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vgBR.com | 22 de setembro de 2018

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Manticore: Galaxy On Fire – Análise

Manticore: Galaxy On Fire – Análise
Átila Graef

Review

Batalhas espaciais em 60 FPS

Manticore: Galaxy on Fire traz ótimos gráficos, mas sua essência ainda é a de um game de celular. Se você está carente de um Starfox vai encontrar algumas horas de diversão, mas não espere muita profundidade na jogabilidade.

Galaxy on Fire é uma série de jogos de combate espacial da Fishlabs, uma subsidiaria da Deep Silver, responsável por desenvolver games para smartphones. A franquia consiste em Galaxy on Fire 3D, Galaxy On Fire 2, com duas expansões, e Galaxy on Fire 3: Manticore.

Existem algumas versões diferentes dos jogos dessa série, incluindo versões HD para smartphones e até mesmo PCs, mas vamos falar de Manticore: Galaxy On Fire, a versão de Switch que é baseada no último jogo para smartphones, Galaxy on Fire 3.

Em sua essência, Manticore é um daqueles ports melhorados de um jogo de sucesso nos smartphones algo que não é uma coisa ruim, já que portar um game de celular para um hardware mais poderoso permite que os desenvolvedores expandam a visão inicial do jogo e melhorem a experiência de várias maneiras.

A história não é particularmente envolvente mas serve de pano de fundo para marcar seus próximos passos ao longo da aventura. A trama de Galaxy on Fire ocorre em uma galáxia fictícia governada por quatro grandes facções: Terranos, Nivelians, Midorians e Vossk. O enredo gira em torno de Keith T. Maxwell, um ex-Comandante da Frota Terrana que agora ganha seus créditos como mercenário ajudando a quem pagar mais. Os jogadores são recrutados para a equipe titular Manticore Mercenary e uma explosão gigante causada pelo elemento volátil Glow coloca o setor Neox no caos total, matando muitos. Você terá que seguir as pistas para encontrar os culpados, encontrando outras tripulações de mercenários e vários piratas ao longo da jornada.

Basicamente as missões consistem em correr contra o relógio, proteger algum comboio ou sobreviver numa arena de combate e geralmente terminam contra um chefe no final de cada estágio. Após as missões você pode explorar a área para encontrar mais equipamentos para a sua nave e arquivos de inteligencia. Infelizmente a estrutura das missões acaba meio repetitiva devido a base vir de um game de celular.

Mas a jogabilidade é precisa e competente. O controle esquerdo controla câmera e direção da nave, enquanto o direito é usado para aumentar, diminuir a velocidade e mandar uns barrel-rolls ao melhor estilo Stafox. Armas e disparos são ativados com os gatilhos e ao atacar outra nave, os jogadores terão que mirar em um local marcado à frente do inimigo para atingi-lo, algo que faz sentido levando em consideração a trajetória dos disparos e coloca um elemento de balística atrelado a jogabilidade.  No total são nove espaçonaves de combate para escolher, todas com estatísticas exclusivas e permitem modificar a arma principal, secundária, foguetes e habilidades especiais.

O maior problema do jogo se encontra na dificuldade desbalanceada e na falta de um checkpoint antes dos chefes. Enquanto os inimigos comuns dos estágios não são nada desafiadores, a dificuldade aumenta bastante durante os chefes. Alguns chefes de fase recuperam vida e os escudos de suas naves durante os conflitos, o que torna a experiência frustrante após algumas tentativas já que os escudos inimigos são muito mais fortes do que os seus e aguentam muito mais disparos. Tive batalhas de mais de 10 minutos que acabaram com o inimigo recuperando as energias de sua nave umas três vezes e eu não podia fazer o mesmo. Perdeu a batalha para o chefe? Que tal começar a fase desde o inicio, repetir todos os objetivos e matar todos os inimigos fáceis novamente? Parece divertido? Não né?

Graficão no Switch

Manticore tem em uma das suas propostas entregar belos gráficos em 60 quadros por segundo no Switch, uma tarefa digna dos melhores estúdios da Nintendo. De fato o jogo mantém a taxa de quadros estável com ótimos gráficos para o portátil. Ainda que a geometria seja mais limitada o game fica lindo tanto na tela do Switch em modo portátil, quanto ligado na TV em modo dock. Há inclusive uma função de pausar a ação e deixar a câmera livre, algo que seria equivalente aos famosos modos de Foto, muito comuns nos games do PS4.

Custando 20 dólares, Manticore: Galaxy on Fire traz ótimos gráficos, mas sua essência é de apenas um bom game de celular adaptado para o Switch. Se você está carente de um Starfox ou é fã do gênero de batalhas espaciais pode encontrar algumas horas de diversão aqui, mas não espere muita profundidade ou variações na jogabilidade.

Pontos Positivos

  • Ótimos gráficos rodando a 60 quadros por segundo cravados
  • Jogabilidade redondinha

Pontos Negativos

  • Sem checkpoints nas fases
  • Dificuldade desequilibrada, com estágios fáceis e chefes difíceis
  • Ainda é um jogo de celulares e o port traz consigo algumas limitações da plataforma
Átila Graef

Átila Graef

Átila Graef é fanático por conquistas do Xbox 360, General aposentado em Halo Wars, colecionador de placas de Arcades, e apaixonado por F-Zero GX.