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vgBR | 21 de maio de 2019

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Um Comentário

Devil May Cry 5 – Análise

Devil May Cry 5 – Análise
Danilo Morim

Review

Nota
9.5
9.5

O melhor Devil May Cry

Jogabilidade primorosa, gráficos fantásticos e trilha sonora de primeira. Não espere nada menos que um jogo de ação espetacular com um dos melhores sistemas de combate dessa ou de qualquer outra geração.

Devil May Cry 5 foi anunciado pela Capcom na E3 de 2018 na conferência da Microsoft e desde então pude jogar as demos do game em algumas oportunidades, seguindo ansioso pelo lançamento de uma das minhas séries de ação favoritas.

Eu devorei o game em um único dia em quase 18 horas ininterruptas. DMC 5 oferece o pacote completo de ação e da continuidade a sequência de jogos excelentes que a Capcom vem lançando nessa geração.

QLIPHOTH

DMC nunca foi uma série conhecida por sua história e narrativa. A direção do game focava sempre na ação e oferecia uma experiência narrativa bem ao estilo anime pastelão misturando cenas de ação forçadas, personagens marcantes e humor trash.

Dessa vez, Itsuno e seu time preferiram seguir um formato mais moderno e desenvolveram vários meios para tornar a história e o roteiro surpreendentemente boas. Eles escolheram uma boa trama, desenvolveram excelentes gráficos, a atuação dos atores e as excelentes animações faciais e corporais ficaram impecáveis. E tudo isso foi realizado sem abandonar o que fez da série um grande sucesso na 6ª geração de consoles.

As cenas de ação forçadíssimas foram muito bem dirigidas e estão melhores do que nunca graças ao excelente trabalho de animação e atuação dos personagens e o humor pastelão dá uma quebra perfeita na ambientação mais dramática do jogo. DMC 5 traz tudo que os fãs esperam da franquia, inclusive uma dose deliciosa de fan service.

O DIABO DEVE CHORAR

O game é um verdadeiro Hack n Slash. São 3 personagens jogáveis e completamente distintos, vários tipos de armas e alguns estilos de jogo oferecendo uma experiência que vai satisfazer dos mais casuais até os jogadores mais técnicos com boas opções de gameplay.

Falando dos protagonistas o personagem que oferece menos opções é o estreante V, mas isso faz sentido devido a história do game. Dante e Nero são os mais usados nas missões e oferecem muitas opções, principalmente Dante que retorna com seus estilos clássicos e muitas armas no arsenal.

Nero agora tem os braços-prótese Devil Breaker, que tem papel significativo no seu estilo de luta e as diversas funções e trazem uma bela novidade ao game. Já V é um personagem mais frágil que os outros e tem uma jogabilidade mais cadenciada e seu estilo de luta é muito mais efetivo a distância, deixando para seus parceiros quase toda pancadaria.

O game oferece um espaço para quem quiser testar as capacidades dos personagens ou treinar novos combos e habilidades. Os menus são bastante completos onde você terá acesso ao resumo da história, a todas cutscenes, seletor de missões, um briefing sobre os personagens e os inimigos e muito mais.

Uma coisa que tenho certeza que os jogadores vão gostar muito é que são poucas as missões que não oferecem algum tipo de chefão e vários deles proporcionam lutas espetaculares e bem desafiadoras, principalmente da metade do jogo pra frente.

A dificuldade do game é progressiva e bem balanceada e graças a isso uma missão do final do jogo nunca será mais fácil do que as anteriores e os chefes e inimigos seguem essa mesma linha. No geral o jogo me pareceu mais fácil que DMC 3 e um pouco mais difícil que DMC 4, mas isso pode ser só uma impressão.

Uma coisa que senti falta no início do jogo foram as poucas opções de dificuldade. Eu gostaria de já ter um hard liberado desde o início pois me considero bom o suficiente nesse gênero. Eu realmente só tive algum trabalho em alguns chefes e mesmo assim tinha muitas facilidades caso eu falha-se.

Outra coisa que eu esperava eram cenários menos lineares. Como esse é um game para ser jogado múltiplas vezes tanto pela masterização do combate quanto pelas dificuldades que vão se abrindo a cada zerada, acredito que múltiplos caminhos já dariam uma quebrada na repetição e adicionariam um grau no replay value do jogo.

De toda forma a jogabilidade está dentro do melhor que o gênero tem a oferecer, principalmente por conta da diversidade de personagens jogáveis e seus estilos completamente diferentes. Eu gosto muito de Ninja Gaiden Black e Bayonetta 2, mas agora temos um novo gigante nessa briga de titãs.

FOTOREALISMO

DMC 5 dá adeus a arte oriental e um belo chute na porta do fotorealismo. O game oferece um estilo artístico único e alguns dos melhores modelos de personagens e animações que essa indústria já viu.

A trilha sonora do jogo é um espetáculo de boa. Oferece gêneros como rock, jazz e metal com toques eletrônicos. A dublagem é de primeira com ótima interação e falas dos personagens e o dinamismo da trilha dá um toque especial nas batalhas.

Joguei o game inteiro no Xbox One X e tive uma experiência de jogo extremamente satisfatória tanto na parte visual quanto na performance do jogo. Foram poucos momentos que percebi quedas no framerate e os tempos de carregamento nunca foram muito longos. A resolução me pareceu constantemente estar em 4K e a jogabilidade em 60 FPS com ocasionais quedas nessa versão.

Seja na arte ou na parte técnica creio que a maior parte dos fãs da franquia irão ficar bem satisfeitos com a experiência audiovisual que Devil May Cry 5 entrega.

O RECOMEÇO

Devil May Cry 5 supriu completamente minhas necessidades de um bom e velho Hack ‘n Slash mas na minha opinião os desenvolvedores poderiam ter ido além e ousado um pouco mais no level design linear da série.

De toda forma é muito difícil não recomendar o game para quem é fã do gênero ou da série, por esse é provavelmente o melhor DMC e com certeza um dos melhores jogos do gênero.

Não esperem nada menos que um jogo de ação espetacular com um dos melhores sistemas de combate dessa ou de qualquer outra geração.

Heaven

  • Audiovisual absurdo. Modelos e animações de primeira e trilha sonora espetacular
  • Excelente jogabilidade, a plástica das lutas e a progressão técnica do jogador fazem o game parecer um anime jogável
  • História e roteiro mantém o interesse e cast de personagens marcante
  • Grande replay value para quem quer masterizar o jogo

Hell

  • Rolam pequenas quedas de framerate
  • Não é possível começar o jogo em uma dificuldade mais difícil
  • Poderia ser menos linear
Danilo Morim

Danilo Morim

É Rhazo como um Pires ou A Voz da Rhazão? Trabalha como gamer e dorme com o controle na mão.