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vgBR.com | 20 de junho de 2018

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The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia – Análise

David Signorelli

Review

RPG com Beat'em Up

Uma pegada simples, história despretensiosa e gameplay divertido em 60 FPS que faz você não querer largar o controle. Recomendado para os fãs do anime.

O mais recente exclusivo da Bandai Namco para o PS4The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia é baseado em um mangá de mesmo nome. Eu estou bem por fora do mundo dos animes/mangás e desconhecia essa série até então, soube que pelo menos o mangá faz um relativo sucesso no Japão.

Aqui temos um jogo de luta com elementos de RPG e Beat ‘em Up no estilo Dynasty Warriors, e não sei se esse gênero foi a melhor escolha para adaptação do mangá, no entanto confesso que gostei dele muito mais do que imaginava.

RPG E LUTA?

O modo principal de jogo é o Adventure, onde controlamos Meliodas, um dos sete personagens que representam um dos sete pecados capitais, sendo Meliodas o pecado da Raiva e ele parte em uma aventura com seu fiel amigo porco em busca dos demais pecadores.

Esse modo funciona como se fosse um mini-RPG onde podemos explorar um mapa mundi em busca de novas quests e se desejar é possível encarar desafios opcionais como lutas contra uma quantidade de inimigos ou mesmo coletar itens. As recompensas destes desafios vem em forma de itens que podemos usar para melhorar os atributos dos nossos personagens ou mesmo habilidades passivas, como aumentar consideravelmente a velocidade pelo qual andamos pelo mapa e acredite, vêm muito a calhar.

Por ser fã de RPG me diverti demais grindando e fazendo todos os desafios opcionais que apareciam. Com certeza se não tivesse esse modo com certeza o jogo perderia bastante apelo pois somente a história em si não tem muita graça para quem desconhece o mangá.

As lutas propriamente ditas são bem simples, mas bem divertidas por sua velocidade e o fato do controle funcionar super bem. Não tem nada de muito complexo no sistema de luta, existem 2 botões de ataque simples e um de projétil, cada personagem também pode ter até 3 ataques especiais que são desferidos ao segurar o R1 e depois apertando um dos 3 botões de ação, excluindo o botão de pulo.

Os cenários também tem um papel importante pois eles são praticamente todos destrutíveis e o jogo incentiva você a fazer isso já que dentro deles podem existir itens ou mesmo pedras mágicas que tem efeitos diversos. Se prepare para combates mega caóticos pois o jogo é muito rápido até para quem está acostumado com jogos semelhantes como Dissidia NT ou os jogos da série Naruto Storm. Aqui não dá para tirar os olhos da TV!

Em matéria de dificuldade no começo vai parecer o jogo mais fácil do mundo, mas não se engane que se você negligenciar os equipamentos terá que suar para encarar os desafios posteriores. Recomendo fortemente que não deixe para trás as sidequests.

Fora do modo Adventure também contamos com o modo Duel que como o nome diz, podemos travar lutas simples contra a CPU, contra um amigo ou mesmo Online, podendo utilizar os personagens e cenários que são desbloqueados no modo Adventure, bem básico!

TECNICAMENTE MEDIANO

Acho que ninguém esperava um primor gráfico nesse título e definitivamente ele não é. Os cenários são bem coloridos e detalhados, usando algumas texturas de boa qualidade e efeitos especiais como névoa.

Pessoalmente gostei bastante do visual do mapa-mundi, parece bastante aqueles RPGs clássicos da época do PS1 só que com um toque da nova geração, pena que fugindo dos cenários os personagens são bem mal feitos com poucos polígonos e uma péssima decisão de não fazer eles em cel shading, o que ficaria muito melhor para um game baseado num anime.

Agora a performance… caramba, 60 quadros na maior parte do tempo e loadings quase imperceptíveis. Fazia tempo que não parava pra pensar como os loadings dos jogos atuais estão gigantes e esse game coloca essa questão em perspectiva pois os desenvolvedores parecem não se preocupar tanto com isso atualmente.

O jogo é inteiramente dublado em japonês e acredito que devem ter utilizados os dubladores originais pois a qualidade é excelente.

Outro aspecto de alto nível são as músicas. Já coloque seu melhor fone e abaixe o volume das pancadas pois senão vai tá perdendo uma das melhores partes desse jogo.

DIVERTIDO PRA CARAMBA

É, eu me diverti e continuo me divertindo com Knights of Britannia. O jogo tem uma pegada simples com uma história bem despretensiosa que faz você não querer largar o controle. É um game de orçamento baixo sim, mas definitivamente não significa que foi feito com desleixo. Imagino que se eu gostei bastante para os fãs do mangá deve ser imperdível. Agora me deem licença que preciso confessar meus pecados!

Pontos Positivos

  • Modo RPG divertido
  • Combate descomplicado
  • 60 quadros e loadings dinâmicos
  • Ótima trilha sonora

Pontos Negativos

  • Gráficos poderiam ser em cel shading
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.