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vgBR.com | 22 de outubro de 2018

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Final Fantasy XV: Royal Edition – Análise

Final Fantasy XV: Royal Edition – Análise
David Signorelli

Review

A versão definitiva de Final Fantasy XV

A versão definitiva do game e merece ser jogado até por quem já tinha detonado a original. Novos episódios e muito conteúdo adicional, além de vários bugs arrumados e todo balanceamento necessário.

Final Fantasy XV já não é mais o mesmo, com o lançamento de Royal Edition, a Square-Enix traz para os jogadores a versão mais completa desse excelente game. Durante o ano de 2017 o jogo base sofreu diversas mudanças, algumas sutis e outras bem drásticas, fora adições que deixaram a experiência ainda mais bacana.

Irei traçar algumas comparações com o jogo na sua versão de lançamento (o da análise original) com o que temos na Royal Edition, certo? Vamos lá!

A exploração como um todo teve diversas melhorias, agora existem bem menos paredes invisíveis e até podemos transformar Regalia em um carro estilão Monster Truck, com direito até a botão de pulo! Isso permite ir totalmente off-road, sem precisar ficar preso nas estradas. Falando em exploração, Insomnia agora é muito maior e tem diversas quests novas, dando mais motivos para fuçar de ponta a ponta. Para aqueles que querem ainda mais imersão podemos jogar o jogo inteiro em primeira pessoa, algo fica bem esquisito durante os combates, mas é divertido explorar os belos cenários do game nessa perspectiva. Lugares como Altissia e Duscae são sempre um colírio.

A parte das Hunts também melhorou onde antes era permitido pegar uma Hunt de cada vez e agora o limite é de 10, deixando tudo mais dinâmico e sem necessidade de ficar voltando toda hora para pegar mais caçadas.

Mas uma das maiores mudanças ficou mesmo na parte do combate. O Arminger teve um belo upgrade e agora podemos escolher qualquer um dos personagens para lutar, bastando destrancar uma habilidade no menu. O jogo muda muito quando jogado assim e cada personagem é completamente diferente e as estratégias possíveis são praticamente infinitas. Logo no começo resolvi testar isso contra um Bandersnatch que no nível que estava era praticamente impossível de derrotá-lo, eis que peguei Prompto e fiquei atirando nele de longe até que o bichano morresse. Definitivamente parece que estou jogando outro jogo.

A melhor parte do pacote todo são sem sombra de dúvidas os episódios adicionais de cada um de seus amigos. Não dá nem para dizer que são extras de tão essenciais eles são para a história. Episode Gladio coloca Gladiolus em uma busca de autoconhecimento e acaba encontrando o lendário Gilgamesh no meio do caminho. Com Gladio jogamos de forma muito diferente de Noctis, aqui fica um lance mais hack ‘n slash com parries e até chefe opcional. Na trilha sonora cada um dos episódios teve um compositor diferente e Keichi Okabe ficou encarregado do Episode Gladio. Ele é o compositor da série NieR e nem preciso dizer que as músicas são perfeitas. Se prepare para ficar arrepiado ao ouvir a versão dele de “Battle on the Big Bridge”, o tema de Gilgamesh que apareceu originalmente em Final Fantasy V.

Episode Prompto é o mais diferente dos 3 já que o personagem Prompto usa armas de fogo e por isso seu controle funciona como um TPS, tendo que pegar munição e tudo. Esse episódio se passa em Nifelheim e Aranea aparece para ajudar. O cenário é basicamente montanhas de gelo e bases, e Prompto utiliza de um snowmobile para se deslocar, podendo até desferir tiros a bordo da máquina. É com certeza o episódio com mais conteúdo, tendo várias quests e inimigos secretos. O compositor aqui é Naoshi Mizuta que produziu a trilha sonora de Final Fantasy XI e o tema desse episódio “Home, Sweet, Home” é tão bom quanto as melhores músicas do jogo principal.

Episode Ignis é sem sombra de dúvidas o melhor deles e diria que é até melhor que boa parte do jogo normal. Ele se passa em Altissia e controlamos Ignis com suas adagas mágicas. Ele é muito ágil e pode usar uma espécie de grappling hook para navegar rapidamente pelos prédios, lembrando bastante outro jogo da Square-Enix, o Just Cause. A conclusão desse episódio já vale o preço do pacote. A trilha sonora aqui é composta por Yasunori Mitsuda, o lendário compositor por trás de jogos como Chrono Cross e Xenogears.

Cada um desses episódios tem em média de duração umas 2 horas, sendo Episode Prompto um pouco maior. Eles são realmente uma experiência que enriquece Final Fantasy XV de forma espetacular.

Como se já não fosse muito, ainda temos a expansão de Multiplayer Online chamada de Comrades. Lá criamos um personagem que tem a missão de proteger Eos durante o World of Ruin, nesse modo super robusto podemos fazer quests e se tornar um Glaive assim como Nyx  (protagonista do filme Kingsglaive: Final Fantasy XV) foi. Diversão garantida nesse modo e ainda conta com chefes inéditos.

Alguém falou chefes inéditos? Sim, vários chefes foram adicionados nesse pacote, sendo a maioria em Insomnia e é um mais difícil que o outro o que é muito bom para aqueles que reclamavam da dificuldade baixa do jogo original. Claro que tem muita coisa que poderia ter sido arrumada no entanto podemos afirmar que a Square-Enix ouviu atentamente seus fãs e tem feito o melhor possível.

Um mega bestiário foi adicionado, dando ainda mais qualidade para explicação do lore e o mais legal é que ele faz uma comparação do Noctis com o tamanho real das criaturas, dando uma ideia bem bacana de escala. Para quem quiser controlar o barco agora, aproveite que tem muitos novos peixes para pegar.

Por fim ainda temos muitas cutscenes novas durante o curso normal do jogo, que explicam melhor alguns furos que o original deixou, com destaque pro final que logicamente não irei falar!

Quem não tem Final Fantasy XV nem pense em pegar a versão normal pois a Royal Edition é a versão definitiva do jogo e merece ser jogado até por quem já tinha detonado o original na época do lançamento. Vários bugs foram arrumados e todo balanceamento necessário definitivamente ocorreu.

Pontos Positivos

  • Conteúdo extra de qualidade
  • Muitos bugs corrigidos
  • Melhorias significativas

Pontos Negativos

  • Os episódios adicionais tinham que acontecer de forma natural no jogo, ter que escolher em um menu perde um pouco da expectativa
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.