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vgBR.com | 10 de dezembro de 2018

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Soulcalibur VI – Análise

Soulcalibur VI – Análise
Pedro Kakaz

Review

Nota
8
8

A alma ainda queima

Muito conteúdo, opções de customização, modos de jogo e jogabilidade convidativa. Dessa vez temos o bruxão Geralt como convidado. É um dos melhores da série e irá agradar os fãs e atrair novos jogadores.

SoulCalibur VI é a continuação da franquia já consagrada da Bandai Namco, o game está disponível para PC, Xbox One e PS4. A versão analisada foi a da Steam.

É interessante como Soulcalibur instalou sua base de fãs ao longo desse tempo todo, não sei se é o fator do game ser um pouco mais amigável para os iniciantes do que Tekken, se é o visual ou simplesmente pelo gameplay um pouco mais dinâmico. Não importa qual desses fatores te atrai na franquia, todos eles estão muito bem executados aqui.

Eu começo minha análise através do modo história do game. Depois de Mortal Kombat 9 e X eu admito que fiquei um pouco mais exigente com jogos de luta que tentam trazer um enredo, por isso talvez eu não gostei da forma que isso foi executado em Soulcalibur. Assim, é interessante como o enredo serve quase como um reboot de tudo, os personagens são apresentados quase que no seu ground zero, as armas são reapresentadas, daria muito bem para ser bem interessante, se não fosse a forma tosca e antiquada que tudo é mostrado, com fotos estáticas e de forma muito cadenciada. Eu esperava algumas CGIs, animações, nem que fosse com os próprios gráficos do game, mas não é só isso mesmo. É bem chato de acompanhar. Um outro modo interessante do single player é o modo Libra of Soul, onde criamos um personagem no melhor estilo RPG, montamos sua aparência, aprendemos a lutar, ganhamos habilidades e subimos de nível, ainda podendo inclusive escolher um lado no enredo e etc, é mais interessante que o modo história normal.

De qualquer forma apesar de simples, os modos Single Player apesar de simples não são o foco desse game.

O gameplay está bem acessível aos iniciantes e você consegue configurar os controles de forma que com poucos botões o personagem irá realizar movimentos poderosos e bonitos. Ao mesmo tempo que se adicionou um “counter attack” para acentuar a curva de aprendizagem para quem é um pouco mais hardcore. A movimentação ta muito fluída e dinâmica, os personagens são rápidos e cada um tem sua gama e habilidades e poderes distintos. A primeira vista o cenário serve apenas como pano de fundo, mas com o tempo você percebe que com algumas sequências certas você consegue lançar o oponente para fora do cenário e vencer a partida instantaneamente. Outro fator muito importante é a profundidade do cenário, você consegue esquivar de muitos ataques apenas andando para trás ou para frente e isso será muito utilizado por um jogador mais experiente (apanhei muito no online por conta disso).

Os gráficos não estão feios mas também não estão incríveis. O jogo é extremamente leve e isso é um ponto positivo, mas as texturas são um pouco ultrapassadas, os efeitos das habilidades também estão estranhos. Não existe nada no game que é de encher os olhos, ao mesmo tempo que não existe nada muito ruim. O jogo aposta num meio termo “ok” e para um jogo de luta com tanta customização disponível isso funciona bem. Apesar de não ter uma opção para agradar os mais graficistas a prioridade aqui com certeza é o gameplay fluído e sem quedas.

O modo multiplayer online é satisfatório, não trava, não tem lag e é razoavelmente rápido de se encontrar partidas. Mas para mim o game brilha no multiplayer local, onde todos aprendem juntos depois de horas e horas de gameplay. As partidas são rápidas e dinâmicas, permitindo que se jogue durante horas sem se cansar.

A trilha sonora é bastante variada e completa o game com temas clássicos e novidades. O game está localizado em português, o que é fantástico principalmente para quem tem interesse no modo História.

Soulcalibur VI como sempre traz muito conteúdo, diversos personagens jogáveis e alguns convidados. Dessa vez temos o bruxão Geralt de Rivia de The Witcher III. Esse é um dos melhores da série, ainda não é superior ao Soul Calibur II, mas ele tenta chegar lá. Irá agradar os fãs e talvez alguns novos jogadores.

Pontos Positivos

  • Combate fluído e dinâmico
  • Amigável com iniciantes
  • Trilha sonora muito divertida
  • Localizado em português

Pontos Negativos

  • Gráficos poderiam ser melhores
  • Modo história deixa a desejar
Pedro Kakaz

Pedro Kakaz

Pedro Kakaz é apaixonado por Dark Souls, eterno hero of time, jogador de Dota que ama o trabalho que faz.