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vgBR | 16 de julho de 2019

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Análise: Mediana Resistência

Átila Graef

Mais um título lançado da pretensão em conseguir um Halo Killer, Resistance surgiu no lançamento do PlayStation 3, dando continuidade a busca da Sony por um FPS pra chamar de seu.

A série Resistance foi criada com uma premissa no mínimo curiosa: Um FPS da Segunda Guerra Mundial, onde ao invés de nazistas seus inimigos são monstros alienígenas.

Por ser uma das primeiras opções de exclusivos do console, o primeiro Resistance obteve boas vendas e com isso garantiu com que o título virasse franquia e rendesse mais dois jogos. Infelizmente com as fracas vendas do terceiro título a série foi descontinuada.

Falando do primeiro jogo, Resistance: Fall of Man, começa morno. Tendo uma história razoável, gráficos e sons razoáveis, inimigos razoáveis e situações razoáveis, nada no jogo é extremamente ruim, mas nada é irretocável ou perfeito.


A primeira missão coloca o jogador no meio de uma guerra onde todos os soldados aliados morrem e você continua vivo e lutando contra hordas de inimigos. Isso prossegue pela segunda, terceira, quarta, quinta e basicamente até o final.

E esse é o maior problema do jogo: ele praticamente não evolui. Resistance começa morno, e continua morno, morno e morno, chegando a QUASE esquentar nas 3 últimas fases. A história te faz esperar um ápice que nunca acontece e você vai cumprindo missões no melhor estilo Call of Duty, matando inimigos em 90% do tempo de jogo. Os outros 10% envolvem andar de um lugar ao outro pra procurar mais inimigos pra avançar na fase e voltar ao ciclo dos 90%.

A história é bem básica e nunca explica realmente quem são os Chimera ou porquê a infecção começou. Na pele do soldado Nathan Hale, o jogo está mais preocupado em lhe fazer entender os seus objetivos para conter o avanço dos bichos do que explicar sua origem misteriosa, o que funciona até bem de certa forma, mas deixa a desejar por não dar background aos inimigos.

Os gráficos do jogo são medianos. Nunca chegam a impressionar ou decepcionar de vez. Algumas missões (como uma das últimas fases na neve) são mais bonitas, mas nada “nunca antes visto”. Modelos de armas e inimigos são bacanas, mas modelos de veículos (tanque, jipe, stalkers) poderiam ser melhores, principalmente nas sequências onde você os pilota.
Os cenários tem boas variações durante as fases, embora as últimas missões vão servir pra aterrorizar os que criticaram os “corredores sem vida” de Halo: Combat Evolved, uma vez que são praticamente cópias do jogo da Bungie. Ainda assim, não importando a quantidade de inimigos na tela, ou o tamanho do cenário (e alguns como Nottingham são realmente amplos), o jogo roda a 30 FPS cravados, sem qualquer slowdown.

A música do jogo é o que se espera de um jogo “clone” da segunda guerra. Orquestras e temas batidos, nada empolgante, mas que cumpre o seu papel de estar lá.

O grande destaque do jogo são as armas, que graças a criatividade dos desenvolvedores diferem-se bastante entre seus modos de uso e seguram o interesse em continuar jogando. E isso será necessário, pois vindo de uma leva antiga de FPS, Resistance é um jogo comprido. A campanha principal leva aproximadamente 15 horas pra finalizar. Na geração atual onde as campanhas da maior parte dos FPS terminam em menos de 5 horas, isso pode ser algo positivo. Mas no geral, o jogo acaba passando a sensação de ser arrastado, justamente por gerar expectativas que não consegue atender.

Mesmo assim, Resistance: Fall of Man não é ruim, muito longe disso. É um bom jogo, com um gameplay sólido e um modo online gratuito, que embora tenha pouca variedade, diverte. Em seu lançamento, Resistance foi a melhor opção pra um FPS no PlayStation 3. E isso garantiu um ótimo segundo jogo, muito superior ao primeiro em todos os aspectos.

Mesmo quem experimentar atualmente, não vai se arrepender da experiência, principalmente se o fizer com a ajuda de um amigo, utilizando o ótimo modo cooperativo com a tela dividida. Mesmo assim, não espere nada se surpreender ou nada revolucionário. O jogo é mais uma mistura de boas idéias de outros títulos do que um título realmente original.

Átila Graef

Átila Graef

Átila Graef é fanático por conquistas do Xbox 360, General aposentado em Halo Wars, colecionador de placas de Arcades, e apaixonado por F-Zero GX.