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vgBR.com – Videogames Brasil | 20 de outubro de 2017

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Redeemer – Análise

Pedro Kakaz

Review

Beat'em up isométrico

Diversão descompromissada com pancadaria de qualidade, bons controles e belos gráficos.

Redeemer é um game beat ‘em up em visão isométrica, desenvolvido pela Sobaka Studio e distribuído pela Gambitious Digital Entertainment o game está disponível para PC dia primeiro de Agosto de 2017.

Sempre curti os games beat ‘em up, sua simplicidade e mecânicas são divertidas demais de serem exploradas, seja num universo futurístico, seja no medieval fantástico. Andar, correr e matar centenas de milhares de inimigos nunca é cansativo demais e Redeemer traz essa mecânica do nostálgico gênero de uma forma toda própria.

A começar pelo enredo onde você controla Vasily, um ex soldado de elite de uma organização de manufaturação de armas cibernéticas que abriu mão de tudo para mudar de vida. Vasily entrou para um monastério e por 20 anos ficou ali, tentando mudar de vida, largar o vício pela guerra e violência que pulsavam em sua veia, mas nas palavras do próprio ex soldado monge, o passado bateu na porta da frente. O monastério é invadido e o monge cai sobre seu vício novamente, matando cada vez mais e de forma cruel, descobrindo o que está acontecendo e encarando dilemas do passado. Vale frisar que a história não é o foco do game por isso não espere linhas de diálogos intermináveis com cutscenes dramáticas. O foco é no gameplay e tudo que é contado por mais legal que seja serve de pano de fundo para a matança, e só.

Vasily é um brucutu que soca e chuta de maneira veloz e também pode carregar os golpes e finalizar os inimigos com um único ataque. Armas podem ser coletadas dos corpos caídos, tanto de corpo-a-corpo como a distância. Eu particularmente usei pouco as armas a distância já que rolar e ir pra cima dos inimigos na porrada era bem mais divertido. A barra de HP é restaurada quando matamos os inimigos e por muitas vezes próximo de morrer minha estratégia foi simplesmente correr para o enxame de inimigos e matá-los o mais rápido possível.

Há também um sistema de parry parecido com a série Batman Arkham, quando o inimigo for atacar existe um momento onde pressionando o botão correto você irá contra atacar, é mais útil do que defender, tendo em vista que a defesa é travada, creio que propositalmente para usarmos o parry e as esquivas que são muito boas.

O jogo segue um sistema de telas, uma mais diversa que a outra onde vamos passeando nos cenários do monastérios, sempre avançando e matando hordas e hordas de capangas. Um ponto fraco é a falta de variedade dos inimigos. Jogos como este geralmente apetecem pela diversão, dificuldade e variedade visual. Aqui temos isso nos cenários… e só. No gameplay você vai estar sempre enfrentando variações dos mesmos inimigos, sempre recebendo armas muito parecidas para usar. Não é algo que estrague a experiência do game, mas é algo que seria simples de corrigir com mais algum tempo de desenvolvimento, pois o game é competente em diversos aspectos. É divertido, mas varia muito pouco.

Os gráficos são excelentes! Games na visão isométrica não são os mais vendidos do mercado e muitos deles são mal feitos e feios. Redeemer não segue essa lógica e todas as texturas, visuais das fases, efeitos de fogo e água, são muito bonitos. O personagem principal é bem modelado e as câmeras de morte são sensacionais.

Igualmente de bom gosto é a voz dos personagens e trilha sonora do game, que passa o tom certo para os momentos certos, empolgando e divertindo diversas vezes. O jogo não possui legendas em português, mas os diálogos e história não importam muito então a ausência da nossa língua mãe não é um problema muito grande.

Redeemer é divertido demais. Pode passar despercebido por muitos mas com certeza é um game que merece ser jogado pela porradaria e diversão.

Pontos Positivos

  • Matar os inimigos é bem divertido
  • Gráficos excelentes para o gênero
  • Enredo simples mas cativante

Pontos Negativos

  • Pouca variedade de itens e inimigos
Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.