Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image

vgBR.com | 23 de setembro de 2018

Ir para o topo

Topo

Sem Comentários

The Messenger – Análise

The Messenger – Análise
Danilo Morim

Review

Nota
10
10

Indie old-school de qualidade

Jogabilidade primorosa, humor ácido, level design impecável aliado a gráficos e OST marcantes. O primeiro game do Sabotage Studio vai deixar sua marca na indústria e apresentar um novo caminho outros indies.

The Messenger é um Action Adventure, é o primeiro game desenvolvido pelo Sabotage Studio e está sendo publicado pela Devolver Digital para PCs e Nintendo Switch.

O game de muitas maneiras é uma homenagem aos sidescrollers, principalmente a franquias clássicas como Ninja Gaiden e Castlevania.

A HISTÓRIA

The Messenger tem uma premissa simples, mas um desenvolvimento muito bem elaborado. No início do game você é apresentado ao ninja que vai controlar no jogo e descobre que passam por tempos prévios ao apocalipse e os sobreviventes da humanidade passam seus dias treinando e se preparando para o fim dos dias, sendo que a única esperança desse mundo é um herói do ocidente.

E é em cima de um enredo praticamente banal que a gloriosa aventura do mensageiro se passa. Ele faz homenagem aos jogos de ação antigos e tem um toque especial de humor ácido que comumente tira um sorriso do seu rosto ou também te apresenta uma coisas completamente inesperadas.

Eu sinceramente esperava algo bem mais simples pela história de The Messenger e fui surpreendido muito positivamente, principalmente pelos diálogos e pelos personagens.

JOGABILIDADE

A jogabilidade em The Messenger é extremamente satisfatória. O jogo inicia bem simples e passo a passo vai apresentando novidades ao jogador sem forçar dificuldade ou mecânicas inúteis.

Poucos games conseguem usar mecânicas de jogo de forma tão satisfatória quanto esse. As primeiras 5 horas de jogo vão te ensinar o necessário para você chegar até o fim e superar a maior parte dos seus desafios.

Os bosses são alguns dos melhores que vi em jogos 2D e sempre oferecem alguma maneira de serem derrotados que vai além daquele momento de fraqueza estampado na sua cara. A variedade e forma como se luta com eles é bem interessante e com certeza vai agradar a todos.

O level design foi perfeitamente desenhado para jogadores mais cautelosos quanto para os acelerados. Cada nível do game oferece desafios diferentes em termos de plataforma e ação, principalmente as fases que apresentam alguma mecânica nova.

O game também tem um sistema interessante de upgrade no personagem e uma forma de punição bastante emblemática e interessante. The Messenger é um jogo que se destaca na jogabilidade e oferece desafios para todos os tipos de jogadores. Eu acho difícil alguém se decepcionar com o game nesse ponto.

Eu joguei aproximadamente 15 horas e fiz praticamente tudo que ele tinha a oferecer. O game está disponível para compra na loja do Steam e na Nintendo Store do Switch e lança no dia 30 de agosto.

AUDIOVISUAL

Sei que muita gente não viu o trailer do game ou sequer deve saber algo desse game e eu sinceramente recomendo que ninguém que pretenda jogar assista ou veja nada sobre o game pois será atacado por spoilers que não vão estragar sua experiência de jogo mas irão estragar algumas surpresas.

Agora falando especificamente dos gráficos esse com certeza é um dos pixels art mais bonitos e variados que já vi. Os cenários também são homenagens aos sidescrollers antigos, mas não deixam de ter sua personalidade, inclusive com cenários bastante autênticos.

Os efeitos sonoros e as músicas estão excelentes e com certeza destacam bem a ambientação e os cenários do game. O visual dos inimigos, efeitos, animações, transições, assim como toda parte técnica foram muito bem executadas. Eu joguei o game inteiro no Switch e percebi raríssimos momentos de queda no framerate.

MUITO MAIS QUE UMA HOMENAGEM

The Messenger é uma homenagem a jogos de ação e aventura antigos, mas mais do que isso é dos melhores games que joguei em 2018 e um dos melhores indies que tive o prazer de jogar. Na minha opinião está no patamar de sidescrollers e obras prima da ação e aventura como Hollow Knight, Owlboy, Axiom Verge e Shovel Knight.

Seja pela jogabilidade primorosa, humor ácido, level design impecável ou pelos gráficos e OST marcantes, o primeiro game do Sabotage Studio vai deixar sua marca na indústria e apresentar um novo caminho outros desenvolvedores independentes.

A única recomendação que posso fazer para quem gosta de game é que de um jeito de jogar essa obra prima. Eu acredito que você vai encontrar poucos jogos melhores que The Messenger para jogar em 2018.

A MENSAGEM

  • História interessante, roteiro excelente, mas principalmente, personagens espetaculares
  • A jogabilidade é primorosa e com certeza o grande trunfo do game
  • Level Design absoluto e que incentivam experimentação das mecânicas de jogo
  • Gráficos e trilha sonora impecáveis
  • Um dos melhores jogos de 2018 e um dos melhores jogos independentes já criados
Danilo Morim

Danilo Morim

É Rhazo como um Pires ou A Voz da Rhazão? Trabalha como gamer e dorme com o controle na mão.