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vgBR.com | 13 de novembro de 2018

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Um Comentário

Call of Duty: Black Ops 4 – Análise

Call of Duty: Black Ops 4 – Análise
Pedro Kakaz

Review

Nota
6.5
6.5

Call of Duty Battle Royale

Black Ops 4 não me agradou como fãs da série e se perdeu num meio termo, sem campanha e com multiplayer diferente do que consagrou a série. Foi a primeira vez que vi uma sala de Battle Royale não ser preenchida inteiramente.

Call of Duty: Black Ops 4 é um game de tiro em primeira pessoa com foco no multiplayer, um jogo que dispensa qualquer apresentação por sua fama. A edição desse ano foi desenvolvida pela Treyarch e distribuída pela Activision. Pela primeira vez o game está disponível na Battle.net ao invés da Steam, e também está disponível para Xbox One e PlayStation 4.

A marca Call of Duty sempre foi gigante e cresceu e se consolidou ao longo dos anos. Não só pelo seu modo online sempre jogado por milhões de pessoas mas também pelo enredo das campanhas sempre muito aplaudido e adorado. Call of Duty: Black Ops 4 aposta numa direção nova, com o foco maior no multiplayer e sem um modo campanha, me fazendo começar o review por outros aspectos que não o enredo do game, que é inexistente.

Eu quero começar falando sobre o primeiro aspecto, que chamou muita a atenção, um aspecto muito importante principalmente para quem está pensando em aderir o game na versão de PC. Call of Duty Black Ops 4 é extremamente mau otimizado. Eu tenho uma maquina que é extremamente capaz de rodar jogos dessa geração, muitas vezes no “Alto”, o novo Tomb Raider, Battlefield 1, Overwatch, os novos Assassin’s Creed, rodando tranquilamente na maquina mesmo com os gráficos bonitos. Não é o caso do novo game da Treyarch, que mesmo com tudo ligado no mínimo, sem efeito de iluminação, sem efeito de sombras, ainda consegue rodar de forma porca e com frames dando queda. Vale ressaltar que não estou falando de um game que te coloca num mapa com outros 100 jogadores, mapas imensos e belos, estou falando de um game onde menos de 20 jogadores compartilham um cenário minúsculo e extremamente limitado. Mesmo no modo Multiplayer normal, Team Deathmatch, que agora leva outro nome mas é basicamente a mesma coisa, o game roda de forma vergonhosa. (Numa 1050, i5 com 8gb de ram e um ssd).

A escolha plástica também foi lamentável nesse game, Black Ops iniciou com uma plástico incrível, puxando pra um realismo pessimista, guerra, destruição e assassinato. Você conseguia enxergar essas coisas mesmo nos cenários, sempre decadentes e com cores pesadas, nas armas e até nas perks. A série foi caminhando pra um Arcade futurista que descambou agora em Black Ops 4 numa coisa meio cartoonesca, colorida demais, sem peso nenhum. Os cenários são todos extremamente coloridos e mirabolantes, os personagens de moicano colorido e armas que parecem armas de brinquedo. Não só os gráficos de COD BO4 são fracos e mal otimizados como a escolha de visual e plástica das coisas se tornou simplesmente risível.

Mas agora vamos falar do que importa realmente não é? Jogabilidade. BO4 nasceu sob a premissa do Battle Royale, que vem tomando os holofotes cada vez mais, quando ouvi que a Treyarch desenvolveria um BO com Battle Royale, eu fui puro hype. Vou confessar, de todos os modos é o menos pior. Foi onde consegui tirar mais proveito e me divertir. O modo não tem muitas novidades em relação com os demais jogos do gênero, são 100 pessoas num mapa gigante e uma só fica viva. Os itens ficam espalhados pelo mapa e um brilho no céu indica pra onde você tem que ir, o local seguro. O mapa ta bem divertido, com várias áreas diferentes e algumas áreas marcantes da série BO como um todo, mas é bem mais arcade que PUBG, talvez até mais arcade que Fortnite. Os itens e armas não mostram uma diferença absurda entre si e a variedade é meio porca. Porém não me incomodou como o Multiplayer clássico. O modo multiplayer clássico ganhou algumas coisas novas, a mais relevante talvez seja a opção de escolher classes. Cada classe leva consigo uma gama de habilidades, a classe da granada que vem com uma granadeira. A classe de movimentação que vem com um gancho pra você se deslocar mais rapidamente, uma classe mais tática que vem com granada de luz e etc. Seria interessante essa diferença se não fosse novamente tudo meio plástico, os soldados se diferem em quase nada, é um meio termo bizarro entre um Overwatch (onde temos um palhaço lutando ao lado de um cavaleiro imenso) e o BO clássico, onde você é simplesmente um soldado. Fica uma coisa meio falsa, vários soldados caricatos, tatuados, com armas diferentes mas com uma jogabilidade bem medíocre e semelhante. É o modo que mais sofreu com a cartunização, a movimentação de COD sempre foi mais rápida que os demais games, mas nesse atingiu um nível onde as coisas simplesmente não tem mais peso, morrer ou matar parece ser só mérito de quem sacou a arma mais rápido ou tem a conexão melhor e você não sente um peso real na morte. Isso é tão real que nem camper eu vi mais nas partidas, ninguém parece realmente preocupado com o que ta rolando em tela.

O modo zumbi realmente pra mim tem relevância pequena. Vejo que dentro da comunidade de fãs existe um buzz pelos Easter Eggs e graças que os desenvolvedores colocam, mas é um modo que nunca me chamou muito a atenção, nem sei se estou realmente apto a analisa-lo aqui. Ele também sofreu com alterações plásticas e visuais, talvez seja o modo que mais tenha sofrido discrepâncias visuais, tendo em vista que os personagens são tipo uns nórdicos matando zumbis em arenas medievais, bem bizarro. Você mata hordas e horas tentando sobreviver enquanto descobre os easter eggs.

O jogo está totalmente em português e isso é algo bem relevante e divertido, o trabalho da Activision nesse aspecto não tem o que dizer. O game está disponível na Battle.net é um ponto positivo também, consegui baixar no talo da minha conexão o que me deixa sempre feliz.

Call of Duty: Black Ops 4 não agrada mais os fãs da série, tampouco vai chamar um grande número de jogadores novos. É um jogo que se perdeu num meio termo, não irá agradar nem Gregos nem Troianos. Foi a primeira vez na minha vida que eu vi uma sala de Battle Royale não ser preenchida inteiramente, ou demorar muito pra ser preenchida.

Pontos Fortes

  • Totalmente em português
  • Modo Battleroyale divertido
  • Classes são uma adição interessante

Pontos Fracos

  • Jogo mal otimizado
  • Gráficos cartunescos demais, tudo muito colorido
  • Game sem modo campanha e enredo nenhum
Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.