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vgBR.com – Videogames Brasil | 20 de agosto de 2017

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Sniper Elite 4 – Análise

Sniper Elite 4 – Análise

Review

Stealth + Sniper

Sniper Elite 4 é um stealth perfeito com gráficos bonitos, trilha sonora empolgante e jogabilidade responsiva que diverte acima da média. Jogo obrigatório para os amantes de stealth e segunda guerra mundial.

Sniper Elite 4 é um game de tiro e stealth em terceira pessoa, desenvolvido pela Rebellion, distribuído pela Sony Music Games no Brasil e lançado para Xbox One, Playstation 4 e PC.

O enredo se passa logo após o final de Sniper Elite 3 onde os jogadores vivenciavam a Campanha Norte-Africana no período da Segunda Guerra Mundial. Estamos agora na Itália, enviado após a destruição do Orquídea, sob a pele do agente secreto e atirador de elite Karl Fairburne, eliminando nazistas e libertando a Itália do assombro do fascismo.

Enredo de Qualidade

Interessante acentuar como foi bem trabalhada a história e o desenvolvimento do enredo. Como historiador sempre fico com o pé atrás quando vou jogar um título que envolve fatos históricos, mas para minha surpresa tudo está nos conformes, claro que com um toque heróico e um pano de ficção.

Porém todos os fatos e personalidades importantes estão ali. Jogamos ao lado dos Aliados enquanto auxiliamos a famosa e incrível Resistência Italiana a banir os Alemães do território. Transitamos por cenários reais e rico em detalhes gráficos.

Na Ilha de San Cellini, ainda na primeira missão do game, enquanto transitava pela praia vi acampamentos improvisados de soldados que procuravam algum refúgio na leitura, livros espalhados em uma fogueira apagada com panelas e um saco de dormir. Esse tipo de coisa traz uma imersão especial em um game de guerra. Me adiantando um pouco mas é importante frisar, como complemento do enredo são as cartas e documentos que encontramos no game, a primeira vista aparentam ser apenas apenas um colecionável, mas foi acrescentado um detalhe como os nomes das cartas ou os locais onde as encontramos que nos fazem imaginar a situação que aquilo foi escrito. Algumas cartas por exemplo se encontram nos corpos dos soldados que pilhamos, tudo isso somado a explosões, tiros e muita destruição constrói todo um cenário de segunda guerra nunca visto por mim em um game.

Sniper Elite 4 possuí dois modos single player. O modo principal de campanha que com certeza é o forte do game e um modo de sobrevivência e desafios. Outro modo que tem sua base de fãs na série é o multiplayer online com diversas modalidades distintas. Além de Team Deathmatch, temos o Rei da Distância, um mapa focado em snipers espalhados e se matando, o modo Separados, que consiste em dois times deslocados geograficamente por uma área intransponível e o modo Controle, que seria uma espécie de rouba bandeiras de controle de rádios.

Os modos multiplayer tem potencial imenso pra diversão mas os servidores ainda estão bem vazios. O mais legal mesmo é o modo Cooperativo que pra mim sempre é bem vindo e você pode escolher jogar trechos rápidos ou até o modo campanha com um aliado! Isso é um acréscimo fantástico e dá uma dinâmica nova ao game.

O modo campanha consiste num total de oito missões em que o jogador vai avançando pela Itália, assassinando Alemães de patente alta, invadindo territórios, roubando planos de mísseis, etc. O jogador é inserido em um mapa aberto e dentro desse mapa pequenas missões são dadas, dentre elas as principais (Neutralize o canhão ferroviário, mate o Tenente fulano e etc.) e missões secundárias (Destruir blindado inimigo, destruir depósito, matar 4 inimigos de patente alta), tudo isso formando uma missão dentro desse mapa.

Ao completar os objetivos o jogador pode trocar de armas, fazer upgrades e se direcionar para outro mapa onde outra gama de missões estarão disponíveis. Particularmente acho a ideia genial e você não precisa que o game inteiro se passe em um mapa aberto único, onde o jogador é obrigado a transitar da missão A a missão B. Tampouco é interessante apenas andar em uma linha reta, e dessa forma Sniper Elite 4 traz o balanço perfeito disso dando liberdade dentro das missões, transitamos em cenários onde todos os pontos teremos coisas a resolver e fazer, pois não tendo a obrigatoriedade do mapa imenso único, o desenvolver conseguiu preencher cada canto com um detalhe diferente.

Os upgrades que mencionei são em grande maioria nas armas permitindo comprar armas melhores com pontos que são distribuídos no decorrer da missão ou melhorar as armas que usamos com desafios estabelecidos pela arma, como atirar a distância, velocidade de tiro e etc. Em determinados níveis de patente serão habilitados melhoramentos para Karl, mais munições, uma mira melhor, vida e etc. 

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Karl carrega três armas: uma sniper, uma SMG e uma pistola, além de bombas e medicamentos. Detalhe que achei divertidíssima a variedade de tipos de bomba que o game nos da. Temos TNTs, Minas de aproximação, bomba Alemã e etc, permitindo ao jogador criar estratégias de como enfrentar os inimigos no cenário. Um ponto negativo aqui é o game mostrar armas que serão habilitadas com a DLC. É uma falta de respeito com quem vai pagar 200 reais em um game, para quando subir de nível descobrir que algumas armas só serão habilitadas gastando mais dinheiro com DLC.

