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vgBR.com | 12 de dezembro de 2018

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Onrush – Análise

Onrush – Análise
David Signorelli

Review

Nota
7.5
7.5

"Burnoutinho" da Codemasters

Onrush tem alguns problemas de identidade, mas é um game de qualidade e agrega bastante a um mercado com carência de títulos diferentes. Fãs da série Burnout vão se sentir em casa.

Não sei se já aconteceu com vocês, mas em diversos jogos eventualmente me ocorre pensar “imagina se pegassem essa parte e transformassem em um jogo só disso?”. A primeira vez comigo foi em The Legend of Zelda: Ocarina of Time (Nintendo, 1998), mais precisamente no mini-game de pescaria, nossa como eu queria que tivessem lançado um jogo só daquilo pois era super bem feito. Uma pena que isso nunca aconteceu.

Anos depois, em 2004, pude jogar Burnout 3: Takedown da Criterion Games e nele tinha um modo de jogo chamado Road Rage onde o objetivo era detonar os adversários, um depois do outro. Era divertido demais e mesmo tendo feito 100% nele eu voltava nas missões desse modo só para ir tentando bater os recordes.

Confesso que queria muito um jogo só com isso e 14 anos depois ele saiu e se chama Onrush e irei falar um pouquinho desse novo game da Codemasters para PS4, Xbox One e PC.

ROAD RAGE

Onrush é, em sua essência, um jogo de combate de carros em time onde podemos escolher o personagem, diversos veículos (carros e motos) cada um com características distintas. O jogo faz um excelente trabalho em explicar direitinho para os jogadores o que é essa loucura que do Onrush, lembrando bastante a proposta da série Burnout (para não chamar de cópia).

No começo não temos muita liberdade para escolher qual veículo vamos usar pois os eventos iniciais servem como tutorial. Durante as partidas os objetivos podem variar, seja fazendo mais pontos destruindo tudo que se vê pela frente (os Takedowns) ou passar por checkpoints para aumentar o tempo restante da sua equipe. Aqui o lance é sempre time e você vai precisa colaborar com seus colegas se quiser ganhar já que a dificuldade não é das mais fáceis.

Praticamente tudo que fazemos no jogo como manobras nas motos, detonar os inimigos, saltos, giros, etc.. aumenta nossa barra de Boost, que libera o turbo do veículo, permitindo chegar com mais força nos adversários. Com o tempo outra barrinha chamada Rush vai se enchendo e ao ativá-la você despertará o poder escondido do seu veículo, ficando com uma aura de energia em volta e causando um estrago descomunal. Adrenalina pura!

Nem preciso dizer que as pistas só colaboram com a insanidade do jogo. Elas trazem uma variedade bem bacana e a verticalidade impressiona. Você ficará de queixo caído com os saltos que fará em Onrush e se tiver sorte, ainda poderá cair em cima de seu inimigo.

Os takedowns são fundamentais no game. Acelere nas bordas do penhasco e atravesse enormes rampas que voam centenas de metros pelo céu brilhante para aterrisar com força esmagando os veículos da equipe oponente que tiverem a infelicidade de estar embaixo do seu carro.

Onrush oferece adrenalina em 95% do tempo só parando quando tomamos uma paulada ou de encontro a uma parede. Aí você precisa aguardar 5 segundos para voltar para a partida e com toda a freneticidade do game, esse tempo parece uma eternidade. Claro que não se trata de uma corrida, mas ainda sim dá muita agonia pois quebra o ritmo.

Ritmo que, não é dos mais variados. Isso tudo que falei sobre o jogo resume bem. É game de combate de carros e que depende muito dos desbloqueáveis através de loot boxes e para se manter interessante. Onrush conta com um leque bem grande de coisas para liberar, passando de carros e até roupas para seu personagem.

Como um jogo focado em times o modo online é essencial. Pena que o game não conta com um multiplayer local. A Codemasters disse simplesmente que não conseguiram fazer e não explicaram os motivos para tal.

GRÁFICOS

Levcando em conta o caos que são as partidas, até que considerei os gráficos aceitáveis. Eles não brilham em momento algum e o grande destaque mesmo fica para os enormes cenários, que como mencionado anteriormente, priorizam a verticalidade e em momento algum a taxa de quadros cai abaixo dos 30 quadros no Xbox One S versão que jogamos nesse review. É possível escolher entre 30 ou 60 quadros por segundo nas opções no PS4 base, Xbox One X e PS4 Pro. O Xbox One básico e o S ainda não contam com essa opção, mas a Codemasters afirmou que continua trabalhando no título para implementar isso num futuro update.

Uma pena que a apresentação do jogo é pobre e parece que pegaram a paleta de cores da série Forza Horizon mas tentaram fazer um estilo próprio sem muito sucesso. Os menus são eficientes, porém feios e simples demais.

Olhando de longe parece realmente um jogo de baixo orçamento, mas se isso não te incomodar, ignore essas coisas e entre logo em uma partida que é onde a diversão se encontra. Vale lembrar que as telas de carregamento são bem rapidinhas, algo que hoje em dia eu prezo bastante.

SOM

Onrush vem com uma seleção de músicas bem estilo “rock pauleira” e você não tem controle algum sobre as faixas que tocam, portanto ligue seu Spotify e coloque o som de sua preferência pois o que tem aqui é descartável.

Já os efeitos sonoros são bem legais e colaboram com o impacto que o jogo precisa. Não consigo nem imaginar o jogo de outra forma.

VEREDITO

A Codemasters apostou em algo diferente nesse game e eu ainda acho que eles deveriam ter sido mais claros em qual seria a proposta dele pois muita gente pode achar que é só um jogo de corrida coisa que definitivamente não é. Onrush pode ter nascido já com problemas de identidade, mas é um produto de qualidade e agrega bastante a um mercado com carência de títulos diferentes.

Pontos Positivos

  • Controles precisos
  • Bastante eventos e desbloqueáveis
  • Diversão garantida para quem gosta de quebrar tudo

Pontos Negativos

  • Gráficos poderiam ser melhores
  • Menus simplórios
  • A repetição pode cansar
  • Tempo de respawn parece uma eternidade
  • Versão do Xbox One original não tem 60 FPS ainda
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.