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vgBR.com – Videogames Brasil | 20 de outubro de 2017

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2 Comentários

Opinião: PC gamers ganham a luta dos exclusivos

Opinião: PC gamers ganham a luta dos exclusivos
Alexandre Ziebert

Há muito tempo que o lançamento de jogos exclusivos para determinada plataforma tornou-se uma prática das fabricantes de consoles para atrair mais jogadores.

Podemos citar o caso de Street Fighter II para o Super Nintendo como um dos primeiros e mais icônicos. O game da Capcom, que no início dos anos 90 foi um dos responsáveis pelo sucesso avassalador do videogame da Nintendo, demorou um longo tempo até chegar ao rival Mega Drive.

E de lá para cá, essa prática continua com tudo. O que mudou? Não há mais um único console vencedor, mas o grande beneficiado é o PC.

Killer Instinct ou SFV? No PC você pode jogar os dois

Usaremos até o exemplo da famosa franquia de luta da Capcom. Devido a uma opção da produtora, Street Fighter V,  o mais recente game da franquia, acabou não saindo para o Xbox One. O destino:  o PC e o PlayStation 4. Em contrapartida, outro game de luta, agora do lado verde, Killer Instinct também só pode ser jogado no Xbox One… ou no PC!

E o popular game de luta da Rare é apenas um exemplo de jogos antes exclusivos para Xbox que agora também estão disponíveis para PC. Recentemente, a Microsoft lançou o selo Play Anywhere, com uma linha completa de jogos que pode ser curtida no Xbox One ou no PC. E essa linha inclui grandes produções, como o aguardado Gears of War 4 e até Forza Motorsport 6, que chegou aos computadores em uma versão gratuita sub-titulada Apex.

Mesmo jogos que estão disponíveis para ambos consoles podem mostrar todo seu potencial no PC, com um maior nível de detalhes, texturas de alta resolução ou ainda efeitos exclusivos, como os desenvolvidos pela NVIDIA através do programa GameWorks; suporte a resoluções maiores que 1080p, como 4K (real) ou formatos ultra wide (21:9). E, principalmente, a possibilidade de rodar numa taxa de frames maior, como 60fps ou mais, muito mais! Já não são raros os monitores de 144Hz e agora estão surgindo monitores capazes de exibir até 240 quadros por segundo! Proporcionando não só gráficos mais fluidos, mas também um tempo de resposta muito menor, algo crucial para jogos competitivos.

Realidade Virtual: a melhor experiência está no PC

Se pensarmos em realidade virtual, o PC está ainda melhor nesse quesito. Recém lançado para o PC, Batman: Arkham VR era outro exclusivo temporário do PS4 que agora pode ser jogado em toda sua glória no PC com um Oculus Rift ou HTC Vive. E há também muitas aplicações em VR que só saem para esses headsets, como a batalha multiplayer de magias de The Unspoken, que aliás, é desenvolvido pela Insomniac Games, autora de populares games de consoles, como Ratchet & Clank, Sunset Overdrive e a série Resistance.

É no PC que muitos indies começam e dão seus passos mais relevantes. Do Brasil, temos a produtora Joymasher, que nos brindou com Oniken e Odallus, ambas pérolas com visual retrô de 8 bits. Isso sem falar em independentes internacionais que produzem jogos como  Maldita Castilla, de Locomalito (baixe, é grátis!), Kentucky Route Zero e Owlboy, entre outras. Alguém falou Minecraft? Nasceu no PC!

Há também o fenômeno dos MOBAs, que surgiram como mods (outro recurso que nasceu no PC) e hoje movimentam toda uma indústria de e-sports, auxiliada pela cultura de streaming de partidas. E são jogos que só quem tem um PC pode curtir, devido à precisão necessária nos comandos, que só o combo teclado e mouse pode oferecer.

Retrocompatibilidade não é novidade nos PCs

Por fim, mas não menos importante: um dos grandes atrativos da atual geração, a remasterização dos games de consoles anteriores praticamente sempre existiu nos PCs. Graças a plataformas digitais como o Steam, jogos como Bioshock, Grand Theft Auto IV podem ser revisitados a qualquer hora, em qualquer hardware novo. Quer ver como ficaria o Bully rodando em 1080p e 60 FPS, com tudo no ultra? Basta reinstalar, sem a necessidade de ter que comprar novamente o mesmo jogo que você adquiriu no passado.

O jogador não precisa aguardar uma empresa relançar um determinado jogo para jogá-lo novamente. A biblioteca do Steam, do Origin ou da Uplay está lá e o consumidor não “perde” o seu jogo a cada nova geração de GeForce GTX que ele resolva fazer upgrade.

Ok, há, claro, alguns jogos que não saem para o PC e que são verdadeiras obras-primas, como The Legendo of Zelda: Breath of the Wild para Wii U e Switch ou Uncharted 4, para o PS4, o que também é ótimo para o mercado como um todo e beneficia nós, os jogadores, mas se colocarmos na balança a oferta de exclusivos disponíveis, quem tem PC está muito bem servido.

Alexandre Ziebert

Alexandre Ziebert

Com mais de dez anos de experiência no ramo de tecnologia, é o gerente responsável pelo marketing técnico da NVIDIA para a América Latina trabalhando próximo aos reviewers que avaliam os produtos da marca.

  • Clark2k

    Excelente matéria!
    Ainda vejo problema no PC em casos como GTA V, que teve que esperar muito para receber o jogo, ou Red Red Redemption 2, que nem foi anunciado para PC (e o primeiro nunca chegou). São multi million sellers, fortíssimo apelo mercadológico, que movem massas aos consoles e fazem diminuir a força do PC especialmente em datas próximas aos anúncios e lançamentos nesses tipos de situações.

  • Ricko Bruno

    O problema que vejo é que algums desenvolvedoras lançam mais tarde pra pc mas ultimamente a maioria tem lançado já na mesma data porém existem um pequena fração que ainda desconsideram a plataforma como Vanillaware, Atlus e mesmo a Rockstar