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vgBR.com – Videogames Brasil | 22 de Janeiro de 2018

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Um Comentário

Golem Gates – Análise

Golem Gates – Análise
Pedro Kakaz

Review

RTS + Card Game

Golem Gates é competente no gênero, misturando card games e estratégia em tempo real. Está em acesso antecipado mas tem potencial pra ser um ótimo game em sua versão final.

Golem Gates é um game de estratégia em visão isométrica com elementos de card game, desenvolvido e distribuído pela  Laser Guided Games e exclusivo dos PCs.

Dois gêneros muito bem consolidados no mercado são os RTS (estratégia em tempo real) e os card-games. Que tal um game que mistura ambos os conceitos com elementos de RPG e Cyberpunk? É exatamente o que Golem Gates faz.

Vale lembrar que o game ainda está em Early Access, então essa é uma análise prévia.

O modo campanha não está disponível ainda mas podemos esperar algo dai tendo em vista que o game aposta em um lore interessante sobre entidades criadoras de vida, misturando tecnologia com uma pegada cósmica bem massa. Ao invés disso o modo “inicial” é um tutorial interessante que te explica as mecânicas de maneira bem clara e objetiva. Diferente de alguns games de estratégia que já tive a oportunidade de fazer análise, o modo tutorial de Golem Gates é extremamente pontual, rápido e até divertido.

O game é um RTS mais dinâmico, diferente de Age of Empires e outros jogos do gênero. Aqui não é necessário recursos e construções para montar suas unidades, o único recurso necessário é energia disponível. Essa energia é coletada em maior quantidade e velocidade (automaticamente) quanto mais pontos conquistarmos no cenário. Com essa energia podemos utilizar os cards (chamados de Glyphs) para gerar unidades de combate, corpo-a-corpo, longa distância, maquinário de defesa e até castar magias para mudar o rumo de um combate diretamente, bufar criaturas aliadas e nerfar unidades inimigas. Então basicamente o game é, um cenário repleto desses postos de energia, jogadores que através dos Glyphs criarão unidades para dominar esses postos, gerando mais energia, mais unidades, buffs e etc, montando estratégias para minar o oponente e enfim destruir os chamados Harbinger.

Esses Harbinger são uma espécie de rei do game de Xadrez, ele se movimenta e é extremamente poderoso, mas quando for derrotado o jogo acaba. Ele também tem outra característica do rei do Xadrez, ele é extremamente lento e o melhor a se fazer com ele é deixar ele em um local específico lotado de unidades de defesa em volta (as torres do Xadrez pra exemplificar). Claro que dependendo do seu deck de Glyphs sua estratégia pode ser diferente. Vi jogadores que atacam com seus Harbinger, jogadores que escondem ele e reforçam o cenário a sua volta, etc. O game é focado em combates dinâmicos e estratégicos, nada de perder tempo construindo casa, nem coletando madeira, é tiro e porrada pra todo lado o tempo todo. Inclusive o mapa é bem menor se comparado a qualquer RTS do mercado, justamente para incentivar encontros diversos em vários pontos do mapa simultaneamente. O sistema de jogo no geral é bem parecido com o modo Blitz de Halo Wars 2.

O game conta com 100 Glyphs até o momento, os desenvolvedores prometeram uma maior variedade no lançamento oficial e nas atualizações. Diversos cenários também estão disponíveis mas ainda são poucos modos. O foco é o modo online e é o único jogável até o momento. Nele você pode optar pelo clássico 1×1, onde dois jogadores se enfrentarão nessa arena com seus cards e estratégias próprias, mas um modo 2×2 e 4×4 também está disponível, porém não encontrei jogadores online o suficiente para testa-los, o que é um problema considerável.

Os gráficos são muito bons, as modelagens das unidades e dos Harbingersão extremamente de bom gosto, mas o primor mesmo são os efeitos, iluminação, sombra e as magias. Os Harbinger tem uma espécie de buraco negro em volta e na cabeça, com um efeito muito bom. O cenário também é muito diverso, texturas limpas sem serem lavadas, as cores bem vivas para diversificar as unidades inimigas das aliadas. Outra coisa muito legal é a sonorização, músicas (épicas e tensas ao mesmo tempo, um primor) e as vozes dos golems e tal, essa parte do game é impecável não tem o que reclamar, para o gênero RTS é tudo muito bem feitinho. O game não está disponível em português e isso é meio decepcionante tendo em vista o modo campanha que virá futuramente.

Golem Gates é competente no gênero, um game interessante com muito potencial mas com pouca gente disponível para partidas no momento fico aguardando ansiosamente pela versão final.

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.