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vgBR | 23 de julho de 2019

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HALO 4 mostra a que veio

Bruno Carbone

Liderando a lista de expectativas da E3 2012, Halo 4 obteve um imenso hype e por razões específicas: a série ajudou definir o Xbox como plataforma e estabeleceu a viabilidade de FPS’s para consoles. Enquanto o quarto capítulo da franquia não era segredo para o mercado, nas mãos de uma nova desenvolvedora, seria compreensível duvidar do futuro de Halo, mas esse fardo se esvaiu com a primeira demonstração ao vivo na E3. E tudo isso graças ao sólido trabalho apresentado na demo da campanha.

Os editores da 1UP – um dos maiores sites especializados em games do mundo – Jeremy Parish e Jose Otero descobriram que existem poucos motivos para dúvida em relação ao futuro da série Halo. A desenvolvedora 343i provou ter conseguido entender e absorver o conceito de Halo e suas adições a franquia foram formidáveis.

 

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Acompanhe o relato dos dois editores abaixo:

Jose Otero: Eu sinto que a cobertura de Halo 4 já esteve em todos os lugares. Começamos meio preocupados com sua primeira aparição pública e colocamos nossas fichas nessa apresentação. Depois de nos sentarmos e aos poucos irmos absorvendo tudo que estava sendo mostrado, e principalmente depois de jogá-lo, temos de admitir que estamos felizes com o que foi feito.

A 343i está realmente focada no que o próximo capítulo precisa ser e podemos constatar isso durante a apresentação. Enquanto jogávamos a Spartan Ops juntos, como parte de um time de 4 pessoas, tive a chance de ver como um grupo de Spartans pode se complementar através das novas adições, como a mistura de habilidades das armaduras e suporte a táticas de combate. Eu vi como erguer um escudo e desviar os tiros disparados pelos inimigos enquanto meu esquadrão se posicionava atrás de mim para retaliar. Outro jogador podia usar Visão Precursora e enxergar através de paredes e entregar potenciais posições inimigas. E espero que seja apenas o começo. O lugar escolhido para a apresentação da demo não ajudava na comunicação, mas mesmo assim conseguimos nos dar bem como equipe.

Spartan Ops é um upgrade maravilhoso para o modo Firefight de Halo, e o contexto da trama, objetivos, e planos de conteúdo adicionados são belas adições ao modo cooperativo, além de renovar a fórmula.  Fizemos uma brincadeira recente, dizendo que a 343i havia decidido chamar o modo cooperativo de Halo 4 de Infinity era porque seria impossível parar de jogar e, honestamente, temos de concordar com isso. Spartan Ops pode ser o meu novo modo de jogo favorito de Halo 4, enquanto ele permitir variedade suficiente de mudanças.

Jeremy Parish: Eu não quero ser o disco riscado aqui, mas tipo, Halo 4 poderia ter sido um desastre. Pense em todas as franquias que se perderam quando novas desenvolvedoras assumiram seus jogos. Aconteceu com um jogo da Bungie, o Myth 3! Mas mesmo com os planos cínicos da Microsoft em transformar a série em sua própria mina de ouro a la Call of Duty, o time da 343i conseguiu fazer girar as engrenagens que fazem Halo funcionar, e não apenas isso, mas colocar a série em direção ao futuro.

Eu e multiplayer cooperativo transformamos amigos em inimigos de quarto, mas eu amo jogar com meus amigos mesmo assim. O Spartan Ops e sua a promessa de novo material cooperativo toda semana parece que foi feito para mim. A missão que jogamos na E3 pareceu algo entre uma missão de campanha e um modo horda, e se tudo correr da maneira que a 343i promete, isso pode não apenas se tornar o mais ambicioso episódio da série, mas também o mais bem sucedido.

O design do mundo de Halo e sua mecânica sempre me pareceram perfeitos, sendo assim, vê-los refinados e recapturados nesta nova sequência – que, falando nisso, parece visualmente superior a todos os outros capítulos da série – realmente me deixou ansioso pelo lançamento.

