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vgBR.com | 20 de junho de 2018

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Auto Age: Standoff – Análise

Auto Age: Standoff – Análise
Pedro Kakaz

Review

Twisted Metal Cell Shaded

Auto Age: Standoff é um game divertido com gameplay afinado, que peca no visual dos personagens mas com uma trilha sonora empolgante.

Auto Age: Standoff é um game de ação indie competitivo com foco no multiplayer, o game foi desenvolvido e distribuído pela Phantom Compass e está disponível para Steam.

O mercado dos jogos online cresceu de forma absurda na última década e não é surpresa pra ninguém que algumas empresas foquem seus esforços nessa modalidade. Auto Age: Standoff tenta pegar uma parcela nessa onda.

O jogo não possui enredo assim por dizer, mas algumas linhas de diálogo ambientam o universo do game que é basicamente um Mad Max com um pouco mais de tecnologia. Para restituir a nova America você vai tomar o lado de um dos dois personagens foco da trama, Dark Jaw é uma espécie de esqueleto do He-Man com sua frota de pessoas cheia de cicatriz e cabelos estranhos e do outro lado a mocinha Val Vega que é o lado bom da parada, mas na real isso tudo é bem irrelevante para o game em si. A ambientação em si eu curto, futuro distópico desértico, estradas destruídas e carros malucos com armas gigantes. Pra que linha de diálogo com um cenário desses?

Eu vou começar dizendo o que pode incomodar a maioria das pessoas aqui: O visual do game é muito de mal gosto. Os gráficos in-game não são de todo ruim, as modelagens dos carros são feitas com uma mistura de esforço e bom gosto, não são gráficos AAA obviamente mas nada a reclamar. O design das telas e os efeitos das habilidades dos carros, até ai nada a reclamar. As sombras e luzes são competente e cores bem gritantes. O negócio fica feio mesmo quando mostram algum personagem marcante do game e nas linhas de diálogos, as “cutscenes” que apostam num estilo de quadrinho com imagens estáticas em movimento no pior estilo Thor dos anos 80 na TV aberta.

Os personagens não são modelados em 3D, o game aposta num traço desenhado estilo cell shading, mas é muito de mal gosto com traços genéricos e as vezes até mal desenhados. As cores são chapadas sem volume e os personagens extremamente sem personalidade. Isso me incomodou tanto nos primeiros minutos que já estava pronto pra falar muito mal do game, pronto pra não gostar de nada que viesse após isso. É feio e assusta fazendo qualquer um duvidar da integridade do game inteiro já que isso aparece nos primeiros minutos.

Mas foi ai que o game me surpreendeu positivamente: o gameplay é muito divertido! Não é uma proposta completamente inovadora, uma arena, carros com habilidades diversas e destruição. Lembra muito Twisted Metal do PlayStation. O game possui alguns modos, como Free For All onde é cada um por si na arena. Um modo de hordas cooperativo onde você e mais quatro amigos tentam ficar vivos o máximo possível e Point Capture que é basicamente capturar pontos específicos da arena. O game possui 7 arenas diferentes, mudanças legais mas nada radical, visual, curvas e picos diferentes são a principal mudança.

O gameplay é muito polido e os controles funcionam perfeitamente. A melhor coisa é fazer as curvas usando o freio de mão, usar as habilidades do carro para matar os adversários, um game que proporcionou horas e horas de diversão. A trilha sonora também está incrível, com mixtapes feitas por 20SIX Hundred, Skull Fist, Stilz, e TWRP, batidas insanas em uma mistura incrível de música (e visual) dos anos oitenta com um futurista bizarro.

O jogo traz bastante conteúdo para fazer o seu carro o mais personalizado possível, não só visual mas otimização e são mais de 20 tipos de veículos com 30 armas diferentes pra você fazer os combos mais úteis. Carros mais pesados com mais life e movimentação menor com armas mais rápidas, carros mais leves com armas que atiram melhor de longe e assim por diante.

Auto Age: Standoff é um game divertido com gameplay fantástico, que peca no visual dos personagens mas com uma trilha sonora empolgante.

Pontos Positivos

  • Jogabilidade precisa e divertida
  • Trilha Sonora de qualidade
  • Variações de carros

Pontos Negativos

  • Modelos meio ruins podem afastar inicialmente
Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.