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vgBR.com – Videogames Brasil | 16 de dezembro de 2017

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Splatoon 2 – Análise

Splatoon 2 – Análise

Review

Multiplayer competitivo melhorado

Splatoon 2 não é uma revolução mas uma grande evolução e é maior e melhor que o primeiro trazendo boas novidades e partidas muito rápidas e dinâmicas.

Splatoon 2 é a sequência do último grande hit da Nintendo e foi desenvolvido exclusivamente para Switch. O game é uma excelente escolha para quem é fã de jogos focados em multiplayer.

CADÊ O PEIXÃO DOURADO?

Mais elaborada que a campanha do primeiro, o modo traz algumas novidades, como a opção de escolher outras armas além da “metralhadora” e também adiciona várias novas mecânicas que não existiam ou eram bem limitadas no primeiro game.

Como no primeiro o enredo é praticamente inexistente e para engajar o jogador os devs aliaram o excelente gameplay ao level design de altíssimo nível. Esse trabalho somado as várias novas mecânicas fazem com que o game não pare de supreender o jogador com novidades o tempo inteiro. No total são 27 fases e outras 5 de lutas bosses, todas com o esmero e qualidade que vemos em um game da franquia Mario.

O Single leva apenas 6-7 horas para ser completado com todos os colecionáveis mas vale muito a pena ser conferido. Mesmo sabendo que o foco do game é no online é seguro dizer que Splatoon 2 oferece uma experiência solo bem sólida e completa. Não cansa por ser muito longo e não irrita por ser muito curto. A campanha funciona muito bem como tutorial para os novatos.

JORRA TINTA NA MINHA CARA

A grande novidade de Splatoon 2 é o modo Salmon Run, que nada mais é que um modo horda mas bem mais rápido que o padrão e com dificuldade progressiva de acordo com seu nível. No jogo esse modo não é disponível todos os dias pois no “lore” seria como um trabalho “freelancer” ou part-time, muito comum no Japão.

Ao invés de dezenas de ondas de inimigos, aqui o jogo dura apenas 3 rounds e você tem o objetivo de coletar “ovas douradas” que são derrubadas pelos bosses das ondas. Quanto maior teu nível mais complicado e difícil a partida fica e além disso o modo não permite a escolha de armas. Você recebe a cada round uma arma randômica e isso garante que você nunca vai ficar com as mesmas armas na mesma partida.

Falando em armas existem 2 novas e assim como no primeiro elas vão abrindo para compra conforme você passa de nível com seu Squid jogando o modo Turf War (Vence quem pintar mais). Toda a arma comprada vem em conjunto com sub armas (granadas) e armas/poderes especiais. Existem variações dos tipos de armas tanto design como nos conjuntos, cabe ao jogador escolher ao que ele melhor se adapta.

O game também oferece customização de vestimentas e acessórios que também fornecem skills especiais como aumentar o dano, resistencia a danos, andar mais rápido e vários outros. Os equipamentos também tem níveis e vão aumentando o número de skills disponíveis para serem evoluídas conforme você também evolui.

As partidas ranqueadas agora estão separadas por modos e além dela agora temos o modo league que funciona para os melhores jogadores já que exige que pelo menos você esteja ranqueado -B para ser jogado. O mesmo sistema de circulação de mapas do primeiro foi adotado, então a cada 2 horas os mapas dos modos de jogo serão trocados.

Splatoon 2 quase não tem lag, mas as vezes tivemos problemas no matchmaking randômico. Outro probleminha é que de vez em quando acontecem umas desconexões do além, mas não é comum e nem irritante. Assim como ARMS o sistema online funciona muito bem tanto nos modos casuais como nos modos rankeados.

No lançamento temos 8 mapas disponíveis e 5 modos de jogo (Turf War, Salmon Run, Splat Zones, Tower Control e Rainmaker) bem mais do que foi colocado no lançamento do primeiro game. A Nintendo também anunciou que haverá pelo menos 2 anos de atualizações no jogo e isso é muito bom para quem pretende se dedicar.

O maior problema do jogo inteiro é a falta de chat e matchmaking das partidas online in-game. Essas funções estão presentes no app de smartphone Nintendo Online, mas é um serviço muito ruim e além disso não está disponível de forma oficial no Brasil. Felizmente esse problema é facilmente contornável com aplicativos como o Discord ou o próprio Skype, mas isso não anula o fato de que a Nintendo deveria prestar mais atenção nesses detalhes.

MAESTRIA NO JATO

A arte de Splatoon 2 segue a mesma linha do primeiro, esbanjando cultura pop e urbana com o mesmo tom moderno e eletrônico do primeiro. As músicas seguem essa mesma linha e algumas delas são muito boas. Os de efeitos sonoros do game são exemplares, combinando perfeitamente com feedback visual. A Nintendo sempre foi mestra nesse ponto.

Tudo roda a 60 quadros por segundo cravados, sem nenhuma queda, trazendo grande dinamismo e velocidade nas partidas, que sempre são bastante frenéticas. Os modelos dos personagens e inimigos são bem simples, mas muito bem trabalhados e a variedade de roupas, tênis e acessórios é bem grande e raramente você vai encontrar algum Squid igual ao seu.

Splatoon já era um game bem bonito, agora num console portátil é bem impressionante. Não é o game mais bonito do Switch mas é uma obra de arte técnica e com certeza vai deixar impressionado qualquer um que observar o game na telinha.

Splatton 2 é uma experiencia maior e melhor que a do primeiro jogo,  não é um revolução mas com certeza é uma grande evolução. O game traz boas novidades e partidas muito rápidas e ainda mais dinâmicas. O Single Player oferece Level Design de muita qualidade e boa quantidade de horas de jogo (6h à 8h). O multiplayer está bem mais completo e com vários modos de jogo disponíveis desde o day 1.

Pontos Positivos

  • O level design e os bosses da campanha são gloriosos
  • O novo modo horda, Salmon Run, é uma adição muito positiva
  • Multiplayer muito rápido e com o Switch você pode jogar literalmente em qualquer lugar

Pontos Negativos

  • Chat de voz atrelado ao terrível app Nintendo Online
  • Problemas aleatórios no matchmaking desconectando de partidas

Danilo Morim

É Rhazo como um Pires ou A Voz da Rhazão? Trabalha como gamer e dorme com o controle na mão.