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vgBR.com – Videogames Brasil | 16 de dezembro de 2017

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GUTS – Análise

GUTS – Análise
Pedro Kakaz

Review

Simples, porém divertido

GUTS tem ótimas ideias, um enredo extremamente engraçado e personagens excelentes mas peca num gameplay simplista e gráficos ultrapassados.

GUTS é um game brasileiro de luta e desmembramento, desenvolvido e distribuído pela Flux Game Studio e está disponível para PC e vai ganhar versões para console futuramente no PS4 e Xbox One.

Eu sou entusiasta de games indie, ainda mais quando são brasileiros. Adoro ter a oportunidade de escrever sobre um projeto que eu sei que foi feito com muito esforço e dedicação pois aqui os desenvolvedores tem muitos desafios para trabalhar com games. Juntando isso com um histórico de jogos de luta que tenho na minha vida gamer, gostei bastante de GUTS ter caído na minha mão pra analisar aqui na vgBR.

Eu sempre começo falando do modo campanha e aqui isso é o maior ponto positivo do game. Ao começar pelo título “Modo História Temporada 50“, o jogo segue a fórmula clássica dos games de luta onde você seleciona um lutador e começa assistindo uma pequena cena explicando mais sobre ele, suas motivações e história, só que de um modo completamente diferente. Em GUTS todos os personagens são chacotas e esteriótipos invertidos, extrapolados e completamente politicamente incorreto. Coisas como dublês que entraram para o mundo porno, pastor de igreja marombeiro, redneck que entra pro Green Peace para proteger as árvores e cortar depois, etc… Os personagens são todos extremamente engraçados e bem caracterizados e a interação que tem uns com os outros e com seus nemesis diverte bastante. São 9 personagens únicos em um universo ultra consumista futurista onde a carnificina na TV é liberada como um modo de acalmar a população. Os participantes do GUTS são como rockstars, que irão lutar até a morte nas arenas desse esporte violento.

Diferente dos outros games do gênero aqui seu personagem não possui uma barra de vida e é impossível vencer seu adversário apenas nos combos e porradas. A única forma de vencer seu oponente é desmembrando ele inteiro, arrancando as duas pernas, dois braços e desferindo um golpe final. Existem duas maneiras principais de fazer isso, uma através dos chamados golpes “GUTS” que são barras de energia que completam com combos e quando ativadas fazem o personagem desferir um golpe especial que arrancará um dos membros do adversário. A outra maneira são as armadilhas espalhadas pelos cenários que conta com serras gigantes, lâminas que rodam no céu entre outras maldades. Isso inicialmente foi uma mecânica interessante mas que logo perdeu o sentido pra mim já que as lutas podem se tornar exaustivamente longas caso você e seu adversário aprendam a escapar dos golpes “GUTS” um do outro.

Cada personagem possui uma gama de golpes próprios, mas nada que mude radicalmente o gameplay. Basicamente você realiza combos simples pra encher a barra de e desmembrar o adversário. O game tem uma maneira de tentar acelerar as coisas, caso o combate se prolongue o jogo dropa itens pelo cenário e corta recurso dos jogadores, mas também nada fantástico. O gameplay é simples e intuitivo, lembrando mais a mecânica de party games como Super Smash Bros à jogos de luta competitivo como Street Fighter.

O jogo possui outros modos, como multiplayer local e online, um modo arcade entre outros. O multiplayer online é problemático e não encontrei partidas mesmo buscando por bastante tempo. Com isso o multiplayer local e o modo história acabam sendo o maior atrativo do game até o momento.

Agora vamos ao maior defeito: os gráficos são bem ruins. GUTS aposta numa modelagem 3D sem vida onde os personagens tem carisma mas são todos muito tortos e congelados. Eu sei que parte disso pode ter sido proposital para dar certa graça mas surtiu um efeito contrário em mim e creio que o gráfico será um repelente pro game e pode desagradar muitos jogadores. Sempre falo que não sou graficista, mas a parada é de mal gosto mesmo. Pra não ser totalmente maldoso eu curto as cores mais vivas e gritantes, o sangue jorrando a cada golpe, mas os personagens e cenários são modelados de forma a me lembrar o pior da fase do PS1.

Já na parte sonora, o game é muito bom e as dublagens são engraçadas e caricatas. Não preciso dizer que o game está totalmente em português e as linhas de diálogos são muito boas.

GUTS é simples, divertido mas é feio. O jogo tem ótimas ideias, um enredo extremamente engraçado e personagens excelentes mas peca num gameplay simplista e gráficos ultrapassados.

Pontos Positivos

  • História sensacional
  • Personagens muito bem caracterizados
  • Linhas de diálogos engraçadas

Pontos Negativos

  • Gráficos ruins e de mal gosto
Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.