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vgBR.com – Videogames Brasil | 16 de dezembro de 2017

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Lego Marvel Super Heroes 2 – Análise

Lego Marvel Super Heroes 2 – Análise
David Signorelli

Review

Diversão cooperativa garantida

História divertida, jogabilidade precisa com ótimos gráficos e animações e uma dificuldade bem leve, permitindo que jogadores de todas as idades e habilidades possam se divertir.

Lego Marvel Super Heroes 2 é um jogo de ação-aventura com Lego desenvolvido pela Traveler’s Tales e publicado pela Warner Bros. Interactive Entertainment para Nintendo Switch, Xbox One, PlayStation 4 e PCs. É a sequência de Lego Marvel Super Heroes e o terceiro jogo da franquia Lego Marvel.

Jogos de Lego baseados em franquias licenciadas não são novidade para ninguém. Esses games tem feito a cabeça da criançada (e de toda família) desde 2005 com o lançamento de Lego Star Wars: The Videogame. Gosto muito dos jogos da Traveler’s Tales desde Mickey Mania lá nos 16 bits, passando por Rascal no primeiro PlayStation e chegando nos jogos de Lego nos consoles de 128 bits.

Esse estúdio tem uma forte característica que é a qualidade do visual. Eles sempre prezam muito por isso; Mickey Mania como citado anteriormente já mostrava efeitos raramente vistos em consoles da época, Rascal tinha texturas de alta qualidade e até mesmo Sonic R possuía excelentes simulações de água e metal num console extremamente limitado em matéria de gráficos poligonais como era o Sega Saturn.

O estúdio foi amadurecendo com os anos e quando chegou a vez deles produzirem jogos baseados em Lego, parecia uma escolha perfeita. Lego Marvel Super Heroes 2 é um jogo super bonito, daqueles que dá gosto ver as animações de tão bem feita que ficou a caracterização dos heróis e vilões da Marvel nesse título. Tem carisma transbordando aqui e a atenção para os detalhes das pecinhas evocam um sentimento de nostalgia de quando brincávamos horas e horas com Lego quando criança. Lembro que quando vi o fogo em formato de Lego dentro do jogo já trouxe lembranças de um castelo que tinha, bons tempos aqueles!

Os cenários são muito loucos e passamos por regiões montanhosas, castelos medievais (eba!) até bases subaquáticas. Dá vontade de continuar jogando só para ver onde nós vamos cair na próxima fase. Isso tudo com uma trilha sonora orquestrada de fundo que deixa tudo mais épico e grandioso, lembrando bastante a pegada dos filmes.

Já a fórmula do jogo não teve muitas alterações. Diferente da versão anterior que era basicamente um corredor com um chefe no final, aqui temos diversos segmentos que envolvem quebra-cabeças, exploração e claro, montar Legos para alguma finalidade. É um jogo que fica melhor e mais divertido se jogado em dupla.

Dei tanta risada durante minhas aventuras e não consigo lembrar de quantas vezes estava enfrentando um vilão ou resolvendo algum quebra-cabeças e do nada surge um diálogo que me faz parar para rir. O roteiro é bem escrito e gargalhar com piadinhas leves é algo que não via fazia muito tempo.

Infelizmente na mesma proporção que cai no riso, me irritava com quebra-cabeças mal explicados, diria que até crípticos em grande parte. Como existem muitos personagens (muitos mesmo) e cada um tem suas características próprias, o jogo explica esses sistemas de forma abrupta podendo deixar os jogadores confusos com o que devemos fazer para avançar. Em um momento específico precisava fazer com que o Capitão América jogasse seu escudo contra 2 botões fazendo com que eles ativassem uma porta. Fiquei um bom tempo nessa parte pois o aviso que aparece na tela ficava bem longe de onde eu supostamente precisava estar, o que considero uma falha de design bem notável.

Coisas como essa acontecem de tempos em tempos, mas não chegam a estragar a experiência de forma alguma. O jogo consegue manter o interesse do jogador com situações inusitadas e divertidas, conciliando bem o balanço entre jogatina e animações.

É fácil dizer que Lego Marvel Super Heroes 2 é o maior jogo da série Lego. O vilão Kang o Conquistador criou Chronopolis e colocou diversos mundos um do lado do outro e dando um panorama na nave você consegue perceber bem a bagunça que foi feita. Bagunça que nós jogadores teremos o maior prazer em arrumar, afinal sempre foi divertido colecionar Legos e aqui a experiência continua, de forma digital, mas ainda sim tá valendo!

Tem tanta coisa para fazer nesse jogo, personagens para desbloquear, cheat codes, modos de jogo e por aí vai. Muitas delas você compra com o dinheiro do jogo que são as pecinhas, portanto corra atrás delas e destrua tudo que você vê pela frente.

Existe também um incentivo muito grande de rejogar as fases pois alguns quebra-cabeças só podem ser resolvidos por determinados personagens, especialmente aqueles onde precisamos salvar Stan Lee (sim, ele está aqui). Fique atento aos chamados dele porque costuma ficar em lugares obscuros.

O jogo foi feito pensando nos fãs da Marvel, tanto para aqueles que conhecem de tudo quanto para os que acompanham somente nas telonas. Eu não me considero fã e ainda sim consegui me divertir bastante, fora que aparece cada figura que dá vontade de ir atrás para saber suas origens. Inegável que a Marvel possui um universo extremamente rico e os produtos baseados em suas franquias não param de ser lançados.

Lego Marvel Super Heroes 2 tem uma dificuldade bem leve, permitindo que jogadores de todas as idades e habilidades possam se divertir. Eu não vi um game over sequer e para falar a verdade nem sei se tem game over aqui. Contudo isso me fez perceber o quão bom um jogo desses é para aqueles pais que querem jogar com seus filhos pequenos. Eles podem controlar Hulk quebrando tudo pela frente enquanto o paizão resolve todos os quebra-cabeças, abre portas e aperta os botões, afinal Hulk tá mais interessado em destruir tudo, né?

Fico muito contente em saber que ainda existe espaço para jogos como esse, com uma pegada mais infantil, podendo jogar em duplas no mesmo sofá e ainda tendo uma infinidade de coisas para desbloquear, aumentando o valor do jogo consideravelmente. Os defeitos formulaicos da série ainda existem, mas a Traveler’s Tales continua no caminho certo e espero que voltem a explorar outras franquias, afinal tudo fica melhor, mais divertido e mais engraçado na forma de pecinhas de Lego!

Pros

  • Visual excelente, carismático que mantém a identidade da Marvel
  • Jogabilidade simples e divertida
  • MUITOS colecionáveis!

Contras

  • Quebra-cabeças simples com soluções complicadas
  • Podia ter mais impacto nos golpes
  • Muita coisa bacana escondida por DLC
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.