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vgBR.com – Videogames Brasil | 26 de junho de 2017

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Tekken 7 – Análise

Tekken 7 – Análise

Review

O rei dos jogos de luta 3D

Apesar do online falho, Tekken 7 continua com um sistema fácil de pegar e difícil de masterizar e mantém-se como o rei dos games de luta 3D, com uma pegada mais convidativa para o público em geral.

Tekken 7 é a tão aguardada sequência da consagrada série de luta 3D da Bandai Namco. Chegando finalmente aos consoles da geração atual Xbox One, PS4 e estreando nos PCs o game teve seu primeiro lançamento restrito aos arcades japoneses e coreanos em 2015 e recebeu uma atualização em 2016 com o subtítulo de Fated Retribution.

A versão caseira de Tekken 7 tem como base essa atualização e traz ainda mais novidades com um modo história exclusivo, modos online, inúmeras possibilidades de customização de seus personagens e muito conteúdo extra. O game oferece 36 personagens selecionáveis bastante distintos entre veteranos e estreantes como a brasileira Katarina, mas sacrifica lutadores clássicos da série como o policial Lei Wulong ou a capoeirista Christie Monteiro.

O Rei do Torneio Punho de Ferro

O modo história é a novidade exclusiva dessa versão. A A Saga Mishima é contada através da perspectiva de um repórter que tenta escrever um artigo sobre a família Mishima após as mortes de sua esposa e filho em fogo cruzado durante a guerra travada entre Jin Kazama e sua corporação Mishima Zaibatsu contra seu pai Kazuya Mishima responsável pela G Corporation.

Katarina: a nova brasileira com visual de funkeira

A trama começa com Nina Williams liderando o Zaibatsu para encontrar Jin, que está desaparecido após os eventos de Tekken 6. Heihachi Mishima invade a corporação e toma o poder a força tornando-se novamente o líder da organização, passando a focar seus esforços em expor ao mundo que seu filho Kazuya possui o Gene do Demônio e foi o grande responsável pela destruição causada pela guerra entre as duas corporações.

Não vou avançar muito no enredo para evitar spoilers, mas a presença de Akuma como parte da trama caçando Kazuya e Heihachi merece destaque e torna as coisas ainda mais interessantes. O lendário lutador secreto de Super Street Fighter II Turbo proporciona mais um crossover dos universos, aparecendo como personagem convidado graças a um acordo entre a Bandai Namco e a Capcom.

O modo história é uma novidade interessante mas não chega a ser tão completo como os de Mortal Kombat X ou Injustice 2. Com cerca 3 horas de duração, você vai prosseguir através de lutas pré-definidas, assistir algumas animações em CG, e ouvir grande parte da trama sendo contada pelo repórter em passos lentos através de cutscenes estáticas, momento que mais quebra o ritmo da ação. Mesmo assim o enredo é interessante e o plot twist vai deixar muitos fãs de Tekken repensando todos os acontecimentos desde o início da série, e felizmente é possível pular o blá-blá-blá do repórter chatão.

Além do enredo principal, há uma história secundária para os demais personagens que não estão envolvidos diretamente com a treta de pai e filho entre Heihachi e Kazuya. Esses capítulos extras consistem basicamente de uma introdução do personagem com imagens estáticas, uma luta contra um rival ou chefão e um final com animação em CG. É basicamente a mesma apresentação dos primeiros jogos da série, só que ao invés de fazer você passar pelo modo Arcade com diversas lutas, você já começa na luta final.

Para os fãs de jogos de luta, a melhor novidade desse modo é sem dúvida alguma a dificuldade. A inteligência artificial da CPU de Tekken 7 é de arrancar os cabelos. Estamos diante de um dos jogos de luta com chefes mais difíceis já vistos num modo de história, batendo até mesmo os chefões mais apelados da SNK.

