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vgBR.com | 13 de novembro de 2018

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SNK Heroines: Tag Team Frenzy – Análise

SNK Heroines: Tag Team Frenzy – Análise
David Signorelli

Review

Nota
8
8

Lutinha acessível

Um jogo de luta diferente, do tipo que faz falta no mundo de hoje. Controles super simples e personagens divertidos garantem uma pancadaria divertida e descompromissada que há muito não se via.

SNK é uma sigla que, para muitos, remete uma única coisa: jogos de luta. Jogos de luta de muita qualidade, com personagens carismáticos com uma jogabilidade excelente.

E agora a SNK lançou um game que carrega seu nome no título, ele se chama SNK Heroines: Tag Team Frenzy, que é um jogo de luta de duplas (Tag) com personagens femininas de diversos jogos da produtora.

O jogo aposta essencialmente em duas frentes, o fanservice e acessibilidade. Nas duas ele acerta em cheio, mas e o resto? Bem, uma coisa de cada vez.

As personagens com certeza são o grande destaque do jogo, grande parte das minhas favoritas estão aqui como Mai Shiranui, Yuri Sakazaki e Nakoruru, fora elas ainda tem mais um monte, passando pelas clássicas até algumas de jogos mais recentes da produtora.

Dei muita risada quando vi Terry Bogard no jogo, você não leu errado, o lendário lobo solitário da série Fatal Fury veio para o mundo de Heroines com um visual mais “delicado”, digamos assim! Até o seu boné vermelho que antes estava escrito “Fatal Fury”, agora está bordado com os dizeres “Fatal Cutie”. Com certeza os produtores se divertiram ao produzir esse jogo.

As demais personagens adotam um visual diferente do seu padrão, pelo que me recordo a única exceção é a Shermie. Caso ainda venha a enjoar da mesmice poderás transformar completamente cada uma das meninas com diversos itens que você compra com dinheiro in-game. Dá para editar cores, colocar acessórios e inclusive mudar as poses, com certeza um prato cheio para aqueles que gostam de dar a sua “cara” ao jogo.

Realmente muito foi explorado dentro desse aspecto de customização, mas e o jogo em si? Não espere algo muito tradicional dessa vez. A SNK trouxe um sistema de luta baseado em Tag, onde o jogador escolhe uma dupla e pode alternar de personagem no meio da pancadaria, lembrando bastante os jogos Versus da Capcom, diferenciando do estilo da série The King of Fighters, onde as trocas eram somente no final do round.

Com isso temos uma luta mais acirrada, com doses de estratégia, porém em contrapartida os controles são super simplificados. Para fazer um movimento especial basta apertar o direcional + botão de especial que ele é realizado, dessa forma praticamente qualquer um consegue pegar o jogo e detonar.

Os dashes (no chão e no ar) estão presentes e estranhamente não tem mais como se abaixar, achei bem esquisito isso, provavelmente para não ter que implementar golpes no chão. Durante as lutas também rola alguns itens que são ativados usando o analógico direito(mapeamento do controle versão PS4), alguns conseguem desequilibrar bastante o combate.

Outra coisa bem estranha é a maneira que derrotamos os adversários, é necessário agora aplicar um golpe chamado Dream Finish que aparece quando a barra de vida está em vermelho, ele é ativado usando apenas um botão e não tem como evitar, o único jeito de vencer é usando ele.

O modo história de SNK Heroines é uma piada, mas no bom sentido. Nossas heroínas foram parar em uma mansão do qual ninguém nunca viu antes e quando se deram conta estavam vestindo roupas completamente malucas, obrigando-as a descobrir o que diabos está ocorrendo nesse lugar. É bom às vezes uma historinha que não se leva a sério, só para descontrair e dentro dessa proposta, fico feliz de ver que até a SNK tem senso de humor.

Tecnicamente ele não tem nada demais, aparenta usar a engine do The King of Fighters XIV porém com a câmera mais aproximada, dando a impressão de ter personagens maiores na tela. Os modelos em si são bem feitos e considerando que dá para fazer um carnaval com o visual delas, é perfeitamente aceitável alguns pequenos bugs.

Os cenários acho que são a parte mais decepcionante pois a SNK sempre teve uma mão incrível nesse aspecto e aqui é tudo mega simples. Acho que o maior culpado disso é pelo fato do jogo se passar na tal mansão, parecendo que estamos sempre lutando em uma casa de bonecas.

Grande parte das músicas do jogo são arranjos de faixas antigas e ficaram bem bacanas, pena que com o barulho constante dos efeitos sonoros mal pude apreciá-las, ainda terei que ouvi-las fora do jogo. Fiquei bem feliz de ver que não esqueceram de Psycho Soldier, a música tema de Athena Asamiya e uma das músicas que mais gosto dentre os jogos da SNK.

SNK Heroines: Tag Team Frenzy é um jogo de luta diferente, do tipo que faz falta no mundo de hoje. Dando um exemplo próprio, eu convidei minha esposa que, não joga videogame desde criança, para jogar esse jogo e ela topou, meio receosa, achando que não tinha a menor chance. Quando ela viu que os controles eram super simples e com personagens divertidos, ela começou a me enfrentar de igual para igual e tivemos uma sessão de pancadaria divertida como há muito não tinha!

Na minha opinião a SNK acertou em cheio e para aqueles que querem um jogo de luta descompromissado, Heroines é uma ótima pedida!

Pros

  • Controles simples e precisos
  • É divertido mudar o visual das personagens, confesso
  • Modo Tag funciona muito bem

Contras

  • Poderia ter sido melhor o trabalho em cima dos gráficos
  • A quantidade de personagem é levemente decepcionante, faltaram algumas personagens marcantes da produtora
  • Poluição sonora durante as lutas
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.