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vgBR.com | 17 de julho de 2018

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Crash Bandicoot N. Sane Trilogy – Análise

Crash Bandicoot N. Sane Trilogy – Análise
David Signorelli

Review

Nota
9
9

Trilogia Insana para todas as plataformas

Diversão garantida para toda família. Aqueles mais novos que estão vendo Crash pela primeira vez, podem embarcar nessa jornada que o marsupial doidão vai te trazer diversão e desafio.

Quase um ano após a versão de PS4, a Activision lança para o Xbox One, Nintendo Switch e PC o remake da trilogia original de Crash Bandicoot.

Pela primeira vez os donos de plataformas não-Sony poderão curtir nosso amigo Crash em suas aventuras do início de carreira e que sem sombra de dúvidas, foram os momentos mais gloriosos dele.

Vamos ver nessa análise um pouco de cada um deles individualmente e as mudanças que esse remake trouxe para os fãs de jogos de plataforma.

CRASH BANDICOOT

O PlayStation precisava de um mascote urgente e mesmo nunca sendo oficial, Crash foi abraçado pela comunidade e de certa forma pela própria Sony também. Ele tinha personalidade, carisma e fez parte de um gênero de jogo que ainda era febre na época.

A fórmula deu certo, Crash foi um grande sucesso e a qualidade do jogo era o motivo disso. O design de fases misturava bastante elementos. No começo controlamos Crash em uma perspectiva por trás do personagem com câmera fixa, mas logo depois já mudava para visão lateral e até fases em sentido contrário.

Com uma dificuldade notória, não era qualquer um que conseguia terminar esse jogo. Para dificultar ainda mais, não havia como salvar o jogo quando quiséssemos e só em momentos bem específicos como depois de uma fase bônus, coisas da época.

Algo que saltava aos olhos mesmo era a qualidade gráfica, com cenários coloridíssimos e algumas das melhores texturas já vistas no PlayStation, Crash mostrava que a Naughty Dog (desenvolvedora original da trilogia) caprichava desde muito tempo!

CRASH BANDICOOT 2: CORTEX STRIKES BACK

A inevitável sequência veio em 1997 e na minha opinião é o melhor jogo da série. Conseguiram melhorar ainda mais a qualidade gráfica e principalmente os controles, que ficaram mais “soltos” visto que Crash no original era era meio “tímido” por assim dizer.

O sistema de save foi reformulado e Crash possui novos movimentos para encarar as fases que continuam pedreira, apesar de que a dificuldade aqui é bem mais suave.

Gostava demais das fases na neve e principalmente aquelas que vamos montados no ursinho polar que são pura adrenalina. Crash 2 é um jogaço.

CRASH BANDICOOT: WARPED

Também conhecido como Crash 3, Warped novamente trouxe boas novidades, porém trouxe algumas coisas que definitivamente não ficaram legais.

Agora temos fases diferenciadas como a fase do avião onde temos que destruir os adversários em um ambiente 3D de movimento livre, algo que a série não tinha visto até então. Não controlamos somente Crash em Warped e quem entra em cena é sua irmã Coco. Ela também tem fases de movimento livre como a do Jet Ski logo no começo.

É apenas minha opinião, mas essas fases não são divertidas e acabam ocupando espaço de outras fases que poderiam ser adicionadas, seguindo o estilo tradicional. Não dá para culpar a desenvolvedora por inovar, mas é uma pena que nesse caso foi infeliz.

As fases normais são incríveis e super variadas, fora que nesse jogo Crash ganha habilidades que transformam bastante a experiência, ainda mais quando voltamos com elas para fases anteriores.

AS NOVIDADES E DIFERENÇAS

Agora que falamos um pouco dos 3 jogos em sua forma original, irei falar sobre as diferenças entre eles e o remake. Elas são muitas e irei focar nas mudanças mais relevantes.

Começando pelas informações da tela, no original elas eram diferentes em cada jogo, mas nessa versão todas são iguais, mantendo um padrão.

Os Time Trails estão disponíveis nos 3 jogos, onde antes existiam era apenas em Warped! Existem leaderboards online para time trails em todas as plataformas, exceto a versão do Nintendo Switch. Mais desafios para a galera que busca tempos irreais.

Dois níveis extras estão disponíveis: O Stormy Ascent é uma recriação de um nível removido do Crash 1 original, enquanto o Future Tense é um nível totalmente novo disponível no Warped.

Coco agora é totalmente jogável em todos os três jogos. Ela controla como Crash, mas possui suas próprias animações únicas. Nem Crash nem Coco podem entrar nas lutas contra chefes ou níveis que contenham veículos específicos de personagens ou amigos de animais (os níveis do rio no Crash 2 e os níveis do biplano no Warped são uma exceção). Os checkpoints do primeiro jogo agora lembram as caixas que você quebrou, então você pode obter uma gema mesmo se morrer. Isso não se aplica a gemas coloridas, que ainda exigem que você faça uma fase perfeita.

Os dois primeiros jogos agora têm um contador de caixas como em Warped, mostrando quantas caixas você quebrou do total do nível atual (o mesmo se aplica as fases de bônus). O contador também aparece no final de cada nível no primeiro jogo, assim como nas seqüências, mas a sequência de registro da caixa ainda era mantida.

Fake Crash agora aparece em vários níveis dos dois primeiros jogos após 100% de conclusão. Você obtém o poder do Crash Dash (agora chamado Speed ​​Shoes) no Crash 2 ao derrotar o Cortex.

As telas de carregamento fornecem dicas. Estes são geralmente específicos do nível, como como obter gemas coloridas.

QUE VISUAL!

20 anos se passaram desde Warped e todo mundo que espera num remake são visuais novos, certo? A desenvolvedora responsável por essa trilogia fez um trabalho primoroso. Todos os 3 jogos ficaram com gráficos lindos, coloridíssimos e ainda por cima conseguindo manter fielmente a arte base.

Tem horas que o jogo parece uma animação produzida para o cinema, é realmente para deixar os fãs da série enlouquecidos, porque o que já era bonito está alguns degraus acima nesse remake.

Única coisa que eu achei que poderiam ter feito mais caprichado é o efeito de água em algumas fases, como por exemplo a tal fase do Jet Ski que mencionei. Por conta disso ela é uma das mais feias de todas.

TRILOGIA INSANA

Agora não tem mais desculpas, Crash está disponível para todas as plataformas e é diversão garantida para toda família. Os fãs com certeza já compraram e aqueles mais novos que estão vendo Crash pela primeira vez, podem embarcar nessa jornada que nosso marsupial doidão vai te trazer diversão de montão!

PROS:

  • Visual fantástico, remake feito com muito carinho
  • 3 jogos num pacote só
  • Mudaram muita coisa pra melhor em matéria de gameplay

CONS:

  • Algumas fases ficaram feias e destoam do resto
  • Trabalho nas músicas quase imperceptível
  • Podiam ter incluído Crash Team Racing
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.