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vgBR.com | 10 de dezembro de 2018

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World of Final Fantasy: Maxima – Análise

World of Final Fantasy: Maxima – Análise
Fábio Kraft

Review

Nota
8
8

Fan service de Final Fantasy

Um RPG de turnos competente com desafio moderado e muitas homenagens a série Final Fantasy. Vale a pena ser jogado pelos fãs do gênero ou quem busca algo mais tranquilo.

World of Final Fantasy: Maxima, desenvolvido e distribuído pela Square-Enix, traz conteúdo adicional para o jogo original lançado anteriormente para o PS4 e agora, disponibilizado para o Xbox One, Nintendo Switch e Steam em um único pacote. 

Para quem curtiu a versão anterior, o conteúdo adicional do Maxima conta com uma dungeon opcional nova, novos Mirages (monstros que você pode recrutar para sua equipe) para obter e personagens da série principal que fazem sua entrada inédita, como o Noctis de Final Fantasy XV por exemplo dentre outros pequenos detalhes extras como roupas de outros personagens para vestir seus heróis. E também, um final secreto opcional que abrirá brecha para uma possível continuação.

Você toma controle de dois carismáticos irmãos, Lann e Reynn, dois jovens que deixarão a história com um clima leve e cômico do início ao fim. Seus diálogos são excelentes assim como o trabalho exemplar dos dubladores de praticamente todos os personagens do jogo, mas com foco nestes dois principalmente.

A história começa após um sonho estranho em uma torre que remete cenas de um futuro distante onde ambos acordam em uma cidade desolada seguindo instintamente suas devidas rotinas, no entanto a cidade de Nine Wood Hills encontra-se estranhamente vazia.

Logo mais eles são apresentados a Tama e Enna Kros, a deusa desse mundo, no qual lhe explicam sobre um mundo que veio a terminar, porém encontra-se em processo de recriação. Um mundo onde humanos e criaturas chamadas Mirages habitam.

Ela explica que os irmãos eram detentores de vastos poderes e de fortes aliados. Com o adorno em suas mãos, eram capazes de capturar e extrair o poder dessas criaturas para criar uma aliança e auxilar em combate. Porém um evento desconhecido anterior fez com que eles perdessem todas as suas memórias, junto com as memórias, todas as suas forças e Mirages.

Seu objetivo é viajar pelo reino de Grymoire para restaurar suas lembranças, forjar novos pactos e explorar os variados locais do universo de Final Fantasy.

World of Final Fantasy é um jogo que por si só trás a nós uma experiência nos moldes mais clássicos na maneira em que a história é contada e também acerca do gameplay em geral, com menus simplificados e intuitivos, o ATB (Active Time Battle, característico da série), etc.

Mas dessa vez você será introduzido a um sistema diferente de combate, o que chamam de Stacking, significando que você poderá empilhar seus heróis e Mirages para combinar status, ampliar uma qualidade de skill (de fire para fira, por exemplo). Cada Mirage pode ser categorizado por tipo elemental e tamanho (pequeno, médio e grande), evoluindo eles individualmente através de um tabuleiro de habilidades, gerando resultados praticamente infinitos com as dezenas de centenas de combinações possíveis para testar novas estratégias contra os inimigos mais exigentes.

A trama do jogo se passa por alguns cenários originais e localidades dos jogos anteriores como Cornelia de Final Fantasy 1, o Figaro Castle de Final Fantasy 6, Balamb Garden de Final Fantasy 8 e assim sucessivamente. Todos construídos com um rico detalhamento e ambientado com remixes excelentes das músicas dos jogos respectivos, o que agrada bastante enquanto se anda por algumas dungeons preguiçosamente longas, algo que se torna um pouco comum neste título, infelizmente.

Embora nem tudo seja perfeito em WFF Maxima, a jornada é bem agradável durante suas boas 30-40 horas de gameplay desconsiderando os extras. Existe realmente o bastante para coletar, inúmeras sidequests, batalhas de arena, explorações com backtracking. Diferente da maioria das opiniões que li a respeito, o jogo não se torna muito cansativo perto do final da história, muito pelo contrário, acaba empolgando mais e mais quando se chega perto do fim.

É interessante a quantidade de summons e “champions” que você pode invocar para lhe dar uma ajudada nas batalhas. Um verdadeiro fan service. As animações dos ataques especiais são cheias de luz e vida, é muito animador quando você encontra um desses especiais para usar e vê seu personagem favorito executando um golpe com o tema dele de fundo. Muitos deles são de ataques, para causar dano, mas muitos curam seu HP ou aumentam algum atributo temporariamente.

Graficamente Maxima não é incrível, mas está longe de ser tecnicamente fraco também. Embora estruturalmente ele seja bem mais simples que títulos como Final Fantasy XV, os constantes 60 quadros por segundo oferecem uma experiência ainda melhor para a jogatina. e o game tem um apelo artístico carismático, ao melhor estilo Kingdom Hearts. Dos pontos negativos dos gráficos, os cenários de batalha deixam um pouco a desejar.

Sobre a trilha sonora do jogo, meu comentário principal é: Maravilhoso. Eu sempre fui fã dos jogos da série, e como fã, eu apreciei tudo o que fazia parte de cada experiência. As músicas são remixes em sua grande maioria, umas que são versões mais leves e com uma instrumentação mais sutil, e outras que puxam para um rock mais pesado. Muitos “curtas” durantes os ataques de “champions” também. Sem dúvida um exemplo artístico de tirar o chapéu no quesito música.

Como falei anteriormente, a dublagem é muito competente também, há conversas praticamente o tempo todo, piadinhas, momentos felizes, outros mais tensos, tudo com atores de primeira. Muitos deles dos quais fizeram parte de diversos filmes de peso e uma variedade enorme de jogos também.

Por fim, World of Final Fantasy: Maxima é sim um jogo que vale a pena ser jogado pelos fãs do gênero. Quem busca algo mais tranquilo para curtir, é também uma boa pedida.

Temos aqui um RPG de turnos super competente com um desafio fácil-moderado, concluível em tempo médio de 40 horas, algo razoável para um game do estilo.

Prós

  • Sistema de batalha divertido e rápido
  • Excelente para os fãs de “coletar monstrinhos”
  • Ambientes e trilha sonora nostálgica

Contras

  • Uma única loja no jogo inteiro
  • Dungeons com caminhos longos sem nada
  • Dificuldade, muito fácil para os experientes
Fábio Kraft

Fábio Kraft

Um jogador de RPG e amante de batalhas finais e odiador de joguetes bugados sem fim e com música tosca.