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vgBR.com | 15 de novembro de 2018

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Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age – Análise

Dragon Quest XI: Echoes of an Elusive Age – Análise
Danilo Morim

Review

Nota
9.5
9.5

O retorno do JRPG clássico

Meu JRPG preferido da geração. Bem mais amigável e está muito próximo de DQVIII mas com praticamente tudo melhorado. A falta de legendas vai dificultar o acesso para o público brasileiro mas é muito recomendado se você gosta da franquia ou se tem o mínimo interesse em conhece-la.

Dragon Quest XI é um JRPG e da continuidade a mais antiga e clássica série de RPGs orientais. O game tem Yoji Horii como diretor desde que surgiu nos anos 80 e ninguém menos que Akira Toriyama, criador da franquia Dragon Ball, como seu diretor artístico (portanto qualquer semelhança visual não é um mero acaso). Esse time oferece uma combinação perfeita para uma aventura clássica e emocionante, que raramente os videogames conseguem nós proporcionar.

UM CLÁSSICO

DQXI é um clássico em todos os sentidos dessa palavra. O jogo honra a franquia mantendo a mesma estrutura de gameplay, seja ela mecânica ou progressão. Sei que isso pode soar meio arcaico, mas passa longe disso. Esse é um jogo que oferece muita diversão e uma história cheia de aventuras que raramente os videogames conseguem nos proporcionar.

Eu sou fã da franquia desde criancinha e cresci jogando essa série. Junto de Final Fantasy e Shin Megami Tensei, essas são as minhas séries favoritas no gênero, mas Dragon Quest com certeza absoluta está no topo dela.

Eu não vou afirmar que DQXI é o melhor jogo da franquia porque eu seria injusto, mas está entre os melhores e com certeza absoluta é o meu JRPG favorito nessa geração, batendo jogos como Xenoblade Chronicles 2, Persona 5 e Final Fantasy XV.

SE AVENTURANDO

Como comentei anteriormente, Dragon Quest é uma grande aventura. O game traz uma sensação que nenhum outro jogo do gênero consegue e de cabeça só consigo lembrar da série The Legend of Zelda para fazer esse paralelo.

Em todos os jogos da série a direção te faz se sentir um herói, uma experiência que também é vista no mangá/anime de Dragon Ball, e é essa sensação que torna esse game tão especial para mim.

Você vai visitar vários reinos, e vários lugares diferentes e conhecer dezenas de personagens marcantes e vivenciar histórias que vai se lembrar por muito tempo. Não espere uma história adulta ou que aborda temas profundos como Persona 5. Aqui temos uma abordagem mais sutil e suave como as fabulas clássicas que tentam ensinar lições de moral de uma forma menos agressivas.

O combate é clássico e por turnos, refinadíssimo como se espera de uma série com mais de 30 anos de história. Temos algumas novidades no crafiting de equipamentos e também no sistema de skills e progressão do personagem e acredito que todos vieram para melhorar a experiência de jogo para quem nunca jogou Dragon Quest sem lesar aqueles que já estão acostumados com a franquia.

Eu terminei o game com aproximadamente 58 horas mas deixei MUITO conteúdo para trás. Eu acredito que o game dure mais de 100 tranquilamente para quem for aproveitar o jogo num pacing mais lento, explorando bem as cidades e as mecânicas extras de jogo.

Em termo de dificuldade não temos picos ou quedas repentinas. O jogo se mantém numa medida certa e que certamente vai agradar a maioria dos jogadores. Temos excelentes lutas contra bosses e as dugeons são as melhores da série. Na minha opinião como JRPG esse game oferece o pacote completo a todos os tipos de jogadores.

OBRA DE ARTE

Dragon Quest XI é uma obra de arte visual e quem puder jogar essa maravilha vai ser presenteado com um dos melhores e mais variados gráficos dessa geração. E melhor que esses gráficos lindos só adicionando a trilha sonora clássica da série 100% orquestrada.

As minhas únicas queixas ou indagações sobre a parte visual são:

Tecnicamente o PS4 chora para manter o framerate em vários momentos, com quedas repentinas e chatas em vários momentos. Esse é problema que acho difícil ser solucionado porque além do pacing do jogo não exigir frame rate estável, ele já tem mais de um ano desde seu lançamento japonês e duvido que será retrabalhado.

O segundo problema é que na versão do Steam a trilha sonora não é orquestrada e isso vai gerar certo desconforto em quem pagou por essa edição e claramente não vai digerir algo que não faz sentido nenhum de existir.

O ultimo é que a falta de legendas em português vai frear a oportunidade de muita gente conhecer uma das melhores franquias do gênero no Brasil. Não é um problema sem solução, mas hoje em dia seria importante a opção dos textos na nossa língua nativa.

Dragon Quest XI é tudo que esperava. É meu JRPG favorito dessa geração e talvez só fique atrás do The Witcher III. Ainda vou jogar todos os extras para um dia poder fazer essa afirmação tão difícil.

Esse é um jogo que recomendo fortemente se você gosta da franquia e também se tem o mínimo interesse em conhece-la. É um jogo bem mais amigável que versões mais antigas e está muito próximo do trabalho que foi feito em DQVIII mas com praticamente tudo melhorado.

Não deixe os lançamentos AAA como Spider Man e Shadow of the Tomb Raider ofuscarem essa maravilha. Dragon Quest XI está no mesmo nível ou até acima desses jogos e se você gosta do gênero ele deveria ser a sua prioridade.

The Luminary

  • Narrativa, história, roteiro de primeira em uma aventura espetacular
  • Os personagens são muito bem realizados e bastante carismáticos
  • Visualmente é um dos jogos mais bonitos da geração
  • A trilha sonora clássica e orquestrada é maravilhosa
  • Sistema de combate é refinadíssimo oferecendo bons desafios
  • Grande variedade de cenários e cidades

Dark One

  • Não tem legendas em português
  • Ser extremamente clássico e enraizado pode não agradar alguns
Danilo Morim

Danilo Morim

É Rhazo como um Pires ou A Voz da Rhazão? Trabalha como gamer e dorme com o controle na mão.