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vgBR.com – Videogames Brasil | 27 de junho de 2017

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Desync – Análise

Desync – Análise

Review

FPS Psicodélico

DESYNC é um shooter em primeira pessoa com feeling de jogo de nave, muito neon e velocidade nos controles. Um game diferente onde diversão e frustração andam lado a lado.

DESYNC é um game de tiro em primeira pessoa, desenvolvido pela The Foregone Syndicate e distribuído pela Adult Swim Games para Steam nos PCs e futuramente será lançado nos consoles.

Desde que joguei Small Radios Big Televisions, os games da distribuidora Adult Swim tem chamado minha atenção. Uma publisher que opta por projetos diferentes que inovam em gêneros que parecem já defasados.

E esse é mais um desses casos. DESYNC é um shooter em primeira pessoa que não se deixa definir apenas por isso, inovando não só no visual mas na forma de se pensar o gênero.

Um começo confuso, frases filosóficas, tela em glitering e muito neon define o que podemos chamar de enredo ao invés de história de Desync. Somos inseridos muito depressa nesse mundo caótico, robótico e frenético, onde nosso intuito é eliminar criaturas digitais e avançar as fases dentro de um cenário maior, onde vamos desvendando pouco a pouco (e com muita interpretação própria) o que está acontecendo ali. Eu diria que o enredo nem faz muita diferença nesse caso, quando o gameplay grita muito mais alto e na metade do game eu já não lia mais os diálogos e só queria passar daquele trecho infernal em que estava empacado.

O jogador atira e dá um dash, e com apenas esses comandos toda a base do gameplay é construída. Com uma mecânica parecida com Bulletstorm (com zero sangue) o game faz o jogador aprender a usar táticas para enfrentar inimigos poderosos. Contamos com um arsenal diversificado de armas, cada qual com suas características, força e rajadas próprias, somando isso ao dash e aos elementos do cenário, temos um sistema de combate diferenciado em um game de FPS.

O dash pode ser usado para desviar de porradas, para uma aproximação rápida, evadir uma armadilha, matar o inimigo rapidamente ou enquanto está pulando e até atirar com uma “12” e mandar ele para uma parede de espinhos. Tudo isso faz liberar bônus para o jogador e também congela a ação, mostrando o que você fez para liberar aquilo. O jogador terá de combinar esses movimentos especiais a um reflexo insanamente rápido para conseguir terminar Desync, pois os inimigos são desafiadores e o jogador possui uma barra de HP terrivelmente baixa.

desync (2)

Os gráficos não são belíssimos, principalmente no quesito criaturas com modelos simples, quadrados e pouco criativos. Porém o estilo “neon” que lembra o filme Tron  e a tela que aparenta sempre estar sofrendo algum glitch fazem toda a diferença, tornando o que poderia ser um visual desagradável, onde lasers são lançados e não se vê sangue e sim partículas digitais voando por todo lado, em uma experiência única. O game é classificado como um shooter em primeira pessoa, mas muitas vezes pela aparência e velocidade de gameplay me lembrou games de nave, onde o reflexo e a velocidade nos controles irão salvar sua vida.

Da mesma forma são os cenários, cobertos de neon e aparatos tecnológicos desconhecidos. Alguns trechos chegam a ser desconfortáveis tamanha a confusão de informações ao não saber do que aquilo se trata e ver maquinas se desdobrando uma nas outras. Pra mim soou perturbador em alguns momentos, como um filme trash dos anos 70 onde nada faz muito sentido.

A progressão é simples com uma sala trancada onde inimigos vão aparecer. Derrote-os e vá para a próxima sala e assim por diante. Armadilhas do cenário são usadas como tática de batalha mas também vão ferrar jogadores desatentos. Os inimigos são variados (mas poderiam ser mais) e de novo, muito neon.

A música acompanha o clima frenético e é um ponto positivo que me deixou ligado bastante tempo no game, jogando horas seguidas para completar os desafios que vão desde atingir pontuações ou apenas permanecer vivo. O jogo não possui dublagem nem legendas em português, o que é um ponto negativo, mas a história nem vale tanto a pena assim.

DESYNC é um shooter em primeira pessoa com feeling de jogo de nave, muito neon e velocidade nos controles. Um game diferente onde diversão e frustração andam lado a lado.

Pontos positivos

  • Gameplay frenético e divertido
  • Trilha sonora acompanha o feeling psicodélico

Pontos negativos

  • Tudo muito confuso e sem sentido
  • Gráficos e modelagem poderiam ser melhores
Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.