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vgBR.com – Videogames Brasil | 16 de dezembro de 2017

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Shiness: The Lightning Kingdom – Análise

Shiness: The Lightning Kingdom – Análise

Review

JRPG com Furries

Shiness é um indie bonito, excelente no departamento artístico, com belas músicas, desafiador e cheio de conteúdo. Quem gosta de JRPG certamente vai adorar.

Shiness é um RPG-ação desenvolvido pela Enigami, uma desenvolvedora francesa independente e publicado pela Focus Home Interactive, através de projeto lançado no Kickstarter em 2014.

Lançado para as plataformas da geração atual, PS4, Xbox One e Steam, o game é uma nova
adição ao gênero, trazendo belos gráficos, música e personagens carismáticos num mundo vasto, lindo colorido através de ilhas voadoras, velejando e explorando o mundo de Mahera.

UMA HISTÓRIA SEM FIM

A aventura de Chado começa após um pouso de emergência, lançado no meio de um conflito entre vários reinos em um dos territórios mais perigosos conhecidos.

Mais além, Chado descobre um poder escondido onde somente ele consegue se comunicar e enxergar o espírito chamado Shiness, possuidor de uma grande energia mágica, capaz de mudar o destino e o rumo dos conflitos e todos os seres envolvidos.

UM POUCO DE TUDO

O jogo lembra bastante alguns clássicos da Level 5 como Dark Cloud e Rogue Galaxy, trazendo diversos elementos de puzzle e plataforma onde cada personagem é designado para uma determinada ação, mas também tem um toque de jogos de luta durante as batalhas com combos, bloqueios e esquivas como em um ringue, saindo um pouco do padrão e deixando a aventura mais interessante.

Minha única reclamação quanto a batalha é que em raros casos, a câmera trava atrás de um objeto e fixa-se por lá, sendo um bug possivelmente, mas dependendo da situação é bastante frustrante pois os combates não são tão fáceis assim, e o jogo não permite tentar novamente ao morrer.

As cutscenes são contadas, na maioria das vezes, como um mangá/HQ muitíssimo bem projetado e desenhado, parecido com o que vemos em Gravity Rush 1 e 2. Uma espécie de HQ em movimento, com linhas de dialogo dublados, música e efeitos sonoros ou dirigidos com gráficos em real time normal.

Se tratando de um jogo de RPG, Shiness é bem competente no que ele se propõe.
Sistemas de evolução de personagens, equipamentos e magias/skills são ricos, completos e
e de fácil acesso fazem com que a jogatina seja mais suave e intuitiva para quem é menos
experiente no gênero. Mesmo assim Shiness é um jogo fácil de aprender mas difícil de dominar, devido a grande gama de possibilidades e golpes exclusivos de cada um dos 5 personagens jogáveis.

Existe um sistema de magias e skills onde você vai aprendendo através de pergaminhos de instrução que permitem o domínio sobre determinadas magias dos 4 elementos possíveis. Alem das magias, habilidades que podem ser executadas através de uma sequência de botões por timing, como por exemplo um golpe que empurra o adversário para longe ou que os lança para o ar, dentre muitos outros.

Trazendo uma diversidade imensa de quests, side-quests, sub-bosses (hunts) e objetivos
extras que auxiliam no aprendizado do jogador e ao mesmo tempo evolui seus status e
habilidades assim como ganho de equipamentos/skills exclusivas agrega muito valor de conteúdo e expande em quase o dobro de game-time.

ARTE MODERNA

Os gráficos de Shiness são bem bonitos artisticamente, com cenários amplos e ricos em detalhes. Existem algumas limitações de draw distance e defeitos de clipping, mas nada que seja minimamente grosseiro.

A pegada em cell-shadding traz ares mais animados aos personagens do jogo, permitindo
algumas expressões mais exageradas e cartunescas em situações mais extremas preenchendo bem os aspectos de fantasia principalmente nos cenários predominantemente naturais.

Os combates de modo geral são bem bonitos também, mas vale ressaltar as batalhas contra bosses especiais de história onde o visual gráfico desses confrontos tornam-se realmente fascinantes.
Efeitos de luz e sombra também não ficam pra trás e para ambientes fechados como cavernas, cria-se uma sensação de imersividade muito bem feita, unido a partículas de focos de luz como as tochas, por exemplo.

MELODIAS EM MOVIMENTO

Musicalmente Shiness brilha e as composições são bem variadas (tendo inclusive vários temas de batalha) lembrando bastante Xenoblade Chronicles.
O que peca é um pouco é a mixagem com momentos em que as músicas ficam com volume variado entre as cutscenes e música ambiente, obrigando o jogador a passar boa parte do tempo com um controle da TV na mão.

A dublagem não é das melhores e os diálogos variam entre inglês e um idioma inventado, mas considerando que é um jogo indie não dá para exigir muito.

Na parte dos efeitos sonoros o destaque fica pelo som dos golpes e sons das magias, bastante caprichados.

UMA CONFORTÁVEL ONDA

Shiness é uma experiência bem particular, agradável do início ao fim, regado a muito amor e carinho dos produtores do jogo. Trabalho excelente no departamento artístico e música principalmente. É um jogo bonito, desafiador e cheio de conteúdo e quem gosta de JRPG certamente vai adorar.

Pontos Positivos

  • Sistema de batalha divertido e desafiador
  • Uma das melhores ambientações do gênero
  • Maneira light e despojada da maneira que a história é contada

Pontos Negativos

  • Problemas com as câmeras durante as batalhas podem atrapalhar a experiência
  • Alguns erros gráficos de clipping bugam objetos de puzzles e personagens raramente
  • A falta de um Retry durante as batalhas de chefe e encontros normais são frustrantes as vezes
Fábio Kraft

Fábio Kraft

Um jogador de RPG e amante de batalhas finais e odiador de joguetes bugados sem fim e com música tosca.