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vgBR.com – Videogames Brasil | 16 de dezembro de 2017

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DOOM (Nintendo Switch) – Análise

DOOM (Nintendo Switch) – Análise

Review

Port do capiroto

A grande vantagem de DOOM no Switch é a portabilidade. Visualmente não faz feio, principalmente no modo portátil, mas é visível a queda comparando com as outras versões.

O port de DOOM para Switch é muito bom mas não é livre de falhas. O game que foi lançado ano passa impressiona por rodar de forma mais que satisfatória num portátil, mas essa limitação também cobrou seu preço. Leia nosso review de DOOM nas outras plataformas.

O PORT PARA O PORTÁTIL

Se você é aquele tipo de jogador que adora uma experiência cinematográfica, com uma história bem contada, personagens bastante desenvolvidos, cutscenes bem atuadas e script de primeira linha saiba que DOOM não oferece nada disso.

Na verdade, o game oferece uma experiência totalmente contrária a essa proposta já que todas as cutscenes, diálogos e personagens são apenas pano de fundo para você explodir, fuzilar, picotar e esmerilhar as bestas infernais das formas mais violentas possíveis.

Em poucas palavras o enredo de DOOM nada mais é que uma desculpa para ver muito sangue, carnificina, tripas e outras coisas que não são de Deus.

O foco do game é 100% no gameplay e na experiência de jogo. Para isso ele mistura a clássica jogabilidade oldschool da série com algumas mecânicas modernas. Dos tiroteios até a exploração, tudo é resgatado dos anos 90 e repaginado para 2016.

Em termos de mecânicas e jogabilidade a versão de Switch é idêntica as outras. Os tiroteios, as armas, o level design, os inimigos, os bosses, a exploração, as plataformas e a progressão, são todas mecanicamente idênticas.

O Level Design primoroso e não linear não ter sido modificado nesta versão é excelente porque a exploração é uma das melhores coisas do game. Inclusive explorar se torna uma necessidade nos níveis mais difíceis, pois permitem evolução mais rápida no personagem. Os mapas continuam enormes e cheios de segredos.

A EXPERIÊNCIA

Comparando com um PC rodando o game no Ultra a versão de Switch não me decepcionou e na maior parte do tempo ficou fluída e bela. Aproveitei bem mais o modo portátil.

Das qualidades visuais foram mantidas muitas coisas como os assets, texturas e a modelagem. O downgrade mesmo ficou mais visível na resolução, nos efeitos, na iluminação e principalmente na taxa de quadros que nem sempre é estável mesmo travada na taxa de 30.

Os sons e as músicas continuam excelentes e servem muito bem seu proposito. Nos combates temos acordes de metal pesado e na exploração os sons de sofrimento e agonia servem para ajudar na imersão.

A ambientação é muito boa e você se sente no meio do inferno lutando contra o apocalipse satânico. Como eu disse antes o enredo jogo é bem minimalista focando o jogador 100% na experiência de jogo.

As 5 dificuldades foram mantidas e o modo arcade está disponível. Eu joguei no “Hurt Me Plenty” pois achei que os modos acima estavam causando mais quedas no framerate, problema que foi confirmado pela Digital Foundry em sua análise técnica.

O modo arcade é uma adição muito bem-vinda e bastante divertida para quem quer apenas passar o tempo massacrando hordas de inimigos nas melhores arenas do jogo. Quando joguei e fiz a análise no ano passado esse modo ainda não estava disponível.

ONLINE

O modo competitivo de DOOM é o clássico shooter em formato arena, que há anos não dava as caras na indústria. Infelizmente o modo é tão clássico que é impossível não o classificar como genérico.

Não é de forma alguma ruim, mas também não posso considerá-lo bom. O modo cumpre seu papel e usa bem a vantagem da portabilidade do console, principalmente por ser o único jogo do gênero com suporte a tiroteios competitivo no novo sistema da Nintendo.

Mas eu não me prendi nele nem no lançamento do game ano passado e também não quis progredir muito no Switch. Se você gostava de Quake e Unreal acredito que seja bem mais divertido se prender no modo online do que foi para mim.

A versão de Switch de DOOM tem alguns contras e apenas um pró. O game não roda nos fluidos 60 FPS e mesmo estando a 30 de vez em quando ainda rolam quedas. Visualmente não faz feio, principalmente no modo portátil, mas é visível a queda comparando com as outras versões.

A grande vantagem dessa versão para quem nunca jogou ou quer jogar novamente é a portabilidade. Sinceramente, além dessa vantagem eu não vejo nenhum outro benefício para quem pode jogar o game em outra plataforma.

DOOM é um dos melhores shooters dos últimos 20 anos e se você ainda não jogou e gosta de FPS recomendo fortemente ir atrás imediatamente, não importando a versão que você vá jogar.

PRÓS

  • Jogar DOOM em qualquer lugar, principalmente arcade
  • Visualmente é bem impressionante no portátil
  • Level design continua dos melhores

CONTRAS

  • Travado nos 30 frames e as vezes rolam quedas
  • Visuais e performance no dock são inferiores
  • Multiplayer continua sem sal

Danilo Morim

É Rhazo como um Pires ou A Voz da Rhazão? Trabalha como gamer e dorme com o controle na mão.