Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image

vgBR.com | 17 de outubro de 2018

Ir para o topo

Topo

Sem Comentários

ZONE OF THE ENDERS The 2nd RUNNER : MARS – Análise

ZONE OF THE ENDERS The 2nd RUNNER : MARS – Análise
David Signorelli

Review

Nota
7.5
7.5

Port definitivo de ZOE 2

Com gráficos melhorados em 4k e controles atualizados, Zone of the Enders: The 2nd Runner MARS é uma atualização muito competente de um dos melhores jogos de mechs de todos os tempos

Já começo essa análise falando que esse é um dos melhores jogos de mechas de todos os tempos e mesmo existindo uma versão HD para os consoles da geração anterior, a Konami junto da Cygames entregaram aqui o trabalho definitivo.

MARS é basicamente uma versão compatível com uma resolução 4K, suporte ao PlayStation VR/Steam VR de Zone of the Enders: The 2nd Runner e mais alguns extras. Apesar de ser pouca as novidades, poder controlar Jehuty novamente sempre valerá a pena.

HISTÓRIA

Os acontecimentos desse jogo acontecem logo após os eventos do Zone of the Enders original, que era um jogo divertido, porém sem o capricho que a sua sequência recebeu. Apesar de muita gente contrariar, dá para curtir The 2nd Runner numa boa sem se preocupar com o que ficou para trás.

O enredo e design de personagens é muito melhor desta vez. Ao contrário do primeiro jogo em que você joga como um adolescente (Leo Stenbuck), desta vez você joga como alguém que é o oposto do personagem de Leo: Dingo Egret. Um rebelde em quase todos os aspectos, Dingo é o personagem que todos esperavam desde o primeiro jogo.

No entanto, Leo ainda está por aí e eventualmente cresceu, mas continua um porre. Ele desempenha um papel vital como um dos membros do elenco de apoio que apoiam o Dingo.

Sem revelar muita coisa sobre a história, Dingo basicamente se depara com Jehuty (o Orbital Frame do primeiro jogo) durante um trabalho de mineração. A partir de então, ele é perseguido pelo exército militar BAHRAM, que quer Jehuty de volta.

O jogo conta com muitas cenas em anime/CG para desenvolver seu enredo que é com certeza um dos pontos fortes, não é a toa que temos Hideo Kojima como produtor.

SOM

Como quase todos os jogos da Konami, a trilha sonora é fenomenal. Há uma mistura de techno, electronica e j-pop, em alto e bom som! Não são muitas faixas, mas um jogo como esse não precisa de tanto.

O tema de abertura, Beyond the Bounds,  é definitivamente uma das canções mais cativantes. Felizmente, você pode ouvir uma versão remixada do tema durante uma das missões mais divertidas do jogo, que envolvem Jehuty lutando contra 5 Battleships sozinho. Além disso, a música neste jogo é bastante adequada para qualquer missão em que estejam jogando.

Não somente a música, mas os efeitos sonoros cumprem bem seu papel e explosões são retratadas com bastante qualidade. Para mim só o som da “espada” de Jehuty cortando o ar já compensa aumentar o som.

GRÁFICOS

Imagens e vídeos não fazem justiça a este jogo. Você apenas tem que vê-lo em movimento para apreciar os efeitos de explosão sombreados pelo cel-shading, iluminação e texturas.

As paisagens encontradas aqui incluem terrenos montanhosos, as tundras de Callisto, uma colônia espacial da cidade, o interior de uma base militar, um belo cenário de céu e muito mais. Especialmente nos níveis internos, muitas coisas no fundo podem ser detonadas ou usadas de alguma forma.

Se tiver ainda como jogar em 4K o negócio fica ainda melhor, diversas melhorias num geral foram feitas nessa versão em relação ao original. Agora temos texturas melhores, partículas e uma taxa de frames mais estável, The 2nd Runner sempre foi um jogo rodando a 60 FPS mesmo no PlayStation 2, porém em algumas situações os frames baixavam, agora isso não acontece mais.

JOGABILIDADE

Simplesmente incrível. Z.O.E. 2 melhora a jogabilidade acelerada do original com adições loucas às habilidades de luta de Jehuty. Ele agora pode pegar objetos estranhos (como pratos e varas) e usá-los contra uma grande variedade de inimigos.

Semelhante aos jogos Metal Gear Solid da Konami, Jehuty também pode interagir com seus inimigos de várias maneiras diferentes. Ele pode usá-los como escudos, balançá-los como armas e jogá-los uns aos outros. Como se as habilidades básicas não fossem suficientes, várias sub-armas também estão à disposição de Jehuty.

Os chefes são um show à parte e não adianta ficar apertando botões que nem um maluco para derrotá-los que isso não vai resolver. Se não tiver muita experiência em jogos com movimentação vertical eu recomendo jogar em dificuldades mais baixas até pegar o jeito e mesmo parecendo impossível, não esqueça de piscar os olhos de vez em quando!

The 2nd Runner é um jogo meio curto, umas 10 horas e você encerra a aventura de Dingo, porém o amontoado de coisas que podem ser feitas nas Missões EX e no Modo Versus definitivamente vai te manter voltando para mais.

Pessoalmente, provavelmente não se esperaria essa quantidade de conteúdo do modo EX Mission. Há Battle Mode, Survival, Boss Battle e outras coisas. A personalização inclui escolher qual versão do Jehuty, e que tipo de combate (perto, sub-armas apenas, sem lock-on, etc.) você gostaria de usar. É apenas uma característica incrível que a equipe de desenvolvimento da Konami se esforçou para colocar. Eles poderiam ter simplesmente pegado o caminho mais fácil e lançado o jogo como estão, mas é uma coisa boa que eles se importaram com os fãs.

Quanto ao Modo Versus, bem … vamos apenas dizer que é uma melhoria desde o primeiro jogo e é isso. O Modo VS permite que um total de 7 Orbital Frames seja jogável depois de vencer o jogo pela primeira vez e um extra de 3 Frames que devem ser desbloqueados separadamente. Isso deixa um total de 10 quadros para brincar. Embora esses Frames sejam apenas versões alternativas de suas contrapartes do modo história, eles oferecem uma nova vida ao jogo.

Além de tudo, que tal jogar o jogo inteiro no modo VR? É um modo que infelizmente não pude testar, mas deve ser completamente insano.

VEREDITO

Zone of the Enders: The 2nd Runner MARS vale muito a pena e mesmo sendo a terceira vez que jogo ele foi demais poder controlar Jehuty novamente, ainda mais com essa qualidade toda.

Prós

  • Versão definitiva de Z.O.E. 2
  • Uma boa razão para ter um VR
  • Som surround impressionante

Cons:

  • Ok, poderia ter Z.O.E. original no pacote
  • Apesar dos extras, ele é um jogo curto
  • Poderia ter mais opções de controle
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.