organizado e com cenas de corte bem longas. Os jogos se passam em diversas localidades de Tokyo e neste jogo iremos explorar o distrito de Kamurocho e Osaka.

História

Os personagens jogáveis de Yakuza 0 são Kazuma Kiryu e Majima Goro que se envolvem em um caso chamado de “Disputa do Terreno Vazio”, peça chave do conflito de poder entre todas as organizações do submundo do crime no Japão.

Logo no começo da trama um agiota pede para Kazuma recolher dinheiro de um homem, ele age de forma violenta como esperado mas não o mata. Na mesma noite o corpo desse homem é encontrado morto com tiros em todas as partes colocando Kazuma como suspeito número um e manchando a imagem de sua família adotiva, os Dojima.

Para não envolver seu pai adotivo, Kazuma passa a agir por conta própria para provar sua inocência.

Yakuza 0 é um jogo bem dramático com cenas realmente pesadas e emocionantes. A direção é impecável e os atores fizeram um trabalho muito bom, em especial as partes que envolvem lutas.

Gráficos

kiryu1Yakuza 0 é um jogo muito bonito mas não esconde suas origens. Ele ainda roda na mesma engine das versões anteriores, ou seja, geometrias simples comparadas ao que temos na geração atual.

Independente disso o trabalho de arte ficou fantástico e as cidades são extremamente detalhadas com algumas texturas que impressionam inclusive. Praticamente todos os cartazes, posteres, fachadas são perfeitamente legíveis (claro que tudo em japonês).

A iluminação é bem bacana e as cidades ficam completamente diferentes dependendo da hora do dia. Tudo parece muito vivo com várias pessoas andando e realizando tarefas diversas. É bem legal quando entramos em um estabelecimento (pena que ainda há uma tela de transição) e conseguimos ver a população trafegando através da janela, dando uma imersão bacana.

Melhor ainda é a performance. O jogo roda numa resolução de 1080p a 60 quadros por segundo. É tudo muito suave, os loadings são muito rápidos e a qualidade da imagem num geral é uma das melhores que já vi no console.

A modelagem tem seus altos e baixos. Alguns personagens são quase reais com detalhes impressionantes enquanto outros são tão feios que parecem vindos diretamente dos Yakuza de PS2. Diria que esse é o único ponto da parte gráfica que realmente ficou pecando.

Som

Antes de mais nada preciso falar que a dublagem desse jogo é fora de série. Ainda bem que resolveram manter o áudio original pois se encaixa melhor no universo do jogo.

A trilha sonora se destaca mais nos mini-games de discoteca e karaokê mas durante o gameplay normal não tem nada que realmente chame a atenção. Uma coisa legal é quando você troca o estilo de luta, o ritmo durante as batalhas muda de forma natural.

Algo que pode passar despercebido para alguns é os efeitos sonoros da própria cidade. Não são apenas os gráficos que lhe transportam para dentro de Tokyo/Osaka. Os efeitos sonoros como ruídos dos carros, gente gritando, conversas aleatórias, etc… tudo isso contribui para uma maior imersão, dando aquele sentimento de que estamos de fato em uma cidade grande. Um exemplo bacana é quando passamos na frente de lojinhas de antiguidades e conseguimos ouvir bem baixinho um Enka (música tradicional japonesa) tocando como se o som viesse de dentro da própria loja.

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Os mini-games são um dos pontos fortes do jogo. Muitas opções de arcades clássicos pra você jogar!

Gameplay

Muita gente joga Yakuza pensando que é um jogo de mundo aberto como Grand Theft Auto e acaba se decepcionando. O gameplay de Yakuza se passa em ambientes mais contidos, com diversos locais para explorar, podendo andar livremente nas ruas e becos mas ainda sim com limitações. O excelente mapa do jogo deixa bem claro onde é possível transitar ou não.

Isso faz que o jogo seja chato? Muito pelo contrário, é no gameplay que a série se destaca.

Além de poder batalhar aleatoriamente contra delinquentes, bêbados, membros de gangue, etc… você pode participar de diversos mini-games. São tantos que é difícil lembrar de todos.

As atividades são muito bem feitas e variadas, indo desde jogos conhecidos como boliche, passando por Mahjong e até dança no maior estilo Dance Dance Revolution. É muito engraçado ver Kazuma dançando.

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E o que tem de RPG em Yakuza 0? O sistema de evolução. Quando você vence uma luta, ao invés de ganhar XP você ganha dinheiro, sendo ele usado para tudo, desde comprar itens de recuperação nas lojas até melhorar habilidades. Cada estilo de luta tem suas próprias habilidades e golpes especiais, sendo que as passivas (como aumentar HP máximo) valem para qualquer estilo usado.

O combate de Yakuza 0 é divertido demais! Você pode arrebentar os adversários usando praticamente qualquer coisa que encontrar no chão como bicicletas, placas, cones e muito mais. Não é um sistema muito complexo mas para quem sentia falta de um jogo como Streets of Rage vai se sentir em casa com Yakuza que de “bônus” ainda tem uma história bacana por trás e muitas atividades opcionais.

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Um dos fliperamas que você pode visitar no jogo

Veredito

Yakuza 0 é um jogo muito divertido que vai proporcionar pelo menos 40 horas de jogatina e muito mais se ainda quiser fazer as atividades opcionais. Fora que é o melhor jogo para quem pretende conhecer a série visto que é o primeiro de forma cronológica.

Vale lembrar que a SEGA pretende lançar na metade do ano de 2017 o remake do primeiro jogo, chamado Yakuza Kiwami, então novos e antigos fãs da série não tem nada a reclamar nesse ano!

Muito recomendado pra quem busca um jogo de ação com muita pancadaria, temática adulta e elementos de RPG.

Prós

  • Excelente história
  • Atuação impecável dos dubladores
  • Gameplay divertido e variado

Contras

  • Modelagem de alguns NPCs muito fraca
  • É difícil lembrar o nome dos personagens para quem não está acostumado com cultura japonesa
  • Trilha sonora esquecível

Átila Graef

Átila Graef é fanático por conquistas do Xbox 360, General aposentado em Halo Wars, colecionador de placas de Arcades, e apaixonado por F-Zero GX.


Análises