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vgBR | 21 de janeiro de 2019

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Battle Princess Madelyn – Análise

Battle Princess Madelyn – Análise
Fábio Kraft

Review

Nota
7.5
7.5

Ghosts 'n Goblins indie

Mesmo com alguns problemas Battle Princess Madelyn é um game 2D caprichado com belíssimos sprites, feito para os amantes de jogos clássicos de plataforma.

Battle Princess Madelyn é um jogo de aventura e plataforma, desenvolvido pela softhouse indie CasualBit Games e lançado para o Nintendo Switch, PC, Xbox One e PlayStation 4. 

Ao iniciar o jogo já percebemos a inspiração principal deste título: Ghouls n’ Ghosts da Capcom, originalmente lançado para os Arcades e o Nintendinho nos anos 80.

Com gráficos totalmente pixelizados, Battle Princess Madelyn é um game muito bonito no estilo de arte que foi escolhido. Rico em efeitos de luz e partículas, e também com animações de ótima qualidade. Todos os chefes do jogo são grandes e articulados com maestria, assim como praticamente todos os sprites.

Você pode jogar tanto o modo História quanto o modo Arcade, que seria um modo simplificado com todos os estágios do jogo sem caixas de diálogo e pausas para cutscenes.

O jogo apresenta uma trama bem simples e divertida de se acompanhar, inspirado nos desejos da própria filha do criador do game que se chama Madelyn também. O projeto foi quase um feito familiar já que o desejo de sua filha era estar dentro do game Ghouls n’ Ghosts, que acabou se realizando de uma certa maneira.

A história começa durante um encontro entre os membros do castelo, e um ataque de uma horda de monstros liderado por mago maligno que causa um tumulto, resultando na abdução do rei e da rainha e também na morte do cão de Madelyn, Fritzy, na tentativa heróica de atacar o líder dos monstros. Após esse evento fatídico, um ritual é feito para unir a princesa e seu cão novamente em forma de espírito, cabendo aos dois por um fim neste mal.

A jogabilidade é quase igual a de Ghouls n’ Ghosts, um side scroller 2D cruelmente difícil. Madelyn começa a aventura com um amigo que lhe ajuda até um determinado ponto, atacando inimigos e auxiliando. Depois disso você apenas conta com ataques de sua fiel lança, que pode ser utilizadas para atacar nas 4 direções, e também com pequenos upgrades de arma e novos equipamentos ao longo da jornada. Quebrar seus inimigos com as lançadas é muito satisfatório, o impacto você quase consegue sentir a cada ataque desferido.

Os controles respondem muito bem aos comandos, pena que a disposição do mapeamento dos botões acabou ficando estranha. Como botão de aceitar e cancelar trocados e etc. Nada que venha a atrapalhar bruscamente mas… não precisava eu creio.

Seu principal objetivo é ir do ponto A ao B, parece fácil em teoria mas na prática você realizará  diversos backtrackings por entre as cavernas e florestas. As mensagens nas placas e nos textos dos NPCs nem sempre são muito claras com as direções e podem acabar confundindo o jogador.

Como um jogo de plataforma normal, existem caminhos entre o vilarejo e as dungeons com um boss desafiador no final delas. Mas além da aventura principal,  você pode experimentar fazer quests opcionais dadas pelos NPCs na vila para preencher seus armários de muitos colecionáveis espalhados pelo mundo, enriquecendo assim um pouco mais o conteúdo do jogo.

As batalhas podem ser bem frustrantes para os menos experientes pois Madelyn não é capaz de jogar sua lança na diagonal ou realizar esquivas, fazendo que em muitos casos você tenha que se jogar debaixo de um monstro grande para poder atacá-lo, como o primeiro Boss por exemplo.

Quem já está acostumado com o gênero talvez não encontre tantas dificuldades, mas os novatos certamente irão penar para passar dos desafios mais perto do final da aventura.

Em muitos momentos me senti jogando os Castlevanias clássicos pelos problemas de mobilidade que encontrei. Perdi as contas de tanto que morri para bichos que surgem do nada, fases aquáticas, abismos e cada um dos oito chefes complicados que o game possui. Outra coisa que acabou me incomodando um pouco é a ausência de informações na tela, como quantidade de vidas por exemplo. Ter que ficar prestando conta disso é meio chato, até porque a ação é super frenética e difícil fazendo você morrer inúmeras vezes. Isso se torna um incomodo porque ao morrer você retorna sempre para o início dos estágios, e eles são super longos na sua grande maioria.

Efeitos sonoros e a trilha em geral são ótimos e como amante de músicas de jogos, eu fiquei muito feliz com o que ouvi jogando. Há uma variedade grande de faixas, tudo com muito bom gosto e claramente puxando a inspiração principal do clássico título da Capcom.

Mesmo com alguns problemas Battle Princess Madelyn é um game caprichado e muito legal. É feito para quem achava que os jogos de sidescrolling 2D estavam mortos, ou para todos os amantes de jogos clássicos deste gênero. Uma aventura para ser curtida no conforto de sua casa ou na rua com seu Switch.

Pontos Positivos

  • Excelente desafio
  • Trilha sonora
  • Pixel art de primeira

Pontos Negativos

  • Não há HUD
  • Ausência de um botão para esquivar
  • Dificuldade um tanto exagerada
Fábio Kraft

Fábio Kraft

Um jogador de RPG e amante de batalhas finais e odiador de joguetes bugados sem fim e com música tosca.