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vgBR.com | 13 de novembro de 2018

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Starlink: Battle for Atlas – Análise

Starlink: Battle for Atlas – Análise
David Signorelli

Review

Nota
8
8

Skylanders diferenciado

Starlink é um jogo diferente dos que joguei ultimamente. Se você estiver esperando "só mais um shooter 3D de nave" vai se surpreender. Divertido pacas!

Starlink: Battle for Atlas é um jogo de ação/tiro em terceira pessoa com naves espaciais desenvolvido pela Ubisoft Toronto e publicado pela Ubisoft. Posso começar essa análise já afirmando que foi um dos jogos mais difíceis de avaliar dos últimos anos, isso se dá pelo fato de que é um produto diferenciado e que nem todos os jogadores vão conseguir entender bem qual a proposta do título, mesmo sendo fãs do gênero.

Você lembra de Skylanders? Aquele jogo que vinha com um portal onde você colocava bonecos (comprados em kits ou avulsos) e eles apareciam magicamente na tela da sua TV. E os amiibos? Aqueles colecionáveis da Nintendo que estiveram em diversos títulos da empresa e até hoje estão firmes no mercado.

Então, Starlink: Battle for Atlas é a promessa da Ubisoft dentro desse universo de colecionáveis interativos, se é que posso definir dessa forma. O jogo na sua forma física é vendido com um kit inicial, onde temos acesso a uma nave e algumas armas, podendo trocar os itens a bel prazer durante qualquer momento da jogatina.

Aqui estou analisando a versão digital de Xbox One, significando que não tive como testar esses apetrechos, mas pelo que é divulgado pela Ubisoft, o sistema de customização da nave através dos itens funciona muito bem e parece algo realmente divertido.

AVENTURAS NO SISTEMA ESTELAR “ATLAS”

O jogo se passa no sistema estelar Atlas. Logo no início, a nave-mãe dos jogadores, Equinox, cai na emboscada da Legião Esquecida e acaba caíndo em um planeta próximo. O capitão do navio foi feito refém pela Legião. A Legião Esquecida, liderada por Grax, estava obcecada com uma raça extinta chamada The Wardens, que havia deixado para trás muita da sua antiga tecnologia. Grax, que quer usar tal tecnologia para sua própria legião, se tornará uma ameaça constante que o jogador deve enfrentar ao longo de sua jornada.

Com essa premissa simples nós começamos as aventuras, nós podemos controlar diferentes personagens da tripulação sendo um bem diferente do outro. Logo no início aparece uma side-quest que permite descobrir o passado desse pessoal e é contado de uma maneira bem bacana, com artworks excelentes. Apesar de não ser o foco do jogo, a Ubisoft Toronto colocou bastante ênfase na construção desse universo, com direito a informações adicionais sobre praticamente tudo dentro do menu principal.

RPG + NAVES?

Admito que demorei uns 5 minutos até me acostumar com os controles doidos de Starlink. A primeira interação que o jogador tem é de uma batalha no espaço e diferente do que imaginava, os controles no modo padrão não lembram em nada controles de um jogo de nave em 3D.

É até possível customizar os controles, mas já digo que não há necessidade, o processo de adaptação é bem tranquilo visto que depois dessa luta em ambiente livre nós passamos a controlar a nave no chão (ou quase isso, flutuando para ser mais preciso) e nesse momento fica tudo mais fácil. Em pouco tempo você já está enfrentando hordas de inimigos, trocando de armas rapidamente e até fazendo manobras, a jogabilidade é primorosa.

Grande parte do jogo se passa em um dos 7 planetas enormes que temos para explorar, sendo cada um bem distinto do outro. Dentro deles encontramos diversos desafios, missões e NPCs para interagir. Ao completar alguns desafios ou mesmo explorando cada cantinho, nós somos recompensados com partes para customizar sua nave, ou seja, mesmo você não tendo as partes em sua forma física, ainda poderás curtir Starlink em sua plenitude sem ter que gastar um centavo a mais.

Felizmente o trabalho que a Ubisoft Toronto fez na parte dos menus de customização é de tirar o chapéu, rapidamente conseguimos equipar nossa nave, trocar de armas, fazer upgrades e outras coisas de forma super rápida, simples como sempre deve ser. O jogador é encorajado a mexer constantemente nas naves para se adequar a condições mais específicas como abrir uma caixa congelada, só com um lança-chamas mesmo, fora próprias situações de combate como inimigos que se espalham demais, taca uma arma de gravidade que o problema tá resolvido.

A mobilidade das naves é uma beleza e os elementos de RPG como dano mostrado em números só faz a coisa ficar mais e mais interessante, tive sérios problemas em desligar Starlink em alguns momentos. O jogo é divertido pra caramba e sua longevidade faz com que seja uma aquisição excelente. Uma pequena recomendação é colocar em dificuldades mais altas senão vai ser um passeio no parque de tão fácil, pior ainda é que inutiliza habilidades bacanas como o escudo ou a necessidade de se esquivar.

GRÁFICOS E SOM

Produzido usando a sua engine Snowdrop, Starlink é um jogo muito competente tecnicamente falando. As animações são bem feitas demais, com boa fluência e que dá vontade de assistir até o fim. Dentro do jogo contamos com cenários coloridíssimos, uma variedade grande de elementos para dar vida aos planetas e mesmo os modelos das naves são bacanas.

Tudo isso rodando a 30FPS no Xbox One S que é o console da análise, sem quedas mesmo com muita coisa acontecendo na tela. Apesar de não ser revolucionário nesse departamento, gostaria de salientar uma parte do jogo que gostei muito, que é quando você está no espaço e entra em um planeta. O efeito é alucinante e ficou bem mais convincente do que No Man’s Sky por exemplo.

O som é a parte mais decepcionante na minha opinião, apesar da dublagem ser ótima, o jogo é quase desprovido de música, bem sem graça mesmo.

ELO ESTELAR

Starlink é um jogo que vale a pena, como falei no começo da análise, é um produto diferenciado e mesmo que você esteja na seca de jogar um shooter 3D de nave, leia o texto atentamente e veja se é isso mesmo que procura. Eu joguei esperando uma coisa, ganhei outra e saí muito mais satisfeito do que imaginava, divertido pacas!

Pros

  • Customização até dizer chega
  • Tecnicamente bem feito
  • Universo de Starlink é mais interessante do que muitos podem imaginar

Contras

  • Praticamente não tem música
  • O mapa não é tão intuitivo quanto poderia
  • Alguns bugs me fizeram ter que reiniciar o jogo
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.