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vgBR.com – Videogames Brasil | 20 de outubro de 2017

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Samurai Riot – Análise

Samurai Riot – Análise
Pedro Kakaz

Review

Beat'em up genérico

Samurai Riot é um beat'em up com uma ideia ótima e um execução péssima, repetitivo, sem graça, com gráficos e enredo interessantes.

Samurai Riot é um beat’em up indie com gráficos desenhados, desenvolvido e distribuído pela Wako Factory e está disponível para PC.

Eu curto analisar jogos indies por que eles sempre trazem alguma inovação corajosa para o gameplay, seja um game focado em enredo com história impactante ou um conceito de gameplay pouco explorado na industria e Samurai Riot tenta seguir esse caminho.

Sukane e Tsurumaru são os dois personagens jogáveis, com um mestre que lhes da uma missão de acabar com os rebeldes do império. Ambos seguem o clã da True Honor e fazem de tudo pra cumprir as missões que são dadas, porém algo muda ao fim da primeira missão que pode dar um rumo completamente diferente para a trama. É interessante o fato de Samurai Riot seguir a base dos beat’em up com um enredo simples, porém inovando e dando peso a algo que nunca vi em um jogo do gênero. Aqui você toma decisões que irão impactar no gameplay. Não é um conceito novo e temos jogos triple A com esse sistema, que já é bem difundido, mas implementar isso em um jogo que era pra ser simplesmente “porradinha”, é algo nunca visto por mim.

Você terá de tomar decisões ao longo da jornada, que irão acarretar não só a um final diferente (8 no total), mas também em toda uma gama de fases próprias. Isso não só é interessante e divertido como incentiva o replay muitas vezes. As decisões não são banais e não são esquecidas ao longo do game. É muito bom chegar na última tela e perceber suas decisões impactando no destino dos personagens.

No mais é um game beat’em up como os demais onde você anda em 8 direções (no estilo Final Fight clássico), tem dois botões de ataques que podem ser alternados para fazer um combo bem simplório, duas habilidades especiais e dois golpes mais fortes caso segure o botão de ataque. Você também pula e defende. Os personagens conforme avançam habilitam novas habilidades mas nada muito relevante. Da mesma maneira são as telas, todas iguais com templates de fundo diferentes e inimigos todos genéricos demais. Esse com certeza é o ponto mais fraco do game, fases longas e repetitivas, sem nada de fundo que incite curiosidade, sem obstáculos reais, apenas apertar botão e andar para frente enfrentando uma gama minuscula de oponentes, o que em um beat’em up pode ser a ruína.

Os gráficos estão excelentes para o gênero. Tudo é desenhado a mão, bem colorido e de ótimo bom gosto. O design dos personagens principais são ótimos, em contra ponto aos figurantes e inimigos que são clichês e repetitivos. O game não possui muitos efeitos de partícula e iluminação, mas não fazem muita falta. Mesma coisa para trilha sonora que é desgastante e repetitiva.

O game não está em português, isso é mais um problema para os brasileiros tendo em vista as escolhas que você tem que fazer. Se você não entender absolutamente nada de inglês vai perder a única coisa divertida nesse jogo.

Samurai Riot é um beat’em up com uma ideia ótima e um execução péssima, repetitivo, sem graça, com gráficos e plot interessantes.

Pontos Positivos

  • Gráficos ótimos
  • História divertida
  • Escolhas relevantes com 8 finais

Pontos Negativos

  • Gameplay chato e repetitivo
  • Cenários são sempre a mesma coisa com templates diferentes
Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.