Tudo bem que essa não é uma vitória muito justa quando a CPU abusa da apelação utilizando habilidades que quebram as regras do próprio jogo. Acha que estou exagerando? Espere enfrentar um Akuma carregando a barra de SUPER e torrando especial repetidas vezes durante a luta, sem nenhuma restrição e você entenderá que a apelação é real. A melhor parte disso? A sensação de dever cumprido ao derrotar a maldita máquina. Por diversas vezes me senti matando um daqueles bosses cascudos de Dark Souls de tanto que fui maltratado pelos chefões de Tekken 7.

Pela primeira vez na Unreal Engine 4

Outra novidade foi a mudança de motor gráfico. O produtor do game Katsuhiro Harada optou por abandonar as engines proprietárias utilizadas até Tekken 6 (e exclusivas dos consoles da Sony) e migrou o desenvolvimento para a Unreal Engine 4, visando levar o jogo para o Xbox One e PC, além do PS4.

Existem algumas diferenças de performance, principalmente no tempo de carregamento entre as versões, mas a jogabilidade foi mantida intacta rodando em 60 quadros constantes em todas as plataformas, com maiores opções de detalhes e resolução nas versões PlayStation 4 Pro e PC, obviamente.

Felizmente a conversão para a Unreal Engine 4 manteve a consagrada jogabilidade da série e trouxe uma evolução natural do sistema de Rage de Tekken 6 com a introdução do Rage System, que permite um super especial e algumas habilidades para as lutas.

Prepare-se pra passar nervoso ao lutar contra Akuma no modo História

O especial é o Rage Arts onde cada personagem pode executar um super ataque que só é possível quando a sua barra de vida está próxima dos 20%. É basicamente um Super Combo de Street Fighter.

Outras possibilidades são o Rage Crush, um ataque que absorve os golpes adversários como uma espécie de super armor e o Rage Drive, um golpe melhorado que causa mais dano, mas abre mão do Rage Arts.

Tudo muito legal mas e a porradaria Versus?

Tekken 7 esbanja capricho nos modelos dos personagens

Essa é infelizmente a pior notícia para quem estava aguardando Tekken 7. Enquanto o jogo chega recheado de conteúdo single player e muita coisa para destravar na customização dos seus personagens, os fãs das disputas online vão sofrer com o matchmaking que falha em achar oponentes.

Testamos as versões de PC e PS4 e nas duas tivemos grandes dificuldades para encontrar qualquer tipo de partida online, seja rankeada ou casual. Ao convidar os amigos pra jogar as lutas funcionam bem e o netcode se mostra competente, sendo possível jogar sem lag, mas o fato é que até o lançamento desse review não conseguimos jogar mais do que 2 partidas online no modo rankeado.

A Bandai Namco já reconheceu o problema e está trabalhando num patch para corrigi-lo mas se você está de olho em Tekken 7 pelos modos online é melhor segurar a compra e aguardar os relatos dessa atualização, pois nesse aspecto o jogo simplesmente ainda não funciona como deveria.

Tekken 7 é recomendado a todos os tipos de fãs de jogos de luta, sejam eles casuais ou profissionais. Continua com um sistema fácil de pegar e difícil de masterizar e mantém-se como o rei dos games de luta mais convidativos para o público em geral.

Em conteúdo para um jogador chega com o pé direito, mas tropeça no modo online com problemas pontuais que serão eventualmente corrigidos por atualizações, mas que não deixam de tirar um pouco do brilho para quem tanto esperou pelo jogo.

Pontos Positivos

  • Ótimos gráficos, 60 FPS constantes em todas as versões
  • Jogabilidade fluída, fácil de começar e difícil de masterizar
  • Muitas opções de customização

Pontos Negativos

  • Online não funciona até o momento
  • Alguns personagens clássicos ausentes

Átila Graef

Átila Graef é fanático por conquistas do Xbox 360, General aposentado em Halo Wars, colecionador de placas de Arcades, e apaixonado por F-Zero GX.