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vgBR.com – Videogames Brasil | 21 de setembro de 2017

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Agents of Mayhem – Análise

Pedro Kakaz

Review

Saints Row encontra Crackdown

Agents of Mayhem tem visual interessante com personagens carismáticos, mas gameplay genérico. Se você gostou de Saints Row ou Crackdown pode valer a tentativa.

Agents of Mayhem é o mais novo jogo de ação em terceira pessoa e mundo aberto dos criadores de Saints Row. O game foi desenvolvido pela Deep Silver Volition e distribuído pela Deep Silver, o game está disponível para Xbox One, PS4 e PC.

Saints Row nasceu como um GTA mais despirocado com missões insanas, conteúdo adulto e muita explosão. Se eu fosse definir Agents of Mayhem em poucas palavras, eu diria que é um Saints Row cartunesco misturado com Crackdown (exclusivo do Xbox) com as piadas, explosões, conteúdo adulto porém com personagens mais carismáticos e cheio de referências.

No game controlamos os agentes da MAYHEM, uma organização que tem permissão para fazer tudo, desde que consiga destruir sua rival LEGION. Após os ataques globais da Noite Demoníaca, as cidades do mundo foram tomadas pelos ministérios da LEGION, que tiram seus nomes dos sete pecados capitais e seu líder Morningstar que é uma referência a Lúcifer na Bíblia.Até aqui já deu pra ver que a história do game não é o foco, ela é inteiramente cômica e cheia de referências a filmes de super agentes, zoando o esteriótipo do 007, o agente bonitão que parece ator, ou o esteriótipo do supervilão careca que conta o plano antes de ser derrotado. O jogo é uma paródia do gênero e do próprio Saints Row, com uma história esdruxula que serve mais para momentos cômicos e poses ridículas do que para ser levada a sério.

O game conta com diversos personagens, alguns extremamente carismáticos como a Friday (espécie de Oráculo do Batman que fica dando as missões e etc), o próprio Hollywood que é uma paródia do galã do gênero de filmes de agentes secretos, o Doctor Babylon com os planos mirabolantes e até o misterioso Morningstar, porém alguns personagens (poucos) eu não comprei a ideia da paródia. Persephone por exemplo, líder da MAYHEM é extremamente sem graça e destoa do restante.

Cada personagem jogável possui uma gama de habilidades e equipamentos próprios, além de um visual e personalidade marcantes. Temos o tanque do time, o mais veloz, o que tem mais poder de fogo e todos eles possuem uma gama de especiais que permitem que realizem façanhas, explodir áreas e atordoar inimigos, puxar um inimigo pra perto, etc. Tudo isso influencia no gameplay e na forma de destruir os inimigos e realizar as missões. Não são mudanças drásticas mas algumas diferenças aqui e ali na forma de jogar. O interessante aqui é que podemos trocar de personagem em qualquer momento com apenas um clique, dando uma dinâmica incrível para o game.

Agents of Mayhem é um TPS clássico, a grande maioria das missões consiste em matar hordas de inimigos até chegar em um boss enquanto outras são alcançar pontos distintos e algumas poucas criativas que fogem dessa fórmula. Circulamos pelo mapa de uma nova Seul tecnológica, uma cidade ligeiramente grande onde visitamos pontos distintos conforme o game avança. Por mais que Seul esteja bonita e você note um esforço dos desenvolvedores para dar personalidade a cidade a coisa parece que simplesmente não funcionou da forma como eles queriam. Por diversas vezes me senti simplesmente andando do ponto A ao ponto B em um mapa que parecia mapa de testes, sem vida, sem grandes acontecimentos nem detalhes marcantes, só um monte de construções modeladas e alguns minutinhos andando nesse lugar sem alma. Da mesma forma são diversas missões: basicamente ficar atirando e explodindo um monte de inimigos que não oferecem perigo real, com pouca personalidade em um cenário igualmente sem graça.  É tedioso e acaba tendo um gameplay pouco marcante com uma história que tem que sustentar uma jogabilidade sem graça.

Os personagens são interessantes, com visual e linhas de diálogo engraçadas, tem uma linha de evolução de habilidades e armas muito interessantes em um sistema de arsenal que não só avança quando upamos de nível mas também a cada missão concluída, mas é só. O jogo não oferece desafio em nenhum ponto, os vilões tem personalidade nas cutscenes com falas muito legais, mas no campo de batalha são apenas alvos ambulantes. Minha sensação é de estar jogando um jogo de tiro genérico, onde só aperto botão pra atirar cada vez mais, circulando num cenário que poderia muito bem ser um mapa em branco pois daria na mesma.

Os gráficos são bacanas. A modelagem dos personagens é ótima com expressões faciais e características únicas e tudo é muito colorido e de bom gosto. O gráfico é cartunesco, mas os desenhistas mandaram bem demais, não só nas cutscenes que são animadas a mão, mas durante o jogo em si.Os cenários não são bons no mesmo nível e como já citei, são vazios, sem personalidade e sem textura muitas vezes. Algumas missões você só percorre corredores sem graça, com cores únicas pouquíssimos detalhes. O maior trunfo gráfico do game são os efeitos, explosões, tiros, bombas, luz. É tudo perfeito de encher os olhos.

Igualmente boa é a trilha sonora e a dublagem com vozes e atuações muito bem feitas. Além disso o jogo está legendado em português, então é tranquilo se divertir com a história e linhas de diálogos cômicas.

Agents of Mayhem desperdiçou um ótimo potencial. O game tem um visual interessante com personagens carismáticos e únicos, mas uma progressão de gameplay genérico e sem graça. Poderia muito bem ser um e-sport de sucesso, mas é um game single-player que deve cair no esquecimento.

O código de review foi cedido pelo Gamersgate, loja de games online.Obtenha o jogo aqui

Pontos Positivos

  • Gráficos bons com efeitos de luz e explosões ótimos
  • Trilha sonora e dublagem bem trabalhadas
  • Personagens carismáticos e únicos

Pontos Negativos

  • Jogabilidade fraca, chata e genérica
  • missões repetitivas e um mundo sem alma com um mapa morto

 

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.