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vgBR.com – Videogames Brasil | 22 de novembro de 2017

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Um Comentário

Destiny 2 – Análise

Destiny 2 – Análise
David Signorelli

Review

Melhor que o 1 em tudo

Gráficos na medida, trilha sonora maravilhosa, conteúdo até dizer chega, a Bungie acertou em todos os aspectos e a diversão é garantida.

Desenvolvido pela Bungie e distribuído pela Activision, Destiny 2 é um RPG de ação com uma história épica e muita diversão, sequência de um dos jogos mais emblemáticos da geração passada.

 O ÚLTIMO RITUAL

O primeiro Destiny não conseguiu contar uma história de forma envolvente, deixando muitos jogadores decepcionados com a falta de conteúdo e evolução da história. A promessa inicial de um jogo que durasse 10 anos não se demonstrou viável, mas Destiny 2 aprende com os erros do antecessor e entrega uma campanha sólida nesse aspecto. O jogo começa com a Última Cidade malogrando onde Dominos Ghaul e a Red Legion do Império Cabal vieram para pegar o Traveler (uma esfera gigantesca que flutua sob a Terra) à força e roubar sua luz. Todos os Guardiões perdem sua luz e muitas pessoas são mortas nesse ataque.

Passados esses acontecimentos surge uma espécie de grupo de resistência que nos resgata da morte quase iminente para fazer o trabalho sujo e recuperar a Luz dos guardiões.

Gostei bastante da história de Destiny 2. Como no primeiro, o lore do jogo é contado in-game e não força o jogador a ir atrás dele fora do jogo. No geral os detalhes são muito ricos e existem motivos para as coisas existirem e o estado em que se encontram. Se o jogador seguir a história sem fazer as atividades opcionais é possível terminá-lo em umas 20 horas. Apesar de parecer pouco a jornada é empolgante e o desfecho não vai deixá-lo com um gosto amargo na boca já que a quantidade de modos de jogo online e missões extras vai deixar os jogadores bem ocupados.

VISTA DA ÓRBITA

Os visuais desse jogo são absolutamente incríveis e logo de início na primeira missão/tutorial já somos contemplados com momentos de cair o queixo. Rodando a 30 quadros por segundo na versão base do PlayStation 4 (versão dessa análise), a performance do jogo é estável e não compromete a experiência como um todo. Essa sempre foi uma assinatura da Bungie desde os primeiros Halo e ficamos felizes ao ver que a empresa manteve seu padrão de qualidade para Destiny 2.

São muitos detalhes na tela, diversos efeitos de partículas, ciclo de dia e noite (me pegou de surpresa essa, só ocorrendo depois da missão inicial), texturas muito bem trabalhadas e uma geometria complexa mostram maturidade do estúdio nesse departamento. Deu para perceber que a fidelidade gráfica foi atingida, mas e quanto a parte artística? Simplesmente soberba, pelo menos nos cenários.

Logo nas primeiras missões já vemos uma variedade enorme de ambientes dentro de um mesmo espaço, deixando tudo menos repetitivo e dando a impressão de que realmente aquilo tudo existe ou existiu, dependendo do seu ponto de vista. Algo bem específico, mas que quero salientar é a qualidade do visual do céu (skybox). Sei que a maioria dos jogadores passa despercebido por isso, porém não há como não parar para apreciar a paisagem. O Destiny original já tinha áreas como Venus e Dreadnaught com skyboxes maravilhosos, mas aqui temos a visão definitiva do que a equipe de arte quis mostrar aos jogadores, o céu é literalmente o limite para essa turma.

Para contar essa história épica, Destiny 2 conta com animações em CGI (computação gráfica) de qualidade mediana que não rolam em tela inteira e destoam um pouco do visual geral do jogo. Particularmente não gostei e acho que não havia necessidade delas pois o motor gráfico daria conta tranquilamente de boa parte do que é apresentado nessas animações.

A interface de Destiny 2 foi bem desenvolvida. Pessoalmente nunca fui muito fã de menus de personagens em RPGs ocidentais por serem sempre lotados de informações, porém aqui neste aspecto a situação é outra com menus limpos e objetivos sendo bem intuitivo navegar por eles. Vale lembrar que o menu de personagem pode ser acessado a qualquer momento, sendo uma boa distração durante as enormes telas de carregamento do jogo.

Já falei de cenários, o céu, interface e até as animações em CGI do jogo, mas e quanto a modelagem dos personagens? Olha, o destaque aqui fica mesmo para os inimigos e visual das armas pois os nossos heróis são um meio feios e confesso que isso me decepcionou um pouco.

Muitos podem alegar que se trata de um título em primeira-pessoa e nós vemos tudo sob a perspectiva do herói mas isso é verdade em partes pois existe uma aldeia onde a câmera simplesmente muda para terceira pessoa por questões sociais de interação entre jogadores e é justamente nessa parte que voltamos para a geração passada com modelos fracos e uma animação terrível, com emotes tenebrosos. A evolução demonstrada em todas as outras áreas, infelizmente não chegou nesse aspecto do jogo.