E como o game funciona? Basicamente todas as missões seguem o mesmo padrão. Locais específicos demarcados por um ponto de interrogação imenso no mapa e em volta desses pontos estão soldados fortemente armados e em quantidade as vezes absurda te esperando. O jogo deixa claro tanto em mecânica quanto em enredo que o nosso objetivo é entrar furtivamente nesses locais já que o número de inimigos é massivo e eles são inteligentes, vão vasculhar barulhos, luzes estranhas, pessoas desaparecidas e etc.

O mini-mapa funciona como um indicador de alerta. Enquanto estiver verde a barra ta limpa, quando ficar amarelo significa que estamos sendo observados ou em alerta e quando a cor ao invés do amarelo for vermelho é que estão nos vendo e você foi desmascarado. Aí amigo… é morte certa.

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Um ponto fortíssimo do game é que é de extrema dificuldade se manter vivo caso não esteja furtivo. É até possível, mas com dedicação e paciência. O jogo vai fazer você lidar com as consequências pelos atos estúpidos, seja explodir um caminhão ou um tanque por acaso, matar um inimigo e deixar o corpo para trás ou simplesmente por ter levantado sem querer quando na verdade você queria carregar a arma. Você será percebido e tropas serão mandadas para te executar enquanto gritam em alemão “execute-o!”. Outra coisa interessante nos inimigos são que quando usamos o binóculos para enxergá-los e marcá-los no mapa. Eles possuem a patente, outras informações e um mini background. Esse último detalhe deixa o gameplay completamente imersivo e quando você apontar para matar um soldado de Infantaria e ler que ele é conhecido por escrever poesia, você vai se sentir na guerra.

Algo que não gostei é que todos os inimigos aparecem no minimapa, mesmo aqueles que não marcamos. Isso dá pouca importância ao fato de termos um binóculos para marcá-los e eu mesmo na reta final do game nem marcava mais ninguém.

As missões vão além de “mate o fulano e fuja da área”. Tudo que se faz em uma guerra faremos em Sniper Elite 4, mas isso nem sempre é bom. Em uma determinada missão fiquei bugado em uma ponte, sem conseguir avançar por conta de um auto-save mal dado do game e pelo objetivo confuso e mal posicionado. Foi um momento frustrante, mas felizmente isolado.

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Sniper Elite 4 me fez sentir na pele de um atirador de elite. Karl precisa calcular não só a distância e o vento como estamos acostumados em Battlefield e Call of Duty, mas também a respiração e os batimentos cardíacos. Quando miramos e pressionamos o RB/R1 Karl prende a respiração, fazendo assim os batimentos cardíacos subirem pouco a pouco, quanto mais prendemos a respiração mais precisão no tiro vamos ter, mas a risca entre um tiro perfeito e a perca de controle é tênue e se Karl errar o tiro com o batimento cardíaco um pouco acima ele irá entrar em pânico, não conseguirá mirar direito e o tempo de recarga da arma vai demorar mais que o normal, prato cheio para o inimigo revidar e te matar.

Outro fator crucial aqui é que se atiramos e não matamos abrimos espaço para o inimigo gritar ou sinalizar de alguma forma, chamando a atenção para o tiro mal dado. Então prenda a respiração, deite na grama e acerte na cabeça que a câmera de morte será linda! A série é famosa pela câmera de morte e aqui ela está mais incrível do que nunca. Ver os pulmões, rins, dentes, olhos e crânios serem espatifados em um tiro perfeito é de tirar o fôlego, me peguei gritando com a TV quando morria diversas vezes em um trecho e conseguia acertar um tiro com câmera de morte no infeliz que me matava, é libertador!

Os gráficos estão bonitos mas nada estupendo. O céu muitas vezes me impressionou, luz, sombra e vegetação também, mas ao decorrer do game percebemos que a vegetação é sempre a mesma, e que a textura de algumas coisas na extremidade dos mapas é muito baixa, chegando a lembrar as gerações passadas. Karl é muito bem modelado e suas expressões faciais são incríveis, mas os NPCs são estranhos e parecem bonecos gigantes de massinha.

As músicas são empolgantes e tensas e o game está perfeitamente localizado e dublado em português, dando aí mais um ponto na imersão.

sniper elite 4 (10)

Sniper Elite 4 é um stealth perfeito, gráficos bonitos, trilha sonora empolgante e jogabilidade responsiva que diverte acima da média. Jogo obrigatório para os amantes de stealth e segunda guerra mundial.

Pontos Positivos

  • Stealth impecável e I.A não é ignorante
  • Controles responsivos, estáveis e instáveis no momento certo
  • Enredo empolgante e historicamente preciso com missões variadas

Pontos Negativos

  • Auto Save me irritou em alguns trechos
  • Exigir DLC para mais armas
  • Todos os inimigos aparecem no mini mapa de cara
Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.