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vgBR.com – Videogames Brasil | 19 de novembro de 2017

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Playerunknown’s Battlegrounds, vale a pena?

Playerunknown’s Battlegrounds, vale a pena?
Pedro Kakaz

Playerunknown’s Battlegrounds nem saiu ainda e já ta fazendo muito barulho. O game está em Early Access na Steam e tem batido recordes de compras e jogadores online.

O game se baseia no conceito clássico do Battle Royale, conceito usado originalmente na clássica graphic novel do autor Koushun Takami, conceito usado no filme Jogos Vorazes. A premissa é simples e aqui muito bem utilizada, jogadores se enfrentam até a morte em uma arena onde só restará um único vencedor.

No Playerunknown’s Battleground (PUBG), são 100 jogadores que caem em uma ilha, em qualquer ponto dela, procuram por armas, remédios, veículos e se enfrentam até a morte. A primeira pergunta que fiz a mim mesmo foi “o que me impede de simplesmente deitar no cenário e ficar esperando todo mundo se matar?”. No game existe um gás que vai fechando a área do game e forçando os jogadores a afunilarem cada vez mais, impedindo o camper e forçando movimentação o tempo todo no mapa.

O mais importante do game são os itens espalhados no cenário de forma aleatória, os jogadores começam sem nada além dos próprios punhos, já tive que matar um outro jogador apenas no soco por ter encontrado-o sem ter adquirido nenhum item, hilário. Os itens vão desde armas clássicas, como revólver, pistola, .12, Ak-47, Scar-L até bombas atordoantes, granadas, remédios que curam a vida toda, ataduras que curam até sua vida estar 75% completa, máscara de gás que diminui o dano do gás, veículos para se deslocar mais rapidamente pelo cenário, carros, furgões, motos, gasolina para abastecer os veículos e etc. Todas as armas possuem itens de melhoramento, desde miras (diversas), cartuchos que cabem mais munição, quick draws, silenciadores. Enfim, os itens são seu anteparo de sobrevivência.

Os gráficos do game estão bem mal otimizados, não são feios, mas pedem uma configuração muito alta e mesmo nos melhores PCs o game sofre com queda de frame frequente, um PC que roda The Witcher 3 perfeitamente com gráficos maravilhosos chora com PUBG que nem tem um gráfico maravilhoso, é horrível. O jogo também ainda sofre com muito lag e bugs frequentes, teleportes pelo mapa, lugares que o personagem fica enroscado e não sai mais, etc. Mas uma coisa que eu preciso salientar é o som do game, inacreditavelmente incrível e necessário para um gameplay decente, tudo que seu personagem faz gera um som que vai entregar sua posição, o mapa em si não marca o inimigo, nenhum gadget marca a posição e nem quando tomamos tiro o “sangue” não marca da onde o tiro veio, então tudo que temos para saber se tem alguém ali ou não e onde esse jogador está é o som, e ele cumpre seu papel perfeitamente. O jogo está em português o que facilita o gameplay e o entendimento das regras e mecânicas.

A interface é extremamente porca também, a fonte dos avisos, o leaderboard e os rankings não só são de extremo mal gosto como é tudo travado, o lobby de espera também. Tudo muito feio, travado e com mal funcionamento, eu tenho mais de trinta horas de jogo e o leaderboard e as estatísticas marcaram como se eu tivesse vinte minutos de game, é deprimente.

PUBG está custando atualmente 55 reais na Steam, um jogo que ainda não saiu, sofre com bugs e mal otimizações. É um game incrível mas que dá receio de ficar nisso, de não ter melhoramentos nem crescer como game.

Eu espero mapas novos, modos novos de jogo, gráficos melhores otimizados e etc, se isso se cumprir os 55 reais por ele são baratos até demais. Porém se o game continuar a ser o que ele é hoje, talvez você deva guardar seu dinheiro, pois por mais divertido que seja suas falhas são bastante irritantes.

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.