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vgBR.com – Videogames Brasil | 20 de outubro de 2017

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Cuphead – Análise

Cuphead – Análise

Review

Desenho animado jogável

Com um visual único, Cuphead é mais do que recomendado aos que sentem falta da simplicidade dos jogos antigos e estão dispostos a encarar uma experiência muito desafiadora

Cuphead é o aguardado game do Studio MDHR exclusivo da Microsoft nos PCs e Xbox One. Um game que ao mesmo tempo em que tudo é lindo e alegre, nem mesmo as flores te perdoam.

O enredo começa com Cuphead e seu irmão Mugman, jogando dados em apostas, no cassino do Diabo. Após uma série de vitórias, o dono do cassino aparece e o próprio coisa ruim oferece uma aposta com os irmãos em troca de suas almas.

Empolgado com a sequência de vitórias, Cuphead joga o dado sem pensar duas vezes e condena seu irmão e a si mesmo a servirem ao capeta. Desesperados eles fazem um acordo com o capiroto e partem em busca outras almas que lhe são devidas como única opção de redenção.

De volta aos anos 30

Com certeza o ponto de venda do jogo é o seu estilo gráfico único e sua trilha sonora espetacular, que remetem a um tempo onde videogame seria considerado bruxaria e sequer existia. Mas não se engane. Essa arte e música fenomenais são apenas o chamariz para o jogador literalmente fazer um pacto com o diabo, que inclusive é o tema central da trama.

Não foi só visualmente os criadores de Cuphead voltaram no tempo e de forma meticulosa criaram algo único na indústria de jogos moderna. Além da estilística audiovisual mais velha que minha querida vó o game buscou influências retrô até na jogabilidade trazendo na sua essência a simplicidade do início dos videogames.

Eu não preciso dizer que Cuphead é uma obra linda, com trilha sonora impecável, jogabilidade precisa e extremamente bem animado. O que eu preciso dizer sobre ele é que atrás de toda essa beleza de encher os olhos, temos um game tão difícil que quase me fez larga-lo umas 4x de tanta raiva e transtorno que passei.

A parte boa é que ao mesmo tempo que Cuphead é absurdamente difícil, ele é um jogo extremamente justo que vai te ensinar na base da porrada a cada Retry ou Game Over que você tomar na cara.

Eu nunca fui muito chegado na forma de progressão de tentativa e erro ou mesmo nos gêneros nos quais Cuphead se inspirou, mas se tem uma coisa que eu agradeço aos criadores foi justamente terem me tornado um jogador melhor para superar os desafios impostos aqui.

O pacote oferece basicamente três gêneros diferentes:

  • Shoot Them Up (Shmups) ou o famoso “jogo de navinha”. Esse com certeza foi meu fraco e o que mais me espancou durante o jogo.
  • Run and Gun, com jogabilidade estilo os games da série Contra da Konami, que exige bastante velocidade de raciocínio e reflexos bem rápidos. Nessas eu também nunca me dei tão bem, mas consegui me virar razoavelmente.
  • Plataforming Shooter que nada mais é que baseada no glorioso Megaman e também a forma que compõe a maior parte do game. Felizmente aqui eu já tinha mais experiência.

Com Cuphead eu aprendi a lidar com a frustração e a apaziguar meu ódio de forma que nenhum outro jogo me proporcionou. Minha jogatina me levou ao Ragequit. Não me envergonho em dizer que o jogo me fez gritar no travesseiro de raiva e dar socos na parede. Eu fui obrigado pelo game, pelo meu senso de “honra” e pelos meus amigos, a me acalmar e tentar novamente até perseverar.

Eu terminei Cuphead com aproximadamente 10 horas de jogo muito intensas e se você gosta de videogames e está disposto a uma experiência de jogo incrível e única eu recomendo você a fazer o mesmo. O senso de realização após abater um boss que tanto te maltratou e poder finalmente salvar os irmãos Cuphead e Mugman das garras de satanás jamais serão esquecidas. 

Wallop

  • Desenho dos anos 30 jogável
  • Melhor trilha sonora do ano
  • Alguns dos melhores desafios que tive o prazer de enfrentar
  • Criatividade imensa nos temas dos bosses

Don’t Deal With the Devil

  • Não é um jogo para qualquer um
  • Exige extrema paciência e precisão
  • Jogabilidade perfeita, mas sem novidades

Danilo Morim

É Rhazo como um Pires ou A Voz da Rhazão? Trabalha como gamer e dorme com o controle na mão.