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vgBR.com – Videogames Brasil | 20 de outubro de 2017

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RiME – Análise

RiME – Análise

Review

Obra de arte jogável

Inspirado em jogos contemplativos como Journey e ICO, RiME é uma evolução desse conceito que resulta em uma experiência curta, mas memorável.

RiME é um jogo independente dos espanhóis da Tequila Works e foi publicado pela Grey Box Games. Inspirado em jogos contemplativos como Journey e ICO o game passou por pequenos problemas de publicação, mas finalmente chega ao mercado quase 4 anos após seu anúncio.

Inspirações

Quando assisti o trailer do anúncio de RiME na Gamescom de 2013, logo julguei e desprezei o game por achar que fosse mais um Journey/Abzu da vida. Eu não me dou bem com adventures focados puramente em contemplação e por isso fechei meu coração até os últimos momentos de seu iminente lançamento.

Felizmente sou um gamer mente aberta e assim como fiz com The Last Guardian dei o benefício da dúvida a RiME e adquiri o game na Steam, mesmo sem estar muito confiante de que iria experienciar algo agradável.

Poucas vezes estive tão enganado! RiME me surpreendeu positivamente durante toda sua duração. Ele é realmente um Journey, mas é um Jorney bombado e que foi fusionado com ICO, meu game preferido do lendário Fumito Ueda. O balanceamento entre exploração, segredos, puzzles e a contemplação na minha opinião é quase perfeito (gostaria que fosse um pouco mais exigente com o jogador).

A narrativa é muito simples, inicialmente bem subjetiva e com pouquíssimas cutscenes. Eu gostei bastante do final e me surpreendeu porque eu realmente não esperava que fosse aquilo. Alguns podem não gostar da narrativa por ela ser muito minimalista praticamente durante toda sua duração.

Um jogo simples, gostoso de jogar e que prende o jogador durante toda sua curta duração (terminei com aproximadamente 6 horas). Não tenta forçar o jogador a nada, nem a buscar seus segredos colecionáveis e isso é bem gratificante.

Uma obra de arte

Assim como os jogos que o inspiraram, RiME usa direção artística espetacular e uma maestria sonora para cativar o jogador e ampliar a imersão proporcionada. O game é indescritivelmente belo e em muitos momentos dá vontade de ficar parado apreciando as paisagens. As composições musicais são marcantes, a trilha é diferenciada e o game cria cenas belíssimas em várias circunstâncias por conta da harmonia entre a parte visual e a trilha sonora.

Infelizmente a parte técnica é ruim, acredito que o PC e o XONE foram as versões mais castigadas pela ambição da publisher em lançar o game simultaneamente para todas as plataformas. RiME não foi bem otimizado e por isso roda com travadas (stuttering) constantes e taxa de framerate variando muito na minha GTX 1070, uma placa que deveria levar esse título nas costas sem maiores dificuldades.

Os problemas técnicos não destroem a experiência de jogo mas atrapalham muito na imersão fantástica que a trilha e os visuais soberbos proporcionam. No PC o jogo usa o sistema de DRM Denuvo que é bem pesado e consome processamento desnecessário. Fiquem alertas porque no Steam essa informação não está disponível.

E depois do mal julgamento…

RiME é o que eu esperava de Journey que comprei no lançamento em 2012. É uma evolução desse game altamente conceitual e que não me agradou como “jogo”. Não é perfeito, mas sua proposta me agradou demais e tudo no jogo, tirando os problemas técnicos, me fizeram sentir confortável até seu fim.

Recomendado para todos aqueles que curtem uma experiência curta e saborosa. Para aqueles que não gostam de jogos simplistas e minimalistas demais eu não recomendo.

Pontos Positivos

  • Obra de arte visual
  • Trilha sonora incrível
  • Simples, tranquilo e muito gostoso de jogar

Pontos Negativos

  • Performance no PC e nos consoles bem instável. Travadas e instabilidade no frame-rate são constantes
  • Muito inspirado nos seus aspirantes
  • Os puzzles em sua maioria são muito fáceis

Danilo Morim

É Rhazo como um Pires ou A Voz da Rhazão? Trabalha como gamer e dorme com o controle na mão.