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Jose Otero: Você viu os novos inimigos? Os  Promethean são excelentes adições pelo simples fato de colaborarem entre si. Em alguns casos eles podem gerar novos inimigos – no demo da campanha, o Promethean mortal que cai em cima do Chief rapidamente gera mais um companheiro – mas sua tendência para se reunir e ajudar uns aos outros é algo jamais visto na série.

O Promethean Watcher flutuante parece o mais astuto dos três que vimos na demo. Ele criou um escudo para proteger seus aliados vulneráveis e arremessou de volta algumas granadas atiradas contra ele. Os Watchers podem conjurar Crawlers, inimigos de quatro pernas que podem se tornar um problema quando chegam em grupos.

Essa habilidade dinâmica de conjuração em tempo de batalha e ajudar uns aos outros pode transformar a missão de lidar com os Prometheans em um verdadeiro pesadelo. Todos os outros episódios de Halo possuem inimigos que se ajudam – por exemplo os Brutes podem coordenar verbalmente o posicionamento das tropas, avisar sobre granadas arremessadas, e apontar o posicionamento dos inimigos com frequência – mas a classe Promethean leva esse conceito um passo à frente no novo Halo.

Jeremy Parish: Eu tenho a sensação de que os conceitos utilizados nos inimigos são de certa forma algo que já vimos antes — Os Watchers são similares aos Covenant Engineers de ODST, os Crawlers são algo entre os Drones e Flood Infection. Mesmo assim, a idéia é misturar as coisas, e as máquinas Precursoras parecem fazê-la muito bem, levando a inteligência artificial de halo para um novo patamar de envolvimento.

A Bungie sempre manteve as informações sobre a história da campanha longe da mídia até o momento dos reviews especializados, e eu não espero nada diferente em relação a Halo 4. Logo, é difícil ter uma idéia da história além da que vimos nos fragmentos da jogatina apresentada. Esses fragmentos, no entanto, foram bem atraentes. Eu me pergunto sobre a invenção da Infinity se mostrando no mesmo mundo precursor de onde master Chief se derivou em Halo 3, mas tenho certeza de que isso será respondido com o tempo.

 

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Mais intrigantes foram as deixas em que Cortana dá seus “pitis”. Vocês sabem, a comunidade original para o primeiro Halo surgiu há muito, muito tempo atrás na forma de e-mails direcionados para um fan site onde Cortana aparecia na forma de uma A.I. desenfreadamente prepotente. Claramente os rumos das franquia se alteraram, mas a idéia de uma Cortana alucinada e dando uma de ninja com todo mundo sempre pairou nas beiradas da ficção da série. Entre o limite de sete anos de vida para construções A.I. e sua quase completa absorção para Gravemind, uma Cortana berserk sempre foi uma ameaça aparente. Halo 4 pode finalmente ter a chance de nos propor exatamente isso, o que poderia explicar quais são os planos da 343i para consubstanciar o personagem de Master Chief. Quando o protagonista é um tipo silencioso e eficiente, as vezes a melhor maneira de explorar sua coragem é mostrar como ele responde as ameaças daqueles que o cercam.

De qualquer maneira, estou interessado em ver onde isso vai dar, que é muito mais do que poderia dizer antes da E3. O que foi mostrado conseguiu refrescar meu entusiasmo pela série a qual temia já ter tido seu tempo, e isso não é um feito pequeno. Sou do tipo de pessoa que já se cansou da exploração de séries (sejam filmes, jogos, etc) e não tenho nenhum problema em me afastar delas com boas lembranças. Halo 4 me convenceu de que ainda existe muito chão a ser percorrido. Mal posso esperar pra ver se o produto final mostrado pela 343i vai sobreviver a todo esse entusiasmo criado por nós.

 

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Bruno Carbone

Bruno Carbone (aka Overload) é viciado em piada ruim e trocadilhos de gosto duvidoso. Três vezes campeão mundial por W.O. de Pirocóptero Online. Odeia quando perguntam "por que você joga se xinga tanto o videogame?" quando está jogando Dark Souls. Tem pessoas que simplesmente não entendem...