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vgBR.com | 10 de dezembro de 2018

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Warriors Orochi 4 – Análise

Warriors Orochi 4 – Análise
David Signorelli

Review

Nota
9
9

O mais completo da série

Warriors Orochi 4 é rico em conteúdo e diverte até cansar os dedos de tanto derrotar inimigos. Além de tudo, é um excelente ponto de partida para quem quer conhecer esse gênero tão único.

A Omega Force veio com tudo nessa mais nova versão da série Warriors Orochi, que é uma espécie de crossover entre os jogos das séries Dynasty Warriors e Samurai Warriors publicado pela Koei Tecmo para PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One, Microsoft Windows

Com certeza não é fácil conseguir criar novidades com tantos jogos do gênero sendo lançados pelo estúdio nos últimos anos, no entanto, é evidente o esforço para tal. Dando exemplos, posso citar o excelente Dragon Quest Heroes, que introduziu muitos sistemas de RPG, inclusive tirados diretamente do material fonte, o que ficou muito bacana. Outro que posso citar é Hyrule Warriors, que se baseou na série The Legend of Zelda e também conseguiu transportar um pouco dos jogos do herói Link com uma roupagem diferente.

Warriors Orochi 4 se aventura dentro do próprio pedigree, trabalhando em universos originais já consolidados e com uma quantidade de personagens enorme, trazendo um dos jogos “Musou” mais ricos já produzidos.

HISTÓRIA

Os eventos de Warriors Orochi 4 se passam logo após o término do terceiro jogo. Os heróis estavam numa boa vivendo suas vidas, sem lembranças do que tinha acontecido no mundo de Orochi, mas Zeus (da mitologia da grega), com uma ambição em mente, resolve juntar toda a galera novamente.

O desenvolvimento dos acontecimentos se dá por meio de diálogos com imagens estáticas e algumas cenas de animação caprichadas. Não espere algo muito elaborado em matéria de história: os diálogos são bem escritos e, sem sombra de dúvidas, temos aqui um elenco marcante, porém, fica por isso mesmo.

Caso não tenha jogado os jogos anteriores e quer saber o que aconteceu, você pode visualizar um resumo dos fatos dentro de uma opção no Story Mode. A história é apenas um pano de fundo para o que realmente interessa – e essa parte não deixa nadinha a desejar.

GAMEPLAY

Warriors Orochi 4 é o jogo com a maior quantidade de personagens jogáveis na história dos videogames até o dia de hoje. São 170 guerreiros e guerreiras, cada um com habilidades distintas e com condições para serem desbloqueados.

É com certeza um marco e tanto e, considerando que todos têm níveis, equipamentos e atributos, a brincadeira fica ainda mais séria. Imagina só colocar essa galera toda em nível máximo! É diversão que não acaba mais.

Além de trazer essa quantidade exorbitante de personagens para escolher, outra grande novidade desse jogo são as magias. Dentro do contexto da história do jogo, artefatos que vieram diretamente da mitologia grega foram parar nas mãos de nossos heróis, permitindo que eles possam usar esses artefatos como uma nova maneira de destruir seus adversários.

Warriors Orochi 4 é um jogo hack ‘n slash estratégico, no qual podemos controlar diretamente três personagens (soma mais quatro de suporte) e, com a união de seus poderes, precisamos derrotar hordas gigantescas de inimigos. Os personagens se movem com extrema velocidade no campo de batalha e é muito gratificante ver aquela tropa de inimigos sendo destruída com apenas um movimento. Não é um jogo de controles muito complexos. Para falar a verdade, eles são bem simples, qualquer um com um pouco de instrução já consegue detonar legal, fazendo que seja bem acessível até para quem está começando a jogar videogame.

Como mencionei anteriormente, as magias trazem ainda mais uma variável para o campo de batalha, fazendo com que as lutas fiquem mais intensas. Sanada é um dos personagens que tem a magia mais legal. Ele fica planando no ar enquanto desfere umas “garras” de fogo no chão, detonando tudo o que vem pela frente – e esse é apenas um dos 170! O negócio é encontrar aquele herói que traz o ritmo de luta que mais lhe agrada. Com uma quantidade tão grande de opções fica até complicado montar um time dos sonhos sem antes passar horas testando eles no Mock Battle, que é uma opção de treino dentro do Story Mode.

Se cansar de jogar sozinho, há o modo de dois jogadores com tela dividida e um modo online. Neste último, encontrei dificuldades para encontrar jogadores, mas quando finalmente apareceu alguém, nós tivemos uma ótima experiência.

GRÁFICOS E SOM

Infelizmente, não tivemos uma evolução muito grande nesse sentido aqui. Os gráficos são bem parecidos com os outros jogos da série e no PlayStation 4 normal a taxa de quadros oscila bastante, engastando entre 50 e 60 frames por segundo.

Nem de longe é um jogo feio. A arte é bem bonita e o visual dos personagens da mitologia grega ficou muito bacana. Pensei que nunca iria aceitar aqueles deuses gregos no universo Orochi, mas no fim das contas já até estava gostando, pensando que eles poderiam continuar explorando outras mitologias no futuro, como a hindu ou mesmo a nórdica.

Agora, se tem algo definitivamente feio são os menus e toda a interface num geral. Tiro o chapéu pelo fato de serem bem rápidos, sem input-lags ou qualquer coisa do tipo, que irrita qualquer um. Me refiro mais ao fato de serem pouco práticos. Além de serem extremamente simples, são contra-intuitivos – ao navegar no menu principal dentro do Story Mode, constantemente me perdia pelos atalhos. Tem dois botões para trocar as abas e outros dois para alternar entre os heróis. Por mais que pareça implicância, eu reitero que não é mesmo, tinha horas que preferia evitar totalmente o uso dos atalhos para não continuar me frustrando.

No campo de batalha felizmente a situação é outra: tudo o que é para funcionar, funciona que é uma beleza. Mapas, situação de combate, instruções, tudo supimpa (mas feio, sim)! Pode ficar tranquilo que não vai perder uma oportunidade de investida porque o mapa não colaborou.

As músicas são bem variadas, passando por heavy metal até dance music. Elas têm uma qualidade que deixa um pouco a desejar, na minha opinião, e no fim acabam sendo abafadas pelos efeitos sonoros e a gritaria da galera no meio das lutas. O jogo conta apenas com áudio em japonês, mas não se preocupe, porque, com exceção de alguns personagens, eles não irritam os ouvidos mais sensíveis.

VEREDITO

Warriors Orochi 4 é um excelente musou, um jogo rico em conteúdo e com diversão até cansar os dedos de tanto derrotar inimigos. Além de tudo, é um excelente ponto de partida para quem quer conhecer esse gênero tão único. Mas se você não gosta do estilo não vai encontrar muitas mudanças aqui.

Pros 

  • 170 personagens: preciso dizer mais alguma coisa?
  • Sim, além de 170 personagens ele é extremamente polido e divertido
  • Controle preciso

Cons

  • Graficamente ainda deixa a desejar
  • Menus com visuais simples e confusos
  • Parte sonora poderia ser mais elaborada
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.