DENTRO DA LUZ

Tiros, raios, explosões, gritos… muito disso foi sentido nos primeiros momentos de Destiny 2, uma cacofonia que me jogou dentro de um filme de ação da melhor qualidade, mesmo rodando direto do som da televisão. A performance dos dubladores só ajudava ainda mais em engrandecer a experiência e é realmente incrível ver o quão longe os videogames foram nesse aspecto.

Eis que ocorre um momento de tranquilidade, onde vagamos vagarosamente pelas montanhas e uma melodia poderosa começa a tocar no fundo e meus ouvidos, já acostumados com a violência de outrora, sentem uma vibração única. Michael Salvatori é o nome do compositor desse grande jogo e esse homem conseguiu trazer uma energia e “epicidade” de forma fantástica para dentro de nossos lares.

A trilha de Destiny 2 é composta de 44 faixas e cada uma foi composta com muito carinho. Não existem músicas apenas com o intuito de encher linguiça e sem sombra de dúvidas estamos diante de uma das melhores trilhas sonoras do ano. Salvatori ganhou um novo fã!

Durante minha jogatina eu resolvi me esconder dentro de uma igreja só para ouvir a música do jogo e mal imaginava que depois de uns 20 minutos a música que tocava se transformou em outra sem motivo aparente. Achei isso muito legal, como se tivesse uma orquestra se apresentando ao vivo só para deleite dos jogadores.

Poderia ficar horas falando do quanto amei o trabalho sonoro de Destiny 2 que me pegou totalmente desprevenido por não estar tão familiarizado com os títulos da Bungie, mas enfim, foi uma grata surpresa!

O SACRIFÍCIO DO GUARDIÃO

Destiny 2 é divertido, eletrizante e posso dizer sem mais delongas, é viciante! Você só vai parar de jogar quando for obrigado pois aqui temos uma infinidade de conteúdo. Não tenho ideia de quantas horas já investi nele (o jogo não mostra), mas tenho certeza que foram muitas e ainda nem cheguei a encostar em tudo que ele oferece.

Aqueles que ainda tem o save do Destiny original poderão trazer o visual do guardião para o 2, só que fica nisso mesmo. Destiny 2 é basicamente uma versão melhorada e expandida do primeiro jogo, sendo um jogo de tiro em primeira-pessoa que incorpora elementos de um jogo online massivo com vários jogadores (MMO).

Também assim como o primeiro, aqui temos atividades separadas em dois grupos distintos, o PvE (jogadores contra inimigos) e PvP (jogador contra jogador).

Antes de mergulhar nesse mundo nós temos que criar nosso guardião, as opções de customização cosmética aqui não é muito abrangente. Existem alguns padrões estabelecidos e terás que se contentar com isso mesmo. São 3 raças disponíveis, 3 classes e mais 3 subclasses, implicando que a limitação de customização realmente só se limita ao visual pois existe uma complexidade bacana no que diz respeito a parte RPG do jogo.

Sim, existe todo um elemento de RPG em Destiny 2 onde nós ganhamos experiência ao destruir os inimigos, ganhando um ponto de atributo ao subir de nível para liberar novas habilidades (únicas de cada classe). Os níveis aqui atuam de forma a nivelar os equipamentos que podemos usar e eles são o que determinam o poder de cada personagem.

Existe uma quantidade enorme de equipamento no game e a variedade de armas é surreal. Além das armas de fogo também contamos com os equipamentos de armadura que são tão importantes pois a inteligência artificial é bem desenvolvida e os inimigos farão de tudo para acabar com você e precisamos ter algum plano de defesa!

São 4 mundos enormes para explorar com eventos públicos acontecendo o tempo todo, atividades de patrulha, diversos tipos de quests opcionais e mini-dungeons. Ao sair da vila e partir finalmente para sua verdadeira missão, terás uma noção boa de como Destiny 2 funciona. O jogo é 100% online, não há como jogar offline e sempre terá outros jogadores explorando os mundos com você. Eu sempre tive preferência por jogos de um único jogador e mesmo existindo essa necessidade, estar sempre online não atrapalhou em momento algum minha diversão, progressão de personagem e imersão portanto não se preocupe que não existe necessidade de socializar aqui.

Claro que para Raids e metagame num geral é recomendado que o jogador pelo menos faça parte de um Clã para que seus amigos possam lhe dar uma mão. Se tratando de um jogo muito popular com mais de 1 milhão de jogadores jogando ao mesmo tempo, Destiny 2 terá vida útil bem longa e ainda existem 2 expansões já programadas para sair.

A ÚLTIMA CIDADE

Que jogaço! A Bungie acertou em simplesmente todos os departamentos e a diversão é garantida. Nunca imaginei que fosse gostar tanto e estou doido pra voltar pois existe muito o que fazer em Destiny 2. Gráficos na medida, trilha sonora maravilhosa, conteúdo até dizer chega, esse é um exemplo de produto de qualidade e não tenho nem como recomendar mais.

Até para você que não gosta de jogos online recomendo experimentar pois a comunidade é amigável e garanto que vais se divertir à beça.

Pontos Positivos

  • Visual soberbo
  • Todo o aspecto sonoro é impecável
  • Um dos jogos mais divertidos que já joguei

Pontos Negativos

  • Telas de carregamento muito longas
  • Qualidade dos modelos dos personagens
  • Jogo 100% online pode desagradar alguns jogadores
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.