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vgBR.com – Videogames Brasil | 16 de dezembro de 2017

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Um Comentário

99Vidas – Análise PS4

Pedro Kakaz

Review

Diversão old-school

99Vidas é nostálgico, divertido e aposta na jogabilidade para agradar um público antigo que já é fã do gênero ou novo que acompanha o podcast.

99Vidas é um game beat ‘em up, nostálgico e cheio de piadas e referências ao podcast de mesmo nome, desenvolvido e distribuído pela QUByte Interactive, disponível para PC, PS4, PS3 e PS Vita.

Não é a primeira vez que eu falo como sou fã do gênero beat ‘em up. Andar, socar e usar poderes é uma fórmula antiga que dificilmente dará errado. Simplicidade, diversão e referências a cultura pop e ao podcast são onde o game aposta tudo.

O enredo não é complexo. Um artefato precisa ser recuperado pelos heróis, o “99 vidas”. Izzy, Juras, Bruno e Evandro irão passar por 6 fases enfrentando os mais diversos e cômicos chefes para recuperar o artefato valioso. É óbvio que a história aqui é um pano de fundo e o game brilha mesmo na execução, no gameplay. Cada personagem jogável (4 no início e mais 7 desbloqueáveis) possuem suas próprias características, Izzy é mais veloz porém seus ataques causam menos dano, Bruno e Juras são mais equilibrados e assim por diante, os personagens possuem poderes específicos mas ativados com o mesmo comando. Há um botão de poder que gasta uma barra de energia e uma habilidade especial pressionando o botão de soco e pulo ao mesmo tempo e etc, como nos clássicos beat ‘em up.

O jogo possui diversas dificuldades, a que será analisada aqui é a dificuldade normal.

As fases em si apresentam pouco desafio e os inimigos possuem uma variedade mediana e alguns podem ser bem chatinhos de enfrentar em grandes números. A maioria deles é apresentado ao jogador logo na primeira fase e acompanha o game até o final, detalhe para os nomes do inimigos, todos muito caricatos e apontando esteriótipos cômicos. A dificuldade do game está toda nos chefes, cada um com uma gama de golpes próprios e desafio escalonável. O primeiro chefe é um tutorial que vai te mostrar como os chefes irão funcionar e a partir dai é sofrimento puro. Os chefões vão ficando difíceis e apresentando desafios divertidos, o macete é o mesmo dos games antigos, decorar a gama de golpes e saber sair deles.

Leia nossa análise da versão PC

Assim como os games antigos aqui não temos vidas infinitas e é corajoso e admirável os desenvolvedores terem optado por isso, pois não basta apelar para a nostalgia se você é geração “save state”. O primor dos games da era 8 e 16-bits também está na dificuldade elevada onde morrer é uma punição, perder vidas e ficar de fora sem ganhar pontuação (e pasmem) sem ganhar o troféu/conquista pela fase. Exemplo, eu e um amigo estávamos jogando no PS4, eu na minha conta e ele na dele, como vocês podem ver no vídeo abaixo eu morri no meio da fase ele a concluiu sozinho, eu não só não ganhei a pontuação como não ganhei o troféu pela fase completa, tive que reiniciar aquela fase e refazer inteira. Pode parecer besteira pontuar isso em uma análise mas é algo que me chama a atenção, tendo em vista que o mercado tende a tornar os games cada vez mais fáceis o mercado indie opta por um caminho mais corajoso e autêntico.

Não há muito o que falar dos gráficos. Trata-se de um game retro com gráficos pixelados que não é feio, não fere os olhos mas também não é nada maravilhoso nem fora do comum. É legal citar que em alguns chefes a geração dos gráficos “muda” e algumas telas também brincam com esse conceito. O primeiro chefe por exemplo é de uma geração anterior graficamente e conceitualmente. É uma brincadeira legal de ver tendo em vista que por mais que seja de um estilo e gráficos 16-bits ainda é um jogo da geração atual e pode fazer graça com isso.

Não preciso falar que o jogo está totalmente em português tendo em vista que é um jogo brasileiro, não só está na nossa língua mãe como as piadas e zoeiras do game são todas muito nossas. Você pode não pegar todas as referências se não acompanhar o podcast 99 Vidas a qual o jogo foi inspirado, mas com certeza vai pegar muitas referências de cultura pop dos anos 80 e 90, ou até o simples fato de reconhecer locais que muitos brasileiros viveram nessa época, fases em que lá no fundo um gordinho sai de um fliperama e vomita na calçada, coisas que se você tem mais de 20 anos de idade com certeza já viveu ou conhece alguém que viveu.

Você pode comprar melhorias para seus personagens, melhorar combos ou comprar vidas. O jogo também possui um modo versus pra zoar com os amigos, local ou online, assim como os modos cooperativos (que são obrigatórios), locais ou online.

99Vidas é um jogo nostálgico e divertido, que aposta nas referências e dificuldade média para agradar um público antigo que já é fã do gênero ou novo que acompanha o podcast deles.

Pontos Positivos

  • Game divertido, nostálgico
  • Dificuldade mediana bem legal
  • Referências e parte cômica estão excelentes

Pontos Negativos

  • Gráficos poderiam ser um pouco melhores
Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.

  • zebedeu

    Com o número de jogos assim crescendo cada vez mais… para quê PS4 e XBOX?????? Que volte o Saturn e PS1!!!!!! O novo Crash dos games se aproxima, a total falta de criatividade!