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vgBR | 21 de janeiro de 2019

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The Last Remnant Remastered – Análise

The Last Remnant Remastered – Análise
David Signorelli

Review

Nota
8
8

Finalmente remasterizado

Uma remasterização muito aguardada. Demorou 10 anos mas The Last Remnant Remastered é um ótimo RPG japonês com várias melhorias sobre a versão original.

Em 2008, exatamente 10 anos atrás, a Square Enix lança um jogo no Xbox 360 chamado The Last Remnant, um RPG bem diferente do que a empresa havia lançado nos últimos anos. Pouco tempo depois uma versão para PC foi lançada, com diversas melhorias em relação ao original.

Apesar de não ter sido um jogo que explodiu em popularidade, The Last Remnant conseguiu alguns fãs, mas infelizmente ficou no esquecimento…bem, pelo menos até agora.

Desenvolvido exclusivamente para o PlayStation 4, The Last Remnant Remastered é a versão definitiva desse grande RPG, com melhorias gráficas e também em matéria de jogabilidade, tudo isso vamos conferir nessa análise.

HISTÓRIA

O jogo começa com um típico estilo de RPG em que o herói da história é lançado em um cenário de proporções épicas em sua busca por alguém, no caso a sua irmã. Embora o começo seja um grande clichê, ele melhora ao longo do jogo. A história começa um pouco devagar, para progredir com a história principal, você tem que fazer algumas missões secundárias para ajudar com alguns dos principais conceitos da jogabilidade.

De fato, a verdadeira beleza do enredo e do desenvolvimento do personagem é contada através das missões secundárias do jogo. Adquirir novos aliados para lutar, aprender seus passados ​​e até conversar com eles nas ruas de uma cidade tem a possibilidade de fortalecê-los. Um conceito único que gostei bastante, devido ao fato de que, apesar de todos os líderes possíveis, todos têm sua própria história e personalidade, de modo que você não terá apenas um personagem favorito.

O vilão The Conqueror é um dos grandes destaques desse aspecto do jogo, ele é aquele típico vilão que você sente medo por sua imensa força, lembrando bastante Luca Blight de Suikoden 2.

GAMEPLAY

A batalha em The Last Remnant Remastered envolve turnos. Você pode ter até 77 unidades (aliados e inimigos) na tela de batalha de uma só vez. Só de pensar nisso pode parecer um pouco demais. Em vez de controlar uma unidade por vez selecionando comandos específicos, você pode colocar até 5 unidades em uma União (grupo), combinando seu HP e AP em uma barra de vida compartilhada, se a HP for para 0, todas elas morrem. É possível que unidades únicas sejam atacadas demais ou amaldiçoadas.

Os comandos de batalha não são específicos, agindo como se você fosse o general de um exército. O jogo também tem “Morale”(ou estado de espírito). Uma barra no topo da tela mostra a sua morale e o do seu inimigo, dependendo de qual deles é mais alto, você vai lutar, causar mais dano, ou levar mais dano, entre outras coisas.

A Square Enix definitivamente criou um sistema inovador que você precisa ter um profundo entendimento para jogar bem. Em vez do sistema padrão “Level-Up”, a Square Enix colocou 2 modificadores de dificuldade no jogo que farão com que você tenha medo de se esforçar muito em monstros fracos, mas ainda impor o fato de que você tem que lutar para ficar mais forte.

O primeiro conceito é “Battle Rank”, Battle Rank determina quão fortes são seus inimigos, quais habilidades eles usam e quanta vida eles têm. Battle Rank é determinado principalmente por quantos monstros você matou. No entanto, não há nenhum número definido nos monstros necessários para o seu Rank de Batalha (BR) subir. O segundo conceito se concentra nas estatísticas de seus personagens. Dependendo da força dos monstros com os quais você luta, no final da batalha a saúde do seu personagem, AP, força, inteligência, velocidade e um quarto atributo aleatório irão subir.

Com esses dois conceitos combinados, você joga de maneira conservadora e agressiva ao mesmo tempo. Se você lutar com muitos inimigos fracos, seu BR irá subir, mas suas estatísticas não irão. Se isso acontecer, você terá mais tempo lutando contra monstros mais tarde durante o jogo. Se você lutar contra monstros difíceis, suas estatísticas aumentarão junto com seu BR, criando um senso de equilíbrio que você precisa ter para sobreviver.

De modo geral o jogo lembra muito uma outra série da mesma empresa, a série SaGa, em especial Romancing SaGa: Minstrel Song de PlayStation 2. O conceito de Battle Rank começou nesse jogo, mas não era de forma organizada que nem The Last Remnant e até alguns ataques especiais foram tirados diretamente de lá, pena que de forma muito mais simples em matéria de animação.

Além das batalhas também percorremos cidades, com lojas e NPCs diversos, tudo que um bom RPG precisa ter. Lembrando de não esquecer de atualizar seus equipamentos em lojas e ferreiros pois a dificuldade aqui é elevada e o The Conqueror é um dos últimos chefes mais difíceis que já enfrentei, portanto preparação é tudo.

Não posso esquecer de mencionar o botão de correr que foi adicionado nessa versão, agora Rush corre que nem um doido varrido, podendo explorar o mundo com muito mais eficiência. Fique esperto que durante as batalhas também tem uma opção de deixar as coisas ainda mais velozes!

SOM

Este jogo é retratado em uma escala épica, então não menos, a música deve ser tão grande quanto. The Last Remnant faz isso com maestria. São mais de 70 trilhas sonoras para tocar durante todo o jogo, seja ou não uma cena, em uma cidade ou em uma batalha, cada uma terminará parando por um segundo apenas para ouvir a música. No que diz respeito à música de batalha, dependendo da situação em que você está, há cerca de 10 ou mais músicas diferentes, dando aquela adrenalina necessária para vencer seus adversários.

GRÁFICOS

O jogo teve uma atualização de motor gráfico nesse remaster e isso fica bem evidente logo assim que começamos. Tendo jogado o original, percebo o quão essa melhora fez bem para a apresentação do jogo como um todo.

Os ambientes agora são mais vivos, com texturas melhores e uma iluminação bem mais realista. Isso tudo influencia também nos personagens que ganharam mais vida nessa versão, soma esses fatores com uma taxa de quadros frequente de 60, temos em mãos um produto de alta qualidade.

Tem momentos que nem parece que estamos jogando um jogo de 10 anos, em especial nas batalhas mais caóticas com diversos elementos na tela, é de encher os olhos.

VEREDITO

Não somente um dos melhores remasters que já joguei, mas com certeza um dos mais aguardados. No Japão ele ficou anos como um dos jogos mais aguardados para o PlayStation 3 que nunca viu a luz do dia e assim como os japoneses, eu também fiquei esperando uma versão de consoles que fosse tão bom quanto a versão de PC.

Demorou 10 anos mas está agora conosco! The Last Remnant Remastered é um jogaço, todo fã de RPG não pode perder.

Prós

  • Melhorias gráficas consideráveis
  • Ajustes nos sistemas deixaram a experiência bem mais agradável
  • Trilha sonora continua um espetáculo

Contras

  • Alguns loadings meio chatos
  • O jogo pode ser muito complexo para jogadores mais inexperientes ou sem paciência
  • Último chefe é pedreira demais, tem gente que nunca vai ver o final desse jogo
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.