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vgBR.com – Videogames Brasil | 20 de outubro de 2017

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Lock’s Quest – Análise

Lock’s Quest – Análise

Review

Tower Defense com elementos de RPG

Lock's Quest é um bom port do DS e continua divertido até hoje, com gráficos remasterizados para alta resolução, nova interface e mecânicas repensadas.

Lock’s Quest é um game de estratégia estilo Tower Defense com elementos de RPG originalmente lançado para Nintendo DS em 2008 e agora remasterizado e com conteúdos adicionais. O game foi desenvolvido pela Digital Continue e distribuído pela THQ Nordic e está disponível para PS4, Xbox One e PC

Você é Lock, um aprendiz de construtor que tem sua vila invadida e se vê metido em uma guerra muito maior do que imaginava entre a Força Real e o levante do exército dos Mecasoldados, liderados pelo vilanesco Agonia.

Todo o enredo e história são desenvolvidos durante os 75 dias em que se passa essa guerra. Os personagens são desenvolvidos de maneira gradual e você é apresentado a todos os elementos desse universo pouco a pouco, como deve ser.

Enredo e Conteúdo

Todo o enredo e conteúdo do game de 2008 estão aqui, com algumas adições interessantes. Por exemplo agora temos uma progressão de desbloqueio de itens que avança com o enredo. Em pontos específicos da história as torretas serão liberadas de acordo com tudo que está acontecendo. É algo pequeno mas de um valor de imersão importante. Também temos adições de batalhas e defesa de Antonia em um novo mapa, e é extremamente justo ao se fazer um port trazer esse tipo de conteúdo extra, fazendo um chamariz para quem já jogou Lock’s Quest.

O combate está com uma dinâmica diferente, não só pelos controles que foram totalmente adaptados para gamepad e teclado/mouse mas a forma como o game lida com tudo isso mudou.

A fusão dos gêneros de estratégia e aventura deram um tom especial. Você primeiro constrói as torres, muros e armas e depois enquanto o combate rola você consegue ir controlando seu personagem para lutar e consertar o que está sendo destruído. Eu que não sou um fã de jogos inteiramente estratégicos gostei e muito dessa dinâmica. Vale comentar também que em alguns momentos esse port fez o game ficar menos intuitivo. No touch do DS tudo era acessível a toques e o game fluía de maneira excepcional, já aqui tive momentos em que fiquei perdido ao construir itens e o cursor não me obedecia e tive problemas sobre qual botão apertar para fazer determinada ação. Até mesmo sofri alguns pequenos bugs que são claramente derivados dessa portabilidade.

Outro ponto negativo é a quantidade de tutoriais e linhas de diálogos que poderiam ser totalmente descartados ou transformados em gameplay. Sou o tipo de jogador que aplaudo um desenvolvedor que me ensina a mecânica enquanto jogo ao invés de colocar caixas e caixas de diálogo me dizendo o que apertar em determinada situação. Todos deveriam ter uma aula com Mega Man para isso.

Gráficos e trilha sonora

Os gráficos estão em alta resolução e isso faz uma diferença legal no pixel art. Os mapas foram todos adaptados para suportar resoluções maiores e isso é um ponto para os desenvolvedores já que toda uma nova interface foi remodelada e pensada para o jogo em tela grande.

Com certeza o ponto mais alto desse game é a trilha sonora fantástica de David J Franco, ele que é um compositor que acompanhou os desenvolvedores no Draw to Life e também foi responsável por Scribblenauts.

Eu particularmente adoro as músicas compostas por ele e por sua equipe, com canções que acompanham os momentos de maneira pontuais com transições sutis, trilhas cem por cento originais e que remetem aventuras e enchem os ouvidos por si só.

O game é recomendado para quem curte estratégia ou tem curiosidade pelo gênero. Não recomendo para quem curte apenas RPG de turno ou Action RPGs pois por mais que o port tenha ficado muito bom os bugs somado ao desinteresse pelo gênero vão frustrar o jogador rapidamente.

Lock’s Quest continua divertido até hoje, com gráficos remasterizados para alta resolução, nova interface e mecânicas repensadas. Um bom port do DS de um game de estilo bastante específico.

Pontos positivos

  • Trilha sonora fantástica
  • Pixel art de qualidade
  • Estratégia e mecânicas repensadas para gamepad e teclado/mouse

Pontos negativos

  • Bugs atrapalham a experiência
  • Muitos tutoriais e informações irrelevantes
Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.