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vgBR.com | 17 de outubro de 2018

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Warhammer: Vermintide 2 – Análise

Warhammer: Vermintide 2 – Análise
Pedro Kakaz

Review

Nota
8
8

Left 4 Dead RPG

Warhammer: Vermintide 2 é uma sequência ótima que não necessita que o jogador conheça o game anterior ou até o universo de Warhammer. Basta iniciar o game e se divertir assassinando hordas de ratos com seus amigos.

Warhammer: Vermintide 2 é um game de ação em primeira pessoa multiplayer com temática de RPG, o game foi desenvolvido e distribuído pela Fatshark e está disponível para PC, Xbox One e PS4. A versão analisada será a de PC.

Por muitos anos Left 4 Dead ditou tendência de gameplay multiplayer, a ação desenfreada, comunicação entre os amigos sendo necessária o tempo todo e a tensão do game foi transportada para outras experiências, algumas que não funcionaram e outras, como Warhammer: Vermintide que não só transportou perfeitamente a ideia como aprimorou e trouxe algo ainda mais divertido que o original de zumbis.

O exército do Caos e os skavens formaram uma aliança sombria, com o objetivo de mergulhar o mundo em caos e podridão. A frase “A escuridão sempre retorna” marca o início de uma campanha épica, cheia de criaturas e cenários incríveis. O enredo do game não é a parada mais cheia de profundidade que existe, não vá esperando algo Skyrim ou Witcher 3, é algo que está ali e serve muito bem de pano de fundo pra ação. O prólogo é muito bem executado, apresentando os heróis e a situação atual do Império, cabe a você e seus amigos impedirem que esse caos se espalhe, destruindo os vermes que estão arquitetando tudo. Simples, direto e divertido.

Falando no prólogo, é nele que já somos apresentados as principais mecânicas do gameplay, que é de longe o ponto mais alto do game. Você encarnará um dos heróis disponíveis, ele terá uma gama de habilidades distintas, um papel a representar no time (Tank, assassino, atirador) e uma personalidade única. Você começa como prisioneiro dos Skavens, que são uma raça de ratos humanoides. Seu primeiro objetivo é mostrado no topo da tela, você tem hordas de inimigos para enfrentar, salvar seus aliados e escapar daquele lugar. Pronto, em vinte minutos, de forma orgânica e divertida o game te ensina as principais mecânicas. No lobby você selecionará a missão que irá jogar, seja no modo campanha ou no modo de desafios, um lobby irá iniciar, jogadores entrarão na sua partida (amigos ou pessoas aleatórias), e a missão se iniciará, sempre com um objetivo bem claro e simples, e hordas, muitas hordas de inimigos. Ao fim de casa missão pontos são distribuídos, itens são adquiridos em caixas, e o personagem vai evoluindo de poder. O jogo é em primeira pessoa e o combate é bem dinâmico. Os personagens diferem bem um do outro, não só em mecânica mas em personalidade. O anão é parrudo, pequeno, lento e resistente. Além de ser bem mal encarado. A assassina é rápida, trabalha melhor de longe e tem uma personalidade ácida, assim por diante. Impossível você não simpatizar com pelo menos uma das formas de jogar ou com um dos personagens ao menos.

Da mesma forma é os gráficos, cenários e modelagens. Admito que não é algo que eu ame, a plástica escolhida, mas é muito bem trabalhada com suas próprias limitações. Os gráficos não são retardados de excelente, estão na verdade bem longe disso, mas é um game competente e alguns trechos eu considero até um jogo bonito. A plástica é uma mistura de cartoonesco e realista, o cenário puxa mais pro realista, muita escuridão, poeira, pedra, madeira, algo bem medieval. Enquanto os personagens puxa pra algo mais caricato e colorido. Os inimigos tem suas próprias características mas muitos são apenas repetições, não tem como (por enquanto) fazer um game desse de horda onde cada inimigo tem diferenças um do outro, então nem chega a incomodar isso. Os chefes já são bem mais carismáticos visualmente.

A trilha sonora e dublagem do game estão bem competentes. As vozes dos personagens principais são ótimas, cheias de vida, sotaques diferentes. O anão é um show a parte. Me incomodou um pouco a falta de sincronia da fala com a boca dos NPCs, alguns também parecem estar lendo textos enquanto falam, me tirou um pouco do game isso. Vale salientar que o game está inteiramente legendado em português, o que é ótimo pois as linhas de diálogos são bem humoradas e cheias de vida.

O multiplayer do game é ótimo, é muito fácil achar jogadores, lag quase inexistente, não tive problemas que você até espera ter já com games do gênero. Nenhuma reclamação a se fazer aqui.

Warhammer: Vermintide 2 é uma sequência ótima que não necessita que o jogador conheça o game anterior ou até o universo de Warhammer. Basta iniciar o game e se divertir assassinando hordas de ratos com seus amigos.

Prós

  • Gameplay divertido e dinâmico
  • Personagens carismáticos com ótimos dubladores
  • Multiplayer sem problemas de criação de lobby ou lag

Contras

  • Gráficos poderiam ser melhores
